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Elise Dawson

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15 décembre 2004

Captura de embarcações.

 

A história australiana não tem muito a ver com piratas e tomadas de navios, entretanto, algumas dezenas de casos ocorreram em águas da Austrália ou em embarcações que viajavam a partir de suas margens.

Em 1628, o Batavia, um navio da Companhia Holandesa das Índias Orientais, partiu de Texel, na Holanda, para a cidade de Batavia, como era chamada no período colonial (desde 1949 mudou para Jacarta), carregando uma carga de mercadorias e com cerca de 332 tripulantes. Francis Pelsaert estava no comando geral e Ariaen Jacobsz era o capitão. Durante a viagem, este conspirou juntamente com o comerciante Jeronimus Cornelisz para usurpar o comando de Pelsaert. 

Antes do plano ser posto em prática, no entanto, o Batavia colidiu com Morning Reef, perto da Beacon Island, parte dos Houtman Abrolhos, na costa da Austrália Ocidental, em 4 de junho de 1629. A tripulação, os passageiros e alguns suprimentos foram transportados para ilhas próximas. Apesar de alguma perda de vidas por afogamento, na tentativa de chegar à terra firme, todas as mulheres e crianças se salvaram. Uma viagem de reconhecimento na área em busca de água doce foi empreendida, e não logrou êxito. Depois disso, percebendo a situação difícil, Pelsaert, Jacobsz e 46 tripulantes e passageiros entraram em uma barca longa e passaram, cada vez mais longe, a fazer incursões no continente na procura de água, com os demais sobreviventes ficando para trás.

Cornelisz aproveitou o momento, e assumiu o comando dos suprimentos, armas e sobreviventes (cerca de 200 pessoas; por volta de 100 eram soldados e marinheiros da Companhia, e outros 25 jovens e crianças) na ilha que mais tarde foi batizada como Batavia's Graveyard. Pondo seu plano em prática, primeiro dispersou esse pessoal, ordenando que cerca de 40 homens, mulheres e crianças fossem para a Seal’s Island, outros 15 homens se dirigissem para a Traitor’s Island, e enviando mais 20 homens para outra ilha, West Wallabi.

Para eliminar possíveis oponentes, delatores do iminente motim e testemunhas, os assassinatos começaram nos primeiros dias de julho. Nas semanas que se seguiram, Cornelisz e seus homens brutalmente estupraram e assassinaram por volta de 125 homens, mulheres e crianças, em episódios horríveis como de pessoas doentes com a garganta cortada enquanto dormiam e de uma menina estrangulada enquanto seus pais jantavam com Cornelisz. Enquanto isso, em West Wallabi, um líder, Wiebbe Hayes, surgiu. Ele e seu grupo não tinham ciência dos assassinatos que estavam ocorrendo, mas alguns sobreviventes que conseguiram escapar de Cornelisz e sua gangue para buscar refúgio em West Wallabi os informaram.

Hayes preparou-se para um confronto com Cornelisz construindo um forte e tirando as armas dos destroços do navio. Surgiram várias batalhas em que o primeiro e seus homens emergiram os vencedores, inclusive tornando Cornelisz um prisioneiro. 

Quando Pelsaert retornou, tomou conhecimento do que ocorrera. Como haveria uma superlotação no resgate que levariam todos para Batavia, um julgamento foi feito no local, onde começaram as denúncias, provações e confissões dos assassinos. Cornelisz indeferiu todas as responsabilidades, mas sob tortura confessou seus crimes. Ele e a maior parte de seu grupo tiveram as mãos cortadas e foram enforcados na Sea’s Island, enquanto o restante foi levado para Batavia para julgamento, uns sendo enforcados e outros açoitados. O capitão Jacobsz, apesar de ser torturado, não confessou sua parte no planejamento do motim, e escapou da execução pela falta de provas.

 

Em abril de 1806, o brigue (um tipo de embarcação à vela, com dois ou três mastros e uma média de seis a dez canhões) denominado Venus, de propriedade de Robert Campbell e sob o comando do capitão Samuel Chase, estava transportando suprimentos e um pequeno número de condenados, incluindo duas mulheres, de Sydney para a Tasmânia. Enquanto o capitão estava em terra, em Port Dalrymple, os sentenciados, juntamente com alguns membros da tripulação, armaram-se com mosquetes e assumiram o controle da nau. Os que não participaram do motim foram deixados em terra. 

Partiram então para Bay of Islands, onde o novo mestre desembarcou as mulheres e alguns outros da tripulação, os quais se dedicaram à construção de uma cabana para morar. Navegando pela Ilha do Norte, na Nova Zelândia, antes de East Cape, os componentes do navio, agora praticantes de pirataria, seqüestraram a filha de um chefe local e a trocaram mais tarde por suprimentos com uma tribo inimiga vizinha. Este ato de sangue frio levou à morte muitas pessoas doze anos depois, quando os parentes afligidos pela dor da perda da menina se vingaram da tribo que a recebeu e a matou. 

Venus  teria sido visto pela última vez, tendo deixado Bay of Islands, nas mãos de um pequeno grupo restante e, segundo foi relatado, em um estado angustiante. Especulações continuam quanto a saber se o navio conseguiu seguir pelo Pacífico ou se afundou com sua equipe inexperiente, e também sobre o destino de todos os envolvidos. Acredita-se que alguns destes foram capturados e enforcados, e outros morreram doentes. Há afirmativas de que o Venus foi pego pelos maoris, os quais, no intuito de adquirir a sucata de metal do navio, atearam fogo no mesmo, matando o pessoal que ainda se encontrava lá.

A Sydney Gazette descreveu o bando de rufiões do Venus. O primeiro marinheiro Benjamin Kelly era um baleeiro americano. O segundo marinheiro Richard Edwards tinha uma cicatriz bem visível em uma bochecha. O marinheiro Joseph Redmonds era um mulato que usava os cabelos em tranças e tinha buracos em suas orelhas, acostumadas a usar brincos grandes. Seus cúmplices incluíram ainda um cozinheiro malaio, dois condenados com tez sombria e uma mulher corpulenta com voz rouca. 

 

A apreensão de navios por piratas tornou-se uma grande dor de cabeça para as autoridades coloniais, e foram redigidos regulamentos portuários rigorosos para lidar com a situação. Após o estabelecimento do assentamento de Newcastle ao norte de Sydney em 1804, local para onde criminosos julgados eram enviados, a segurança das navegações ficou crítica. As chegadas e partidas exigiam sanção oficial, as tripulações tinham que estar a bordo até as 20 horas, sentinelas guardavam os cais, e ninguém poderia deixar um navio sem permissão.  Apesar destas medidas, muitas fugas foram empreendidas de Newcastle : em 1804, condenados tomaram o barco Sargento Day; em 1806, seis prisioneiros escaparam em outro barco sem nome; em 1814, a escuna Speedwell foi pega por quatro reclusos; em 1820 foi a vez do barco piloto Newcastle; e, em 1825, foi levada a corveta Eclipse. Nenhum deles foi visto novamente.

Durante o início do século XIX, uma média de uma embarcação foi apreendida por piratas todos os anos. Em 1813, um navio chamado Unity foi pego por sentenciados enquanto ancorava no rio Derwent, fora da cidade de Hobart. Sete homens armados se arrastaram a bordo pela noite e cortaram as amarras, desembarcando a tripulação num pequeno barco, e depois navegando. Em 1816, o brigue Trial foi capturado no Sydney Harbour por um grupo formado, principalmente, por condenados empregados entre os pedreiros que trabalhavam no farol Macquarie, bem como por dois portugueses.

Em 1817, o William Cossar, um navio do governo, teve cortadas suas amarras por alguns piratas. Um deles foi descrito como um cigano com tez escura, olhos negros, cabelos pretos, e com o dedo indicador de sua mão direita faltando. Mas, como esta embarcação, de dois mastros e 20 toneladas, não tinha pavimentos nem âncora, presumiu a Sydney Gazette que sua destruição era inevitável. Na verdade, nem ele e nem a Unity foram vistos de novo, e o naufrágio do Trial foi descoberto mais tarde em South West Rocks, porém nenhum dos fugitivos foi encontrado.

Mas se houve um flagelo da pirataria na história australiana, este se deu na Tasmânia durante os anos 1820 a 1850, quando a Terra de Van Diemen (a primeira designação que os europeus deram à ilha da Tasmânia) era o repositório do maior número e dos mais duros e inconseqüentes transgressores nas colônias. A pirataria era tão prevalecente que havia uma Ordem Portuária permanente para o transporte no rio Derwent determinando que, quando amarrado o navio, suas velas devem ser retiradas dos bastidores e o leme levado em terra.

 

O termo “pirata” foi aplicado seletivamente nas colônias australianas, muitas vezes para destacar crimes particularmente arrojados ou sangrentos no mar, como aconteceu com o brigue Cyprus. Em agosto de 1829, ele estava transportando um grupo de prisioneiros de Hobart para Macquarie Harbour, quando foi pego por uma tempestade em Recherche Bay. Os criminosos assumiram o navio, que estava abastecido com provisões, e abandonaram 44 soldados, marinheiros e aqueles que escolheram não se juntar a eles. Então se propuseram a renomear e pintar a embarcação, cortaram a figura de proa, forjaram um conjunto de papéis e fizeram um registro falso de uma viagem de Manila para a América do Sul. 

Em uma notável façanha de navegação sem tripulação experiente, o “capitão” Swallow levou o Cyprus para a Nova Zelândia, as Ilhas Chatham, a nordeste para o Taiti, e depois para Tonga. A tripulação estava dividida sobre onde melhor escapar das autoridades, nas amistosas ilhas de Tonga ou o mais longe possível de Nova Gales do Sul, na China ou no Japão. Swallow optou por Tonga, mas a maioria o fez pela China. Sete dos que desejavam Tonga foram deixados na ilha de Niue, mas obrigaram Swallow a continuar com eles como navegante, o prendendo na cabine e o mantendo por oito horas lá, até que ordenassem sua vinda ao convés para que dirigisse o navio para o Japão.

Os piratas provavelmente não tinham conhecimento do isolamento e da hostilidade japonesa em relação aos estrangeiros, de modo que quando o Cyprus chegou lá com velas esfarrapadas e uma tripulação desesperada por água, logo foram atendidos com o fogo de mosquetes e tiros de canhão. Uma brisa afortunada surgiu e fugiram para a China. Swallow ainda sugeriu as ilhas do Pacífico, mas uma tripulação dissidente deixou a embarcação em Ladrones e se passaram como náufragos. Swallow e três tripulantes restantes tentaram sem sucesso parar um vazamento do casco do navio, foram para um bote, e também se apresentaram como sobreviventes de um naufrágio.

Inicialmente, esta história funcionou e obtiveram passagem como tripulação em um navio mercante da classe East Indiaman, de nome Charles Grant, que retornava a Londres. No entanto, seu ardil se desfez quando seus ex-companheiros de viagem apareceram com a mesma história, mas com fatos contraditórios. Já em Londres, os magistrados tinham pouca evidência para continuar, mas, por um estranho capricho, um dos condenados que não quiseram tomar parte no motim e foram abandonados em Recherche Bay, o que fez com que ganhasse a liberdade, estava na capital britânica no momento, assim como o carcereiro da cidade de Hobart, e os piratas foram todos reconhecidos. 

Alguns foram executados. Dois deles, George James Davis e William Watts, foram enforcados em Londres, em Execution Dock, no dia 16 de dezembro de 1830. Foram os últimos homens enforcados por pirataria na Grã-Bretanha. E outros foram enviados de volta para a Austrália, dentre os quais um veio a ser enforcado e Swallow foi para a instalação de segurança máxima britânica de Port Arthur, onde morreu.

Posté par Elise Dawson

 

 

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Commentaires (7)

 

Lendo seu texto me lembrei de William Dampier, um explorador e navegador, ocasional bucaneiro e corsário (particularmente em terras espanholas nas Américas), que se tornou o primeiro inglês a explorar partes do que é hoje a Austrália (na época, chamada Nova Holanda) e o primeiro a circunavegar o mundo três vezes.

Depois de impressionar a Marinha com seu livro “A New Voyage Round the World”, a Dampier foi dado o comando de um navio, HMS Roebuck, com o qual fez importantes descobertas na Austrália Ocidental. Creditam a ele a condição de ter sido o primeiro historiador natural da Austrália, bem como um dos mais importantes exploradores britânicos do período entre Sir Walter Raleigh e James Cook.

Posté par Acácio Boesel, 15 décembre 2004 à 19:33 | Répondre

 

Os condenados à morte eram trazidos para a Execution Dock geralmente vindos da prisão de Marshalsea, embora alguns fossem provenientes da Newgate. Eles eram transportados em uma carroça para Wapping, onde a Execution Dock estava localizada, desfilando através da London Bridge, passando pela Torre de Londres, em uma procissão liderada pelo High Court Marshal montado em um cavalo, ou por um seu representante. O Marshal era o presidente da execução, e carregava um remo prateado que simbolizava a autoridade do Almirantado. A carroça era flanqueada pelo carrasco de um lado, e do outro por um capelão, para encorajar o sentenciado a confessar seus pecados. No caminho da forca, os infratores eram autorizados a beber um último quarto de galão de cerveja em uma casa pública. As execuções eram conduzidas por carrascos que trabalhavam em Tyburn e na prisão de Newgate.

Para a execução por atos de pirataria, o enforcamento era feito com uma corda curta, para que o indivíduo tivesse uma morte lenta devido ao estrangulamento no andaime, pois a queda seria insuficiente para quebrar o pescoço.

Ao contrário dos enforcamentos em terra, como em Tyburn, os corpos de piratas em Execution Dock não eram imediatamente retirados após a morte. Habitualmente, até o final do século XVIII, ficavam pendurados até que pelo menos três marés tivessem atingido suas cabeças antes que fossem baixados. Nos casos dos infratores mais notórios, o Almirantado ordenaria que seus corpos fossem alcatroados, para a sua máxima preservação possível, e pendurados em gaiolas de ferro (gibbets) na baixa do rio em Cuckold's Point ou Blackwall Point, para ficarem expostos até apodrecer como um aviso a todos sobre o destino que aguarda os que se voltaram para a pirataria.

Posté par Astrid Steux, 15 décembre 2004 à 20:03 | Répondre

A jurisdição legal para o Almirantado Britânico era para todos os crimes cometidos no mar, e a doca estava dentro dela ao se localizar além da marca da maré baixa no rio. A forca ou o gibbet eram erguidos abaixo da linha da água baixa.
O notório Capitão William Kidd, um marinheiro escocês que foi condenado por pirataria, embora alguns historiadores acreditem que tivesse atuado apenas como corsário (recebeu ordens inglesas para controlar a pirataria francesa na área de Madagascar), foi retirado da prisão de Newgate e executado no cais em 1701. Durante sua execução a corda arrebentou, e Kidd foi enforcado na segunda tentativa. Os seus restos foram perdurados em uma gaiola no rio Tamisa em Tilbury, por três anos.
Qualquer pessoa que cometesse crimes nos mares, em águas domésticas ou não, provavelmente seria trazida para Londres e julgada pela Suprema Corte do Almirantado. A pena capital era aplicada a atos de motim que resultavam em morte, assassinatos no alto mar, contrabando, violações específicas dos artigos de guerra que regem o comportamento de marinheiros, além de atos de pirataria.

Posté par Viviane Lucca Dal Pian, 15 décembre 2004 à 21:11 | Répondre

 

Assunto muito interessante.

Convém lembrar que, no início da história colonial australiana, os condenados e seus descendentes tiveram uma grande influência sobre a sociedade.

Em 1778 a “First Fleet” (“Primeira Frota”, nome dado aos onze navios que deixaram o Reino Unido em 13 de maio de 1787 com 1.487 pessoas, incluindo 778 sentenciados - 586 homens e 192 mulheres) deixou a Inglaterra para fundar o primeiro assentamento na Austrália, bem como uma colônia penal associada.

A chegada a Port Jackson em 26 de janeiro de 1788, considerado o dia nacional da Austrália, bem como o da fundação da Sydney e do estado de Nova Gales do Sul, foi o ponto que reiniciou o transporte penal de condenados britânicos (anteriormente eram enviados para a América do Norte, cujas colônias conseguiram a independência em 1776). Em 1803 a Tasmânia também foi transformada em uma colônia penal, seguida de Moreton Bay em Queensland em 1824. O envio para outras colônias e estados australianos foi reduzida ou inexistente.

A Austrália Ocidental recebeu prisioneiros em 1851 para lidar com a escassez de mão de obra. Principalmente devido ao afluxo de imigrantes livres durante corrida do ouro australiana da década de 1850, o banimento dos condenados foi reduzido até terminar oficialmente em 1868.

Posté par Joana Vieira Fasano, 15 décembre 2004 à 22:13 | Répondre

Joana, na época as prisões britânicas estavam saturadas, e precisavam aliviar a pressão populacional.

Por mais de oito décadas, cerca de 165.000 prisioneiros foram transportados para a Austrália, sendo que os últimos a serem transferidos à força para lá foram dirigidos para o estado da Austrália Ocidental em 1868.

Essa deportação costumava seguir um processo de seleção natural para o trabalho duro que seria executado na colônia. Embora este sistema presidiário tenha sido uma forma de escravidão, os condenados poderiam esperar sua libertação depois de cumprir a sentença, e seus filhos estavam livres desde o nascimento. Muitos deles ficaram ricos e tornaram-se parte da classe de colonos, e suas origens obscuras foram convenientemente esquecidas ou escondidas.

Posté par Wanderley Bonini, 16 décembre 2004 à 13:01 | Répondre

O envio para as colônias havia se tornado uma punição comum para crimes na Grã-Bretanha desde o século XVII, e assim foi até meados do século XIX. Era tido como uma alternativa mais humana à pena de morte.
Cerca de 60.000 condenados foram levados para as colônias britânicas na América do Norte durante os séculos XVII e XVIII. Com a independência destas, este destino deixou de ser viável, então o governo britânico começou a olhar para outras alternativas.
Após as viagens do Capitão James Cook para o Pacífico Sul, onde visitou numerosas ilhas e reivindicou a Austrália para a coroa, estas novas colônias começaram a ser vistas como úteis para destinos criminais.

Posté par Roberto Resmer Horn, 16 décembre 2004 à 21:26 | Répondre

 

Guillaume Le Testu, foi um corsário, explorador e navegador francês, um dos principais cartógrafos de seu tempo e autor de alguns dos mapas mais detalhados de Dieppe, que teve uma ligação particular com a Austrália ao mapeá-la ou mesmo visitá-la. Para alguns, ele teria sido o descobridor dela.

Seus mapas representavam uma grande ilha ou continente, ao sul de Java, que Le Testu identificou como a Jave la Grande mencionado por Marco Polo, a qual também foi conhecida como Terra Australis. Além disso, Le Testu incorporou nesses mapas pássaros que se assemelham a cisnes negros e casuares, ambos nativos da Austrália.

No entanto, é fato que muitos cartógrafos na época punham elementos hipotéticos, mitológicos ou fantásticos em seus mapas, inclusive o próprio Le Testu, que chegou a incluir unicórnios, basiliscos e sátiros, por exemplo.

Posté par Péricles Macowieski, 16 décembre 2004 à 18:36 | Répondre

 

 

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18 novembre 2004

Australianos no conflito global de 1914-18.

 

O envolvimento da Austrália na Primeira Guerra Mundial se deu quando a Grã-Bretanha e a Alemanha entraram em guerra, em 4 de agosto de 1914, ocasião onde seu primeiro-ministro Joseph Cook, juntamente com o líder da oposição Andrew Fisher, que estavam no meio de uma campanha eleitoral, prometeram apoio total aos britânicos. 

Como em muitos outros lugares, a eclosão do conflito foi saudada na Austrália com grande entusiasmo, embora tenha se tornado o embate bélico mais pesado em termos de mortes e baixas na história deste país. De uma população de menos de 5 milhões, 400 mil homens se alistaram, dos quais mais de 60 mil foram mortos, e outros 160 mil restaram feridos, intoxicados com gás ou presos. Conhecemos uns 15 amigos que tiveram parentes seus combatendo neste confronto.

A maioria dos milhares de homens que se voluntariaram e foram aceitos na Australian Imperial Force (AIF), em agosto de 1914 seguiram primeiramente para o Egito ao invés da Europa, para enfrentar a ameaça que um novo beligerante, o Império Otomano, representava aos interesses britânicos no Oriente Médio e no Canal de Suez.

A primeira ação significativa da guerra foi o desembarque da Australian Naval and Military Expeditionary Force (ANMEF) em Rabaul, em 11 de setembro de 1914, tomando posse da Nova Guiné Alemã em Toma, em 17 de setembro, e das ilhas vizinhas do Arquipélago de Bismarck em outubro seguinte. Em 9 de novembro, a Royal Australian Navy (RAN) fez uma grande contribuição quando o HMAS Sydney destruiu o cruzador leve germânico SMS Emden.

Depois de quatro meses e meio de treinamento perto do Cairo, partiram de navio para a península de Gallipoli, juntamente com tropas britânicas, neozelandesas e francesas, com o objetivo de abrir uma segunda frente e garantir a passagem dos Dardanelos. Os australianos e neozelandeses, agrupados como Australian and New Zealand Army Corps (ANZAC), chegaram em 25 de abril de 1915, aterrando no que se tornou conhecido como “Anzac Cove”.

Durante os primeiros dias da campanha, os aliados buscavam atravessar linhas turcas, enquanto estes procuravam expulsá-los da península, em tentativas dispendiosas que acabaram em fracasso para ambos os lados, numa estagnação que continuou durante o restante de 1915. Na verdade, a operação ocorrida mais bem sucedida foi a evacuação em larga escala das tropas em 19 e 20 de dezembro, na qual os turcos poucas baixas conseguiram infligir.

Quando retornou ao Egito, após Gallipoli, a AIF foi reorganizada e expandida de duas para cinco divisões de infantaria, e transferida progressivamente para a França, a partir de março de 1916, mas os regimentos de cavalaria leve, que serviram de infantaria adicional durante a campanha contra os turcos, permaneceram no Oriente Médio realizando operações no Egito e Palestina. 

Quando as divisões chegaram à França, a guerra na Frente Ocidental estava há muito tempo em um impasse, com os exércitos opostos diante de sistemas de trincheiras que se estendiam pela Bélgica e nordeste da França, em uma linha que partia do Canal Inglês até a fronteira suíça. O desenvolvimento de metralhadoras e artilharias favoreceu a defesa em operações ofensivas, o que agravou o embaraço nas linhas de trincheiras que durou até os últimos meses do conflito.

Em 1916 e 1917, os australianos e aliados atacaram repetidamente as fileiras alemãs, precedidos por bombardeios maciços de artilharia destinados a cortar arame farpado e destruir as defesas. Após esses bombardeios, ondas de infantaria emergiram das trincheiras para a terra de ninguém e avançaram contra as posições inimigas. Os alemães sobreviventes, protegidos por bunkers profundos e fortemente reforçados, geralmente podiam repelir os atacantes com fogo de metralhadoras e apoio de artilharia. Esses ataques geralmente resultaram em ganhos territoriais limitados, seguidos, por sua vez, por contra-ataques teutônicos. Embora esse estilo de guerra tenha favorecido os exércitos defensivos, ambas as partes sofreram grandes perdas.

As tropas da Austrália foram apresentadas a esse tipo de combate em Fromelles, em julho de 1916, onde sofreram 5.533 perdas humanas em 24 horas. No final do ano, cerca de 40 mil foram mortos ou feridos na Frente Ocidental. Em 1917, outros 76.836 se tornaram vítimas em batalhas como Bullecourt e Messines, e na campanha de quatro meses em torno de Ypres conhecida como a batalha de Passchendaele.

Em março de 1918, o exército alemão lançou uma enorme ofensiva, esperando uma vitória decisiva antes que a força industrial dos Estados Unidos pudesse ser totalmente mobilizada em apoio aos aliados. De fato, inicialmente, adquiriu um grande sucesso, avançando 64 quilômetros além dos campos de batalha da Somme de 1916, mas acabou perdendo impulso. 

Entre abril e novembro, o impasse dos anos anteriores começou a ceder. Quando a ofensiva alemã falhou, os exércitos aliados começaram sua própria contra-ofensiva combinando infantaria, artilharia, tanques e aeronaves com grande efeito, demonstrado na captura australiana de Hamel, em 4 de julho de 1918. A partir de 8 de agosto, outros sucessos dos soldados da Austrália ocorreram em Mont St. Quentin e Péronne, e na captura da linha Hindenburg, também chamada de Siegfried, que se estendia de Lens até Verdun. No início de outubro, após a luta em Montbrehain, as divisões australianas retiraram-se da Frente para descansar e serem reencaminhadas. Durante sua preparação para voltar à luta a Alemanha assinou o Armistício, em 11 de novembro.

Enquanto isso, no Oriente Médio, estavam lutando uma guerra móvel contra o Império Otomano, em condições completamente diferentes da lama e estagnação da Frente Ocidental. As tropas montadas da Australian Light Horse e da Imperial Camel Corps suportaram o calor extremo, a escassez de água e o terreno áspero, e tiveram 1.394 mortos ou feridos em três anos de luta.

Esta campanha do deserto começou em 1916, quando estiveram na defesa do Canal de Suez e na ação aliada para reter o deserto do Sinai. No ano seguinte, participaram de um impulso britânico para a Palestina que capturou Gaza e Jerusalém. Ainda em 1918, haviam ocupado o Líbano e a Síria, e estavam rumando para Damasco. Em 30 de outubro de 1918, a Turquia se rendeu.

Militares da Austrália também serviram no mar e no ar. Como já foi relatado, a RAN, sob o comando da British Royal Navy, destruiu o cruzador leve alemão SMS Emden, perto das Ilhas Cocos-Keeling, em novembro de 1914. Além disso, a Primeira Guerra foi o primeiro conflito armado no qual aeronaves foram utilizadas, e cerca de 3 mil aviadores serviram com o Australian Flying Corps no Oriente Médio e na França, principalmente em missões de observação ou fornecendo suporte aéreo para a infantaria.

As mulheres australianas se ofereceram para serviços em papéis auxiliares, como enfermeiras, cozinheiras, intérpretes, e trabalhadoras de munições ou agrícolas. Estas enfermeiras serviram no Egito, na França, na Grécia e na Índia, muitas vezes em condições difíceis ou perto da Frente, onde foram expostas a bombardeios aéreos e surtos de doenças.

Evidentemente, os efeitos da guerra também foram sentidos em casa. As comunidades sofreram com a perda de tantos homens, e as mulheres assumiram cada vez mais o fardo físico e financeiro de cuidar das famílias. A censura e a vigilância, consideradas por muitos como uma desculpa para silenciar opiniões políticas que não tiveram efeito sobre o resultado da guerra, aumentaram à medida que o conflito continuava. Quando o evento bélico terminou, milhares de ex-militares, muitos deles deficientes com feridas físicas ou emocionais, tiveram que ser reintegrados em uma sociedade disposta a consignar a guerra ao passado e retomar a vida normal.

Os ganhos para os australianos com a Primeira Guerra Mundial certamente não foram compatíveis com os custos. Quase um quinto daqueles que serviram no exterior foi morto, e números desconhecidos de feridos morreriam prematuramente nas próximas duas décadas. Essas perdas, juntamente com as da pandemia da gripe espanhola de 1919 (pelo menos mais 10 mil, muitos dos quais jovens do sexo masculino, foram mortos) mudaram a demografia do país. O recenseamento nacional de 1933 revelou 21.500 homens a menos na faixa etária de 35 a 39 anos, que tinham 16 a 20 em 1914, do que na faixa de 30 a 34 anos. O equilíbrio de gênero mudou também, pois enquanto em 1911 havia 109 homens para cada 100 mulheres entre 25 e 44, em 1933 havia 98 homens para cada 100 mulheres entre 35 e 39 anos.

Além disso, houve um amargamento menos quantificável da vida pública. A Austrália pós-guerra manteve-se dividida durante anos nos campos dos debates sobre recrutamento. O conflito também deu rédeas livres para uma xenofobia e insularidade que infundiram os tempos posteriores. Durante os combates, cerca de 6.890 australianos de nascimento ou de origem em países inimigos tiveram negadas suas liberdades civis e foram reunidos em campos de internação. Depois de decretada a paz, não foram reintegrados na sociedade e, na grande maioria dos casos, enfrentaram a deportação, embora outros tenham escolhido sair porque não podiam enfrentar  a vida no país que se tornou tão avesso a eles.

A paranóia sobre o radicalismo da esquerda que foi alimentada durante a guerra também persistiu. Embora o movimento sindicalista, sob a forma de Industrial Workers of the World, tenha sido esmagado em 1916-1917, por meio de um Unlawful Associations Act, permaneceram outros “inimigos internos”, na forma de comunistas, nacionalistas irlandeses, migrantes não britânicos, radicais de esquerda e sindicalistas. A War Precautions Act foi revogada em 1920, mas grande parte do aparelho de vigilância que o governo do primeiro-ministro William Morris (Billy) Hughes estabeleceu durante o conflito foi mantida para controlar as “novas ameaças” à ordem estabelecida. Os elementos leais da sociedade australiana também permaneceram mobilizados, conduzindo ataques de estilo vigilante contra reuniões da esquerda, atacando os russo-australianos cuja lealdade era suspeita após a Revolução Russa de 1917, e montando exércitos privados para apoiar as autoridades civis nos anos entre as grandes guerras.

No entanto, apesar do seu legado negativo, a Primeira Guerra Mundial proporcionaria uma narrativa fundamental do nacionalismo australiano sob a forma da “lenda” ou “mito” de Anzac, que se mostrou extremamente duradoura e virou um símbolo do surgimento do país como ator no cenário mundial. 

Originado na chegada em Gallipoli, este relato heróico logo seria incorporado nos rituais comemorativos, na literatura e no discurso público do período entre guerras. “Anzac” articulou uma visão poderosa do soldado da Austrália como produto de uma sociedade de sistema distinto de valores, na qual o mato moldava a imaginação cultural e os costumes sociais, onde os homens aprenderam a ser independentes em espírito e, assim sendo, se tornando lutadores naturais e engenhosos.  Ainda dentro deste enfoque, a relativa falta de classe fez estes homens ficarem dispostos a desafiar a classificação social e a autoridade, e a valorizar o nível do “mateship” (um termo na linguagem cultural dos australianos cujo conceito encarna a igualdade, a lealdade e amizade; algo mais profundo que companheirismo ou camaradagem). O país instituiu um feriado para relembrar os mortos, o “ANZAC Day”, comemorado todos os anos em 25 de abril.

Na Segunda Guerra Mundial, “Anzac” estava tão incorporado na memória nacional que forneceu o quadro imaginativo no qual os soldados desse conflito de 1939-45 foram posicionados imediatamente. Duas décadas depois, quando a Guerra do Vietnã e o uso controverso da conscrição para o serviço no exterior dividiram a sociedade de novo, a “lenda” seria um desafio sério, inclusive de feministas que atacaram sua misoginia inerente. 

No final do século XX, o desencadeamento de rememorações trouxe um renascimento extraordinário de “Anzac” na mente social.

Posté par Elise Dawson

 

 

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Thylacoleo e a evolução convergente.

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O governo da Austrália promoveu agressivamente a modernização econômica, industrial e social nos anos de guerra, mas ao custo de valores liberais-democráticos, ou seja, o pluralismo, o liberalismo, e o respeito pela diversidade cultural, deram lugar a políticas de exclusão e repressão.

Uma nação pacífica se tornou violenta, agressiva, e armada de conflitos, despedaçada por linhas de frente de divisões sectárias, conflitos étnicos e agitação socioeconômica e política. A hostilidade racista era alta contra os não brancos, inclusive os insulares do Pacífico, os chineses e os aborígenes, e uma repulsa a estrangeiros inimigos passou a fazer parte das ideologias.

Por fim, houve um fortalecimento da lealdade britânica e uma preferência explícita pelos imigrantes das Ilhas Britânicas.

Posté par Max Graham, 18 novembre 2004 à 19:23 | Répondre

 

Alguns foram contrários à entrada australiana no conflito.
A imprensa do movimento sindical, influenciado pelo marxismo, viu a guerra real como sendo uma entre o trabalho e o capital, onde as únicas pessoas que se beneficiariam com a carnificina seriam homens de negócios, que invadiriam a dispensa familiar na ausência do soldado.
Com efeito, houve uma rápida interrupção da economia após o início da guerra. Com alto nível de dependência do comércio internacional, o país foi afetado pela escassez de remessas e pelo embargo britânico ao comércio com países inimigos.
O fracasso do governo federal em controlar os preços logo se tornaria uma ferida na vida política, e a questão da desigualdade de sacrifício econômico seria paralela ao debate sobre a equidade no serviço militar.

Posté par Cinthia de Almeida, 18 novembre 2004 à 19:58 | Répondre

 

Após uma ação preliminar em Le Hamel, o Corpo Australiano, pela primeira vez sob um comandante conterrâneo, John Monash, liderou a ofensiva perto de Amiens em 8 de agosto de 1918. Sobre esta batalha o general Erich Ludendorff a descreveu como um dia negro para o exército alemão.

O ataque foi encabeçado não apenas pelos australianos, mas pelos canadenses, e ambos logo reivindicariam essa vitória como sua.

Na memória popular australiana Amiens seria mitificada como o evento que precipitou a derrota alemã na guerra.

Os últimos meses de combates viram as forças australianas mostrando a inovação tática para a qual tanto elas como os canadenses eram agora reconhecidos, empurrando as margens do Somme, capturando a cidade estratégica de Péronne e depois, em setembro e início de outubro de 1918, atravessando a linha Hindenburg nas imediações de Bellenglise e do Canal St Quentin.

Posté par Léo Minelli, 18 novembre 2004 à 20:38 | Répondre

 

Em 1884, a Alemanha tinha colonizado a parte nordeste da Nova Guiné, além de grupos insulares próximos. Com o início da guerra, os alemães estavam usando a colônia como uma base de rádio sem fio e para apoiar o seu esquadrão da Ásia Oriental, que ameaçava o transporte mercante na região. A Grã-Bretanha exigiu que as instalações fossem destruídas.

A ANMEF tinha como objetivos as estações alemãs em Yap nas Ilhas Carolinas, Nauru e em Rabaul, Nova Bretanha. Esta força expedicionária, colocada sob o comando do coronel William Holmes, um oficial na milícia que era então comandante da 6ª Brigada, compreendia um batalhão de infantaria de 1.023 homens alistados em Sydney, 500 reservistas navais e ex-marinheiros organizados em seis empresas que serviriam de infantaria, e 500 homens do Regimento Kennedy, um batalhão de milícias de Queensland que se ofereceu para o serviço.

Posté par Marcel Cutrale, 18 novembre 2004 à 21:41 | Répondre

 

A Lenda de Anzac, ou o Espírito Anzac, é um conceito que sugere que os soldados da Austrália e Nova Zelândia têm características comuns, especificamente as que teriam demonstrado no campo de batalha durante a I Guerra Mundial. Estas qualidades incluem os valores de força, inteligência, bom humor e companheirismo, com os militares sendo inocentes, justos, estóicos e lacônicos, irreverentes à autoridade, e desdenhosos das diferenças de classe britânicas. Também tende a compreender a idéia de um "caráter nacional" da Austrália e Nova Zelândia, muitas vezes descrita como seus nascimentos como nações.

Foi com o correspondente de guerra Ellis Ashmead-Bartlett que o conceito foi expresso pela primeira vez, na reportagem do desembarque em Anzac Cove. Mais tarde, de modo mais amplo, o foi pelo também correspondente Charles Bean.

Posté par Valeria Campbell, 19 novembre 2004 à 17:51 | Répondre

As forças britânicas, francesas, australianas e neozelandesas desembarcaram em Galípoli, numa tentativa de invasão da Turquia e captura do estreito de Dardanelos, que falhou e ocasionou pesadas perdas para ambos os lados (cerca de 180 mil mortos aliados e 220 mil perdas turcas). Entre os australianos foram 8.141 mortos em oito meses de luta no local.

Galíponi tornou-se um “mito fundador”, tanto para a Austrália como para a Nova Zelândia, e o Anzac Day ainda é feriado nos dois países.

Posté par Dirceu Bersch, 19 novembre 2004 à 21:27 | Répondre

 

Oi Elise.
Menos conhecidos do que seu envolvimento em Gallipoli e no Front Ocidental é o papel que os australianos desempenharam na campanha palestina, contra as forças otomanas.

De fato, a logística intratável dos embates no deserto, a escassez crônica de água, os erros de comando e as demandas concorrentes do Front Ocidental ocasionaram um lento progresso na Palestina em 1917. Foram necessários três assaltos para capturar Gaza, uma operação que foi facilitada em 31 de outubro de 1917 por um ataque espetacular, incluindo uma carga de tropas montadas australianas contra Beersheba, imortalizada em duas produções cinematográficas posteriores.

No final de 1917, as tropas aliadas sob o comando do general Edmund Allenby haviam entrado triunfalmente em Jerusalém, tomando a cidade que ao longo dos séculos inspirou as cruzadas cristãs.

O progresso desacelerou em 1918, graças à crise dos Aliados quando os alemães atravessaram a Front Ocidental na primavera. Assim mesmo destruíram os exércitos inimigos em Megiddo em setembro de 1918 e, avançando sob a liderança de Thomas Edward Lawrence, capturaram Damasco em 30 de setembro. No final de outubro, duas divisões de cavalaria foram capturar Aleppo, a junção ferroviária estratégica a cerca de 300 quilômetros ao norte.

Posté par Lisa Alleway, 19 novembre 2004 à 20:16 | Répondre

 

Em 1916, o primeiro-ministro trabalhista Billy Hughes tornou obrigatório o serviço militar, para manter o número de soldados australianos na guerra, algo que fez com que ele e seus aliados, por não recuarem da decisão, fossem expulsos do Partido Trabalhista que, em comunhão com os irlando-australianos, católicos e sindicatos, era contrário à obrigatoriedade. Em 1916 e 1917, plebiscitos foram feitos junto aos australianos sobre o serviço militar, sendo rejeitados em ambas as ocasiões, o que manteve o exército como uma força voluntária.
Em 1919, o atual (Billy Hughes) e o ex-primeiro-ministro (Joseph Cook) viajaram para Paris para participar da conferência de paz de Versalhes, reunião esta onde o primeiro exigiu pesadas reparações à Alemanha. A assinatura de Hughes no Tratado de Versalhes foi a primeira vez que a Austrália celebrou um tratado internacional.

Posté par Oscar Richards, 19 novembre 2004 à 20:44 | Répondre

 

Embora a constituição elaborada quando da formação da federação australiana em 1901 concedesse ao governo nacional o poder sobre "assuntos externos", isso não foi interpretado como significando o direito de administrar a diplomacia e as relações internacionais. Em vez disso, os políticos e o público aceitaram que o governo imperial britânico conduzisse a política externa em seu nome. Assim, quando a Grã-Bretanha declarou a guerra à Alemanha, não se questionou o comprometimento da Austrália também à guerra.

Muitos australianos em 1914 tinham nascido no Reino Unido ou eram de ascendência anglo-celta. Eles tinham uma profunda identificação emocional e cultural com o Império, e não viam nenhuma contradição entre assuntos da Austrália e dos britânicos. O nacionalismo que possuíam foi posicionado dentro de um quadro de lealdade imperial e, como defensores de uma política de imigração descaradamente racista, se divertiram em fazer parte da "raça" britânica.

Em um olhar mais prático, eles reconheceram que a segurança de seu vasto continente pouco povoado dependia da manutenção do domínio naval britânico na região da Ásia e do Pacífico. Se a Grã-Bretanha fosse derrotada na Europa, os australianos poderiam cair sob o domínio alemão ou, pior ainda, sob a crescente influência do Japão que, desde a sua vitória na guerra russo-japonesa, apresentava uma ameaça alarmante.

Posté par Lucie Walker, 21 novembre 2004 à 20:05 | Répondre

 

 

17 octobre 2004

Quando o homem atinge a perfeição.

 

Algumas raras pessoas brilham com a intensidade de mil sóis. Seres superiores e admiráveis, dotados da mais pura nobreza, de caráter e distinção ímpares, dos conhecimentos divinos e da sabedoria infinita, além da vocação para liderar os que se destacam, com a excelência que lhes é peculiar chegam a este mundo para nos guiar e ensinar. Devemos nos orgulhar de nós, porque temos uma formação boa o suficiente para nos permitir, de modo natural, enxergar e valorizar tudo isso, e discernir a primordialidade de acompanhar esta luz. Somos privilegiados, por termos tão magníficas companhias, e por sabermos reconhecer algo bom e íntegro quando avistamos.

Tive a honra de encontrá-lo há muitos anos, quando da minha participação no Dipartimento di Scienze, em Firenze. Depois de tanto tempo vivido, não imaginava que ainda seria possível surgir, de dentro do leito de morte moral e intelectual chamado Brasil, alguém simplesmente impecável e incomparável como o insigne Dr. Rodrigo de Oliveira Guizzardi, nos mais diversos contextos e sentidos. Ao conhecê-lo, se constata o abismo existente entre o patamar deste raríssimo cidadão digno e o do restante da manada ignóbil, digo, da população brasileira. Achava que humanos assim já estavam extintos ...

Recentemente homenageado pela Berliner Gesellschaft, mais um de seus intermináveis reconhecimentos, não poderia deixar de tecer algumas palavras sobre este homem inigualável e extraordinário.

Quebrando todos os paradigmas, o Rodrigo é o máximo em integridade humana que esta depravada terra tem condições de produzir. TODOS, decididamente TODOS, estão abaixo dele nas qualificações positivas e intelectivas que uma pessoa virtuosa deve apresentar. Sou testemunha de seu carisma, elegância, respeito e classe, que permeiam seu profissionalismo, poder de decisão e competência, emoldurando seu brilhantismo. Seus ensinamentos precisam e merecem ser estudados e copiados à exaustão, porque deles tiramos sempre a interpretação correta dos fatos.

Acompanhar um diálogo dele, vivenciar sua amizade, seguir suas orientações, compartilhar de seu pensar, seu sucesso e seu extrovertimento, nos traz uma sensação diferente, a de estar inteiramente realizado na vida dentro do prazer de existir em um mundo desprovido de defeitos. Difícil é aceitar o choque de sair desta realidade adorável e sublime, cair na existência pútrida do cotidiano, e voltar a ter de interagir novamente com esta gente inútil, ociosa, sem caráter, vergonhosa e torpe. De modo literal, é como sair da Suíça e parar no Brasil!

Sábio, experiente e perspicaz, é uma pessoa que nunca mente, e para quem ninguém consegue mentir. Aliás, para ou perto dele, ninguém obtém êxito ao dissimular com hipocrisia e demagogia, transferir responsabilidades, ou enfeitar o pavão para amenizar suas implicações. O Rô sempre conhece mais e melhor os outros, do que estes conhecem a si mesmos!

Um cidadão ideal, irretocável, completo e exemplar em tudo o que faz, fala ou pensa. Uma mente resplendorosa, absolutamente inalcançável e incompreensível pelos mortais corrompidos, limitados, ignorantes e viciados. Um espírito isento das doenças de caráter que se tornaram a regra geral no cerne deste povo. Nunca trapaceia, jamais se alinha ao lado errado dos conceitos cultuados pelas pessoas superiores e, em tempo algum, aceita sequer a aproximação de elementos imprestáveis. Impetuosamente maduro, sob nenhuma circunstância perde seu tempo e suas energias com assuntos e situações triviais ou vulgares. Longe disso, se afasta dos conteúdos e dos indivíduos que se prendem em futilidades para que a lama não o atinja.

Único entre os únicos, o Rodrigo é um ser, aliás, ele é O SER contemplado com todos os melhores predicados, aqueles que verdadeiramente importam, tanto para as escassas pessoas realmente dignas como para uma sociedade efetivamente decente, os que indicam, rimam e exaltam a honestidade, sabedoria, amizade, honra, seriedade, companheirismo, sinceridade, integridade, competência, compromisso, imparcialidade, racionalidade .... vou passar o resto da vida incluindo novos itens positivos e distintos neste rol ...

Um combatente aguerrido e incansável de nossas causas, um herói praticante somente de valores honrados e possuidor de todas as virtudes ínclitas, um nobre entre plebeus (entre animais completamente imbecis, na verdade) onde quer que esteja, único homem de classe no meio da ralé.

Absolutamente engajado, sempre fez questão de propor discussões de extrema importância social ou privada (quando dentro das associações e instituições das quais é membro) e de participar das reuniões, debates e conferências para apresentar suas já célebres soluções e orientações, o que lhe rende o eterno agradecimento por tanto esclarecimento, visionariedade, eloqüência e inteligência. Ímpar na capacidade de indicar e providenciar as efetivas e indispensáveis transformações, sem igual nas condições plenas para se apresentar para opinar e solucionar questões de relevância. O que seria de todos caso o Rodrigo não emprestasse sua visão aguçada de vida e de futuro, sua mente excelsa, talentosa e singular, e trazer factualmente a elucidação, o desenlace e o progresso que os demais, por mais cultura e diplomas que tenham, não conseguem? O que seria deste mundo sem este mestre da sabedoria e da perfeição?

Legal, divertido, comunicativo, com opinião soberana, carismático, de alto astral, resolvido, convicto, racional, perceptivo, sincero, adora reuniões de amigos e festas, impossível deixar de ser acirradamente disputado onde estiver. E gosta somente das esporádicas mulheres bonitas, maduras, independentes, seguras e inteligentes, sem falsa modéstia (pois com outras, não tem nem conversa). Ele preza pelo mesmo que qualquer pessoa sã e ajuizada : os bons e autênticos amigos, as melhores e mais decentes companhias e ambientes. A diferença entre o Rô e a maioria medíocre é que efetivamente ele busca e valoriza isso, e não deixa na teoria.

Um amigo genuíno, presente, desinteressado, honrado, leal e sincero, que se aproxima e fica do seu lado por amizade e não para se aproveitar de seu momento ou de algo que tenha. Nunca age como um babaca na relação de amizade. Sempre torce, com toda a sinceridade, por você e pelo seu sucesso. Não faz concorrência nem nunca demonstra satisfação por sua queda, principalmente quando sabe que não está merecendo aquilo. Enfim, um companheiro perfeito, de todas as horas, que faz muita falta em nossa caminhada.

Francamente, ele faz um bem danado a nós, muito maior do que poderia imaginar que faz!

O Rodrigo NUNCA ERROU, uma única vez sequer, nas atitudes ou nas opiniões que teve, em toda a sua vida! EM TEMPO ALGUM se equivocou nos juízos que fez das pessoas, situações ou locais que conheceu ou com quem coexistiu e interagiu! Se tem alguém, em algum momento, que demonstrou a debilidade mental ou o disparate de apontar um suposto desacerto dele ou uma opinião na qual teria se equivocado, escrevam o que digo : ou se trata de um imbecil, ignorante ou boçal (portanto não o compreenderia mesmo), ou é um enfermo contaminado pelos erros morais que norteiam a cultura deste país (ou seja, faria força para não entendê-lo, por se tratar de um hipócrita, um invejoso,...), ou é parte interessada na questão que está sendo discutida (pois apanhará caso a ética prevaleça). Decerto a porção podre da sociedade, independentemente da justificativa que originou sua podridão, não aprova a ordem correta e a justiça. Se é para analisar com independência, caráter e razão, sempre se chega invariavelmente à conclusão de que o Rodrigo JAMAIS SE ENGANA!!!

Com ele, a escória NÃO TEM VEZ! NUNCA, indubitavelmente de maneira alguma, se permitiu conviver ou aceitar a mera aproximação de elementos vis, oportunistas, sem conteúdo, sem opinião própria, ignorantes, marginais, desonestos, idiotas, enfim, deste lixo social que insiste em prejudicar nosso meio e tornar a sociedade pior. Nem em sonhos! O único que conheci em toda minha vida com tamanha retidão de caráter. Não é uma questão de “lutar por uma comunidade melhor” (até pelo motivo desta sociedade não merecer algo melhor), é uma questão de escolha pessoal mesmo, de convicção particular, de proteger o presente e garantir um bom futuro, de não se sentir bem quando a escória está perto. Essa parte doente e nociva tem que buscar quem é seu similar no caráter, ou quem aceita ou não enxerga seu corrompimento. Com o maravilhoso Rô, NÃO!!!

Gente corrupta, covarde, vazia de valores, volúvel ou burra, “amigos” oportunistas, de “duas caras”, invejosos ou maus-caracteres, mulheres fracas que não aceitam ouvir “não”, infantis ou feias, elementos enganadores e traiçoeiros, marginais e delinqüentes em geral, o Rodrigo Guizzardi NÃO DÁ ESPAÇO NEM PERDE SEU TEMPO COM ESTE TIPO DE ANIMAL QUE NÃO PRODUZ NADA DE PROVEITÁVEL, BOM E CORRETO, E AINDA NOS ATRASA!!!! Com ele, este dejeto social perde oportunidades e fica sepultado no seu devido e imundo lugar! Eu sou assim também! As pessoas se procuram, e só me uno ao que há de melhor!

Seu afastamento de certos lugares e determinados indivíduos, sempre baseado em critérios valorativos sensatos e válidos, é um alerta infalível e um aprendizado inequívoco para os demais cidadãos que queiram construir algo admissível e caminhar pelas vias da dignidade, da honra, da seriedade.

É bastante apropriado analisá-lo pelo lixo do qual se distancia, ou pelos desafetos, pois é aí que se constata com clareza o quanto ele é infalível, exemplar, respeitável, nobre, justo e digno!

A ética verídica, os princípios inabaláveis e inatacáveis, as análises e observações sinceras e pertinentes, a vontade de agir corretamente sem olhar a quem ou sem ética seletiva, tudo aquilo que os incomuns cidadãos corretos e honestos, como o Rodrigo, têm, colide, violentamente, com a ordem pútrida instituída pelo subproduto da humanidade que se instalou no território brasileiro. O marginal se sente agredido pela simples existência do homem direito, pois patente é que se a ordem vigente nacional fosse determinada apenas pelo que interessa, isto é, pelas parcas pessoas de bem e pela ética, seriam justamente estes malfeitores os que perderiam participação social e os direitos que tanto gostam de exigir, mas que tanto são abusados e descartados por eles próprios cotidianamente.

Ora, como se já não estivéssemos exaustos de saber, quem contraria o Rodrigo fica do lado errado e protege bandido e cretino, ou não é assim!?? Opor-se a ele é ficar do lado condenável e de quem cometeu erros e merece apanhar, é contradizer as próprias ética e justiça! Sabemos muito bem disso, quem o impede de agir, está impedindo nossa coletividade de melhorar e marginal de levar o que merece! Reafirmo, ele NUNCA ERROU, em toda a sua vida, nos atos que praticou contra os animais nojentos que foram atravessando sua trajetória esplêndida e impoluta, bem como nas sérias instituições e projetos que presidiu ou nos quais tomou parte! Ou estou a falar mentiras, por acaso!??

Com o Rodrigo, o lixo social não se acumula nem é escondido embaixo do tapete. Ele é POSTO PRA FORA! É pra casa ficar definitivamente limpa MESMO! Se é que estão me entendendo. Apoiá-lo é garantir uma sociedade melhor, sempre!

Por sinal, este seu aspecto de enxergar o que os outros verdadeiramente são e pensam, de maneira indefectível, e sua firmeza, absolutamente pertinente e necessária, em recusar a se misturar com esta laia, além da competência com a qual coloca os que não prestam em seu devido lugar, algumas das suas mais reconhecidas características positivas dentre as infinitas que possui, me fez até pensar em intitular o presente texto como “Botando efetivamente o lixo para fora.” ou “Extirpando o mal da sociedade.”

Ao se portar desta forma, preferindo exclusivamente a presença de quem é inteligente, honesto, equilibrado, honrado, de cabeça boa, de mente adulta, sem dogmas e progressista, de gente alegre, divertida, desencanada e prafrentex, enfim, com quem se pode cultivar uma relação legal e positiva, atrai somente a legítima elite. Repito, as pessoas se procuram!

Este modelo elevadíssimo (concordo, é difícil para as pessoas comuns tentarem repeti-lo; temos de baixar bastante o nível de exigência para que o restante da população consiga, pelo menos, se inspirar nele) sempre renegou as pessoas que exigem respeito e aderiu às que SÃO de respeito, como não poderia ser diferente. Ele nos instrui todos os dias!

Através de lei, deveriam homologar suas decisões de repulsa e afastamento dos maus elementos e locais negativos, para que toda a parte boa da sociedade pudesse ser beneficiada com suas decisões lógicas, certeiras, efetivas e progressistas, e tirar este país da imundície. Aí sim teríamos a separação do joio do trigo, aí sim as coisas passariam a funcionar direito.

Uma única palavra pronunciada pelo Rodrigo É LEI, correspondente que é totalmente aos fatos, tendo mais conteúdo e fazendo mais sentido que os milhões de grunhidos que o restante parvo, mentiroso, malicioso e incivilizado desta multidão regurgita todos os dias para “dizer”, “analisar”, “fazer” e “justificar” suas asneiras costumeiras. Por que esta récua não cala a boca de uma vez por todas e some deste mundo??? Se pronunciar estultícias causasse gangrena, esses vermes já não teriam aparelho vocal, faz muito tempo! Se cada coisa errada praticada causasse perda de movimentos no local do corpo (ou no órgão) responsável pelo advento do despautério ou do ato corruptivo, teríamos um povo inteirinho em coma!

Seria ótimo, uma chance formidável e imperdível, se pudéssemos utilizar a percepção e a inteligência imparcial e justa do Rodrigo Guizzardi para livrar estas plagas dessa massa que é um verdadeiro câncer que consome o meio social, do mesmo modo que ele consegue se livrar das pessoas indesejáveis, prejudiciais, traiçoeiras e interesseiras. Desencadearíamos uma guerra colossal mas, ao final, nos desprenderíamos dos 3/4 da população formados de imprestáveis, corruptos e insociáveis, e construiríamos um paraíso em seguida! Precisamos fazer uma faxina ética, que acabaria virando uma limpeza étnica.

Mas, apesar de tudo o que foi relatado, eu diria que o Rô não faz nada de mais, nada de extraordinário. Ele apenas se porta, se conduz, pratica e valoriza, sempre com independência e equilíbrio, aquilo que um ser humano digno e honesto deve. Só isso. Porém, como na sociedade brasileira NINGUÉM se comporta da mesma maneira, nem ao menos gosta da coisa certa, as atitudes dele acabam chamando muito a atenção e ganhando relevância, tanto por ser o “diferente” neste ambiente de idiotas e corruptos como por bater de frente com a imensa parte podre da mesma. E é aí que ele se torna um homem extraordinário, este HERÓI da vida real que tanto conhecemos, respeitamos e admiramos.

Ele também não fica propagando por aí seus feitos e sua força de caráter, primeiro porque foi algo óbvio de ser feito, segundo porque sua modéstia o impede. Bem diverso é o restante estúpido desta gente.

O Rodrigo é, acima de tudo, uma provocação, porque sua conduta insuperável, sua resistência, sua maturidade, suas verdades sempre prevalecendo sobre a boçalidade e a racionalização mentirosa dos outros que insistem em analisar e julgar a vida e os próximos, enfim, seu desempenho social e opinativo minoritário explicita a inércia, a desonestidade e o despreparo da maioria, mostrando que lhes falta dignidade, algo possível mesmo sob as mais difíceis condições. Nele, os demais, desprezíveis e corrompidos, constatam implicitamente suas próprias imperfeições e dívidas, suas próprias covardias e incapacidades para o convívio social, suas responsabilidades não assumidas, suas fraquezas, canalhices e velhacarias, o quanto são ruins e incompetentes, e se sentem mal e cobrados. Afinal, em síntese, observá-lo é saber que está num patamar que nunca alcançarão. Os inimigos da sociedade que o vislumbram não podem chegar à simples conclusão de que se equivocaram. Constatam que não prestam!

Esse é o legado de Rodrigo Guizzardi. Sempre melhor do que os demais que o rodeiam, em qualquer tempo, nível, local ou aspecto, é a vingança do cidadão correto e íntegro, a única possibilidade concreta de se ver o certo e o direito prevalecerem.

Deveríamos usar seu nome e criar um vocábulo para especificamente representá-lo no dicionário, que se tornaria a designação apropriada para significar todas as virtudes, aptidões e talentos conhecidos quando reunidos em um único ser.

Como tantos outros, me sinto obrigada a lhe pedir desculpas pelas falhas endêmicas brasileiras, pela desonestidade e pela inaptidão, pelo atraso moral e mental, pelas omissões e mentiras, pelo comportamento impróprio e atos ímprobos, pela falta de perspectivas e conivência, pelos transtornos e constrangimentos, pela realidade incorrigível e pelo mau gosto de chamarem esta localidade de Nação. Clamo perdão pelo brasileiro ser um estúpido congênito, que pensa saber das coisas e ter idoneidade para agir no corpo social, mas que de nada sabe e é um inepto, incompetente e irresponsável, um pirralho brincando de ser gente grande. Diferentemente deste povo, o Rodrigo não merece isso.

Para terminar, gostaria de deixar bem claro : esta publicação não é uma homenagem, é uma CONSTATAÇÃO DE FATOS! Não estou relatando e exaltando tais escritos por amizade ou por jogo de sobrevivência, como sempre funciona com esta população de ética seletiva e oportunista. O que garante os elogios a este homem incrível jamais foram a relação de apreço ou a familiaridade que se tenha com ele, mas a verdade, o mérito, a obviedade e a lógica. Apenas exponho, com precisão, veracidades aqui! O Rodrigo Guizzardi não é bom, ele é o ÚNICO BOM, O MELHOR DE TODOS! Sem hipocrisias, puxa-saquismos ou ufanismos! Quem é melhor e superior tem de ter seus infinitos e incríveis atributos ressaltados, E MUITO! É o mínimo a ser feito dentro desta sociedade de conceitos invertidos e depravados.

A convivência e a interação social só evidenciam tudo!

Posté par Elise Dawson

 

 

Veja também :

Combatendo nas guerras dos outros.

Vale ou não vale?

A origem do nome “Austrália”.

Animais no banco dos réus.

Também falta honestidade intelectual.

 

 

Commentaires (57)

 

Palavras mais que merecidas a um grande homem !

Temos o Rodrigo Guizzardi como símbolo da honestidade, da probidade e da decência, pois sempre se pautou pela mais plena ética no exercício profissional e nas atividades pessoais. Esteja onde estiver, lá estará um homem digno e preparado, que cultiva valores universais aceitos pelas sociedades sadias e honradas.

Nunca o vimos, em tempo algum, aceitar a aproximação de maus elementos, participar de atitudes pueris ou insignificantes, nem jamais alguém apresentou qualquer fato que desabonasse moralmente seus caminhos percorridos. Num Brasil, onde tantos afirmam que corrupção é endêmica, ele sempre mostrou como é possível ser íntegro inclusive nos piores momentos.

Nós tínhamos que aproveitar estas incríveis perceptibilidade e intelecção do Rodrigo de uma forma prática. Sei lá, talvez, através de entrevistas, para impedir que gente desonesta e mau-caráter alcance lideranças sociais, vote ou forme famílias. Mas só se for na hipótese de se fundar uma comunidade paralela, apenas composta pela parte digna desta sociedade. Porque, se for para “melhorar” este Brasil como ele é, com toda essa raça de delinqüentes dentro dele, impedir todos os ruins de assumir funções, e ter de excluir quase que a população nacional toda, ESQUEÇA !

Aliás, qual a vantagem de não deixar lixo ocupar lideranças, postos e ofícios, se os que estão comandados ou subordinados a ele se portam do mesmo modo !!!??? Pois que quebrem a cara ! Vamos nos esforçar apenas pelos poucos bons que merecem !

Mil Beijos !

Posté par Clélia Jatene, 17 octobre 2004 à 17:30 | Répondre

 

O Rodrigo nunca deixará de ser um ícone para todos nós! São bem conhecidos sua retidão moral, sua competência profissional, seu amor à liberdade, sua coragem, o espírito cavalheiresco, nobre e hospitaleiro, a gentileza para com as pessoas, e o gosto só pelas mulheres legais, bonitas e inteligentes. Tivemos infinitas oportunidades para comprovar seus feitos, seu caráter ilibado, sua luminosidade, suas idéias, e muito procuramos seguir seus exemplos. De sua personalidade guardamos a bravura e a inteligência com que enfrentou as situações que lhe foram impostas. Devemos agradecimentos pelo aprendizado e pelos essenciais conhecimentos que nos foram transferidos.
Obviamente, nós só temos condições de valorizar nos outros o que entendemos como conceitos corretos e válidos em nosso pensar. Como a formação mental e moral do brasileiro é péssima, dá pra entender o motivo do fútil e do errado prevalecer com tanta veemência no cotidiano das relações entre os brasileiros. O povo deste país, não tenha dúvidas, só menciona os conceitos probos que um cidadão correto deve demonstrar nos momentos em que fala em público, ocasiões em que a hipocrisia possa trazer algum benefício, ou quando se alinhar àquele que faz o certo e vence lhe traga sucesso social. Fora disso, sabemos que ele nem se esforça para fazer o direito e agir com integridade, ao contrário, seu normal é indecente, covarde, e frívolo. Alguém que seja verdadeiramente superior a esta média nacional desprezível tem poucas chances de, ao menos, ter reconhecimento.

Posté par Viviane Lucca Dal Pian, 17 octobre 2004 à 18:27 | Répondre

 

NINGUÉM está acima ou no mesmo nível do Dr. Rodrigo Guizzardi, bem ao contrário, TODOS estão MUITÍSSIMO ABAIXO ! Assim como muitos, sempre disse que estabelecer comparações suas com essa miséria de população é injusto para ele, pois merece ser respeitado e vai ser ofendido caso surja uma mera sugestão de colocar seu esmerado nome em uma mesma frase com esta deplorável gente, e também para os outros, para os quais estaríamos estabelecendo um ponto de referência inalcançável, totalmente fora de seus maiores esforços e aptidões.

Nunca se ouviu falar, ou se viu, o Rodrigo participar de rodinhas de conversas com gente mau-caráter, de baixo nível e desprezível, nem de integrar-se a ambientes mal freqüentados, nem de adentrar em discussões fúteis e sem sentido. Invariavelmente maduro e equilibrado, somente se envolve em questões, demandas e bate-bocas verdadeiramente proveitosos, sensatos e úteis.

Seus adjetivos são tão intensos e numerosos que, em síntese, não parece ter nascido no Brasil. Não é por menos que o reconhecimento de seus predicados somente se intensificou em terras estrangeiras.

Posté par Marília Natel, 17 octobre 2004 à 18:51 | Répondre

 

O Rodrigo é a máxima expressão da dignidade. Profissional perfeito, cidadão inigualável, e um amigo espetacular. NINGUÉM É MELHOR QUE ELE, por mais que viesse a se esforçar! Lembrei das palavras do diretor da Deutsche Welle – “respeito é bom.... e só o Guizzardi merece!”. Mencioná-lo é, implicitamente, verificar o que falta ao restante deste povo.

Os brasileiros não sabem identificar, respeitar, e por vezes aceitar a mera presença, de um indivíduo decente, inteligente e/ou honesto quando vêem um. Por mais que falem mal de políticos, é assim que se portam na prática. O mentecapto já analisa os fatos pelo ângulo de visão de um débil mental, então utilizará valores de um e se conduzirá como um.

Pra falar a verdade, ao verem um cidadão correto, como o Rodrigo, nem conseguem entender como é que um sujeito pode ser tão diferente do que si e todos a volta (nós sabemos que a parte podre desta sociedade é muito maior que a sadia, logo, como os dignos são a exceção, são estes os errados). E isso se dá porque esse povo já não é criado como gente dentro das suas casas, e passam por péssimos exemplos vindos de seus pais incompetentes, sem caráter e despreparados. No futuro, como decorrência lógica dos fatos, criarão uma geração igual a sua e a de seus pais, para a condenação plena deste país.

A sociedade é moldada pelo e para o mau indivíduo, portanto o cidadão direito encontra poucas possibilidades concretas de prosperar. Esta sociedade funciona como a maioria faz e quer, e como a maioria não presta ......

É impraticável manter uma relação de amizade, ou mesmo dividir um determinado espaço social, com pessoas burras, de índole execrável e desonesta, simplesmente porque dentro do muito que a vida pode colocar de situações e circunstâncias em nossos caminhos, esta escória vai ter muita oportunidade para expor o que é e dar vazão ao que tem como visão das coisas (ou demonstrar a total falta dela). E é aí que o bom cidadão vai perder! Escolhermos com quem convivemos e por onde andamos, ainda mais a se julgar pelo nível baixíssimo em que as coisas estão chegando, É INDISPENSÁVEL!!! Devemos sempre seguir o padrão do Rodrigo, que dentro do muito que nos inspira, é simplesmente infalível na escolha de suas convivências!

O ideal seria expulsar a parte pútrida desta terra, apesar desta somar 90% da população, e entregarmos as rédeas sociais aos bons. Como isso me parece impossível, apesar desta ser a eterna necessidade impreterível do país, só tenho a dizer que a merda vai aumentar, e que, portanto, só resta à parcela positiva, proba e construtiva se separar da maioria que não presta. Pelo menos isso, para que alguma coisa seja salva!

Me uno aos muitos pedidos de desculpas feitos ao grande Rodrigo pelos males endêmicos brasileiros. A população deste país até que os merece, mas ele não.

Posté par Dirceu Bersch, 17 octobre 2004 à 19:22 | Répondre

Concordo com tudo Dirceu, e, como sempre digo, temos mais é que escolher com quem convivemos sim! Tudo vai piorando por aí e sabemos que esse povo é o inverso do Rodrigo Guizzardi.

A escumalha não enxerga a vida por um viés ético, equilibrado e decente, e nem quer vir a enxergar! Ao contrário, embora a ralé adore julgar e condenar os demais, sempre com seu ângulo de visão torto, imoral, oportunista e mentiroso, sem ter tido esforços nos estudos ou em cultura, toda vez que um indivíduo melhor apontar os inúmeros erros que ela comete despertará suas ironias, desdenhos e iras. Conheço imbecil que só lembra que é burro, pobre, e que não teve educação, quando está diante de algum erro que sabe que cometeu e não quer ser punido ou, pelos quais, está sendo cobrado ou reprovado com veemência. Fora isso, quer falar de todos e fazer tudo, mesmo não tendo capacidade alguma para tal! O idiota que domina nosso meio social tem essa característica = quer se meter em tudo, mas não assume nada do que quis fazer, e transfere tudo para terceiros, ou seja, é infinita sua capacidade de criar problemas (nunca soluções), e transformar a vida do próximo e a existência social em algo sempre pior. Outra das peculiaridades destes animais é que se julgam muito bons e honestos, e que não são componentes e construtores desta história de despreparo, estupidez e corrupção endêmicos nestas terras - acreditam que as falhas, vícios e responsabilidades não cumpridas para com nossas comunidades estão sempre nos outros!

Belíssimas palavras Elise! Só disse verdades e apontou magistralmente a essência de um homem magnífico! A passagem do Rodrigo pelo mundo deixa um rastro único de respeito, honestidade, inteligência, integridade, alegria, paz, enfim todas as qualidades que só os poucos do bem conseguem propagar. São marcas que não podem ser vistas a olho nu mas apenas sentidas na alma.

Posté par Lizete Archer Mathes, 17 octobre 2004 à 22:30 | Répondre

 

Sempre foi preciso romper com os endêmicos paradigmas, ao menos para quem realmente não é integrante deles, e o Rodrigo já providenciou isto, com sua conduta impecável em todos os âmbitos, e com e exclusão definitiva dos animais corruptos e irresponsáveis de seus caminhos.

Nesta sociedade na qual NINGUÉM sabe de nada mas todo mundo se acha muito bom, onde todos clamam por punições aos outros e falam sobre ética social mas NINGUÉM quer ser punido pelo muito que faz de errado nem se comporta com dignidade, o Rodrigo é quem quebra o paradigma.

A única possibilidade desse povinho se envolver em algo é por fofoca, por clima de excitação ou por oportunismo, e nunca por necessidade, justiça ou pertinência. Assim, a conseqüência óbvia disso é o não agüentar os resultados do que fazem e o não assumir seus erros. E, com isso, a sociedade piora.

Posté par Conrado Landi, 17 octobre 2004 à 19:44 | Répondre

 

Elise, primeiramente parabéns pelas palavras dirigidas a um nobre, o máximo em integridade humana que pode surgir nestas terras amaldiçoadas. Neste momento em que ninguém serve de exemplo positivo nem para seus cães, o Rodrigo Guizzardi é um modelo de honra para a própria humanidade. Sua grandiosidade moral e profissional chega a ser maior que a corrupção e a incompetência dos brasileiros, por isso é tão merecidamente comemorado.

Acho que você se lembra de nossa conversa no início do ano. Sabemos bem, o brasileiro é um crianção irresponsável e oportunista por excelência. Pois bem, dentre o muito que faz, esse tipo de besta (porque de humano só tem a forma), quando sabe que está errado em uma discussão ou sabe que você está sendo injustiçado em alguma situação e, apesar disso (na verdade por causa disso), simplesmente joga tudo pro alto e passa a prejudicá-lo descaradamente, já que não tem nada a fazer a seu favor, É UM CRÁPULA DA PIOR ESPÉCIE, UM CAFAJESTE VIL E DESPROVIDO DE CONSCIÊNCIA, O PIOR DOS HUMANOS !!! GENTE ASSIM NÃO TEM ÍNDOLE, NEM NUNCA DEVE TER TIDO FAMÍLIA !!! SÃO UM PROBLEMA SOCIAL !!! O cretino não opta nem por ficar quieto em seu canto, já que nada pode a fazer a favor !!!

Se o imbecil sabe que está errado ou que o próximo não merece o que lhe acontece (E É ISSO MESMO QUE PASSA NA SUA CABEÇA) então é mais um motivo para este covarde, que até outro dia estava enchendo o saco em valores que não conseguiu sustentar, e que passou a ser cobrado pelo que sabe que deve, encarar a situação do jeito como vinha fazendo contra o outro, ou no mínimo cair fora (embora seja pouco pelo que se comprometeu) ! É claro que esse lixo tem medo de assumir as responsabilidades que tem e quer se preservar de uma desgraça, MAS NÃO POUPA ESFORÇOS PARA COLOCAR O PRÓXIMO EM UMA SITUAÇÃO MAIS DIFÍCIL DO QUE ERA NO INÍCIO, JUSTAMENTE COLOCANDO –O EM UMA DESGRAÇA quando faz com o outro o que sabe que não merece ou lhe transferindo suas responsabilidades na questão ! O vagabundo quer que os outros se preocupem com as conseqüências que podem ocorrer com ele, MAS NÃO SE PREOCUPA COM AS CONSEQUENCIAS DE SEUS ATOS NAQUILO QUE FAZ CONTRA O PRÓXIMO !!!??? O OUTRO TEM DE PAGAR, COM VEEMÊNCIA, PELO QUE DIZEM QUE ERROU, MAS ELE NÃO !!!???

Quem é que, em pleno juízo, vai querer conviver com animais assim !!! O ideal é retirá-los da sociedade !!!! Repito, não são pessoas que meramente erram, são vermes que NÃO PRESTAM !!! Não estamos nos referindo a indivíduos que cometem um breve equívoco, estamos mencionando criminosos, pelo menos assim que a vida dá oportunidade !!! O PIOR DOS CARACTERES !!! Aquele tipo de boçal que entra (talvez) para supostamente melhorar, e só consegue piorar as coisas e tornar o mundo pior ! Bichos irresponsáveis, burros, covardes e incompetentes, que são muitos bons para transferir responsabilidades e racionalizar, sempre a seu favor, as questões, mas que para fazer O CERTO, nada !!!

Viver em sociedade no Brasil (ou tentar, pelo menos) e no exterior, conhecer pessoas, e adquirir experiência com o passar dos anos, a partir do que posso estabelecer e reconhecer padrões, me fazem chegar à conclusão óbvia, a mesma já atingida por tantos, a de que o Rodrigo Guizzardi é O MELHOR CIDADÃO QUE ESTE PAÍS JÁ PODE CRIAR, O MÁXIMO QUE O POVO DESTA TERRA PODE ATINGIR EM DIGNIDADE HUMANA. NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, está acima dele ! Peço desculpas a ele pelo povo brasileiro ser este lixo moral !

E tenho dito !
Grande Abraço.

Posté par Giovanna Sartori, 17 octobre 2004 à 20:02 | Répondre

 

O Rodrigo Guizzardi é tudo isso mesmo. O conheço há décadas, desde as disputas de esgrima, e o reputo com o único cidadão perfeito que encontrei. Realmente causa espanto de ainda poder surgir alguém tão superior como ele deste lixo chamado Brasil.
Ele nunca se envolveu com os setores marginalizados ou marginalizantes desta população, e sempre se manteve longe da ordem geral brasileira, onde prevalece a lei do mínimo esforço em todos os aspectos, a corrupção e a futilidade. Também jamais ingressou em discussões ou situações frívolas, sem sentido, ridículas ou superficiais Por sinal, além de saber escolher muito bem suas amizades, somente se relaciona com mulheres maduras, inteligentes, honestas, seguras e independentes, ou seja, daquele tipo raríssimo de ser encontrado.
Enxergar o outro e a vida como um todo, prever os próximos passos e reações, e visualizar o futuro dos fatos, não são coisas de cartomantes, videntes ou feiticeiros, é coisa de Rodrigo. Para ele NINGUÉM mente ! Para o vencerem vão ter que usar algum meio escuso ou intimidador, típicos dos maus-caracteres e dos que sabem que estão devendo e não querem assumir suas responsabilidades, ou se valer da decisão da maioria (sempre similar na ignorância, na covardia, na falta de independência de opinião, e na corrupção), porque na verdade e na honestidade intelectual, NUNCA !
Não escrevi estas linhas por arrogância ou amizade. É FATO !!!

Posté par Valdir Kamphorst, 17 octobre 2004 à 20:30 | Répondre

 

Tive a honra de ter sido sua colega na Universidade, e o que sempre vi foi exatamente tudo isso que foi descrito. E, com propriedade e infinita sabedoria, nunca aceitou a convivência de gente mau-caráter e de cabeça vazia. Sempre aceitou somente os melhores !

Sua notoriedade deu-se em virtude de sua competência, honestidade, respeitabilidade e transparência junto às pessoas, às instituições, aos amigos, e à comunidade. Exemplo digno de ser seguido por todos os de boa-fé, probos e de caráter positivo, voltados em prol de uma sociedade mais igualitária, justa e perfeita, e de relações pautadas pelo que falta a este mundo.

A situação no Brasil é tão caótica, que nem os instruídos são dignos ou compromissados. Por exemplo, muitas pessoas que conheci em minha vida possuem esclarecimento psicológico, ou ao menos julgam tê-lo, sejam eles formados na área, ou que “se formaram” assistindo programas de TV de “sérios” debates comportamentais ou mesmo lendo “manuais de sobrevivência neste mundo” em revistas (normalmente dirigidas ao público feminino). Das muitas argumentações que os vários teóricos desta ciência oferecem para explicar os fatos, apenas utilizam os fundamentos que lhes são favoráveis naquele momento, inclusive empregando teses contrapostas no decorrer da discussão na qual se meteram. Ou seja, o importante é ganhar o bate-boca e não ser honesto na aplicação psicológica. Egoístas e hipócritas, acabam funcionando muito mais como advogados da própria causa, do que indivíduos “esclarecidos” e “inteligentes” sobre a psicologia.

Sabe qual a diferença prática entre eles e o ignorante sobre esta ciência ? Nenhuma !

O que conheço dessa gente sem conteúdo, desonesta, doente da índole, com formação moral deficiente, que não vale nada mas que sabe direitinho dar a resposta conveniente, é que não sabe agir certo nem quer vir a saber. Devemos sim nos afastar destes problemáticos para que não sejamos prejudicados !

Posté par Tânia Pertussatti, 17 octobre 2004 à 20:33 | Répondre

 

O Rodrigo realmente não erra, seja nos seus atos ou nas suas opiniões. Se ele não quer determinado elemento como amigo ou como mera convivência, já viu que o tal não presta... Sempre freqüentou os melhores lugares e festas, e nunca sequer permitiu a aproximação de mulheres sem conteúdo, burras, feias ou criançonas. Tem menininha cabeça de vento que se jogava sobre ele, e recebia um sonoro “NÃO” como resposta! Sempre primou pelo melhor a sua volta. E de fato tem sido assim.

Foi mais maduro, responsável e inteligente que, por exemplo, professores que teve, durante toda a sua impecável caminhada de ética heróica e exemplos irretocáveis. Tudo de uma forma natural, sem lutas internas ou sem precisar fazer esforço para se controlar, já que ele é assim.

Uma inspiração para nós!

O encontrei pela última vez na convenção realizada na FAAP, onde teve uma participação simplesmente brilhante, ponto de referência para o direcionamento de todos ! Sua presença havia sido uma exigência do pessoal do Consulado.

Posté par Anne Beting, 17 octobre 2004 à 20:53 | Répondre

 

O brasileiro de hoje é tão estúpido quanto aquele de antigamente, retratado estereotipadamente em personagens como o Jeca Tatu. As décadas se passaram, e o brasileiro médio passou a completar os estudos até o segundo grau e a atingir a faculdade, porém, ao contrário dos teóricos otimistas (na verdade ingênuos), ele continua tão idiota no raciocínio e tão inconseqüente nos seus atos quanto aquele de, sei lá, cinqüenta ou oitenta anos atrás, o qual, ao menos, dispunha da desculpa de não ter ao seu alcance tais possibilidades de progresso social para justificar sua estupidez. É muito interessante notar, apesar de adquirirem mais certificados e diplomas, estudo não fez a diferença que deveria, ou que se esperava, para os membros de nossa sociedade atual.

Independentemente do grau de instrução, as pessoas se acham muito boas e inteligentes, mas não são! Querem participar de tudo embora não tenham condições para nada, nem para resolver seus problemas particulares! Se prestarmos bem a atenção, vamos ver que a participação social destes bichos tem mais a ver com entrar na onda do que com compromisso ou ideologia, pois foi algum fato excitador, originado pela mídia ou mesmo por um grupo de pessoas invejosas ou fofoqueiras, que acendeu o pavio. Em outras palavras, se o assunto está em voga, então não podem ficar de fora e vão nele entrar. Afinal, a discussão está aí.

Existe um gosto cultural pelo enganar o próximo, pelo se safar de situações nas quais sabe que está errado, pelo quebrar regras, e pelo conseguir as coisas, úteis ou fúteis, pelas vias do corporativismo e da corrupção o tempo todo.

O único que encontrei em toda minha vida que está absolutamente fora deste contexto irresponsável e caótico é o fantástico Rodrigo Guizzardi. O único que tem uma conduta social e profissional compatível com o grau de instrução ou de informação que recebeu.

Uma figura ilustre que faz a diferença, que tem atitude e profissionalismo, que sabe reconhecer quem lhe é semelhante nos adjetivos e tem sido indispensável por onde passa. Nele encontramos o verdadeiro significado de termos como sinceridade, maturidade, decência, humanidade, probidade, compromisso, honra ...

Todo sucesso e toda homenagem será pouco para este meu grande amigo. Ainda vão ouvir falar muito em seu nome.

Posté par Miguel Gerdau, 17 octobre 2004 à 21:16 | Répondre

 

Durante toda a minha vida, já vi muita gente “virar a cara” pra muita gente. Os motivos são sempre os mesmos: recalque, inveja, vingança, hipocrisia, idiotice, falta de independência de opinião, oportunismo.
Mas “virar a cara” firmado exclusivamente em razões morais e sociais válidas e sinceras, em fundamentos nos quais nossa sociedade cresce e evolui, sem dúvida alguma só vi um agir assim: Rodrigo Guizzardi.
E é duro a gente saber quais são os equívocos sociais, e que o outro está cometendo erros em suas atitudes e não poder fazer nada quanto a isso .... É triste sabermos que não se pode mudar as coisas para melhor. Então, vamos cuidar de nós mesmos, e das pessoas que nos reconhecem como alguém que pode contribuir em algo de substancial importância para suas vidas e que, minimamente, sem oportunismos ou cair na onda, nos ouvem com interesse e vontade sincera.
Parabéns por suas palavras dirigidas com merecimento indiscutível a um homem tão nobre, ético e justo, único nos predicados e na capacidade de raciocínio. Me senti representada na constatação dos fatos descritos.
Nossas vidas e nossa própria condição humana foram enriquecidas, pela oportunidade de absorver a sua experiência e a sua sabedoria. Só temos a agradecer ao Rodrigo por tanta alegria e ensinamentos valiosos.

Posté par Marisa Capellini, 17 octobre 2004 à 21:19 | Répondre

 

Ficar contra o Rodrigo é ficar contra a lei, e proteger quem fez algo errado e merece punição! Contrariar ele é impedir que a ética e a justiça prevaleçam! Quem o conhece e a esta sociedade depravada sabe disso!

Eu é que nunca fico a favor de bandido e mau-caráter. Seguirmos os valores e exemplos do Rodrigo, e deixarmos que aplique neles o que merecem é um bom início, digo, a melhor solução, para excluir a ralé e limpar o país!

A única pessoa verdadeiramente capaz de servir como uma inspiração, um ponto de referência, um modelo a ser seguido pelos poucos bons, pelos poucos que desejam realmente percorrer os caminhos corretos e o progresso. Qual o motivo para países de primeiro mundo terem se rendido às suas qualidades? Qual a razão para os melhores sempre verem nele os maiores atributos morais e intelectuais? Coincidência?

Um líder nato, que reúne tudo o que é necessário para encaminhar a parte que deseja o bem. Portanto, daquele tipo de cidadão invejado e desdenhado pela maioria corrupta, mau-caráter, preguiçosa e mentecapta, como não poderia deixar de ser. E é assim mesmo que deve continuar, porque nós não aceitamos o pouco que este maioria de entulho social tem a oferecer de bom e o muito de prejuízo que a mesma proporciona! Com o Rodrigo a escória não tem vez!

É imperativo descartarmos a imensa banda podre de nossos meios sociais, e entregarmos o comando nas mãos do Rodrigo Guizzardi. O sacrifício seria grande, mas necessário e merecido.

Tudo de bom Elise, prazer em reencontrá-la!

Posté par Walter Civita, 17 octobre 2004 à 21:39 | Répondre

 

Chega num ponto que a parte boa dessa sociedade perde a paciência, não é Elise ? E é essa a parte que tem moral para se indignar com alguma coisa, porque a maioria, a turma do faça o que falo mas não faça o que faço, que condena autoridades e cobra postura ética dos vizinhos mas se porta do mesmo modo ou pior, deveria ser desenraizada e eliminada de nosso meio pela minoria que presta, pela própria salvação do país!

A pequena fração honrada da população tem de “engolir” muita situação condenável, desagradável e inconveniente. Ela passa por muita coisa errada, muito desgosto e muita injustiça, além de amargar falta de oportunidades e sofrer uma criminalização pela própria inversão prática dos valores sociais. Os animais que vivem no Brasil erram demais, direta e indiretamente. Ainda bem que temos conosco monumentos à dignidade como o Rodrigo Guizzardi.

Se você erra uma vez, vergonha sua. Se erra uma segunda vez, vergonha minha. Mas caso venha a se portar como um brasileiro comum, VOU EMBORA DESTA CAUSA PERDIDA SEM PENSAR! O Brasil é um poço sem fundo! Quem entra no joguinho cultural deste país tem similaridade e está inserido no contexto. Quando usam o argumento de jogo de cintura ou de aprender a conviver com esta realidade estão empregando a velha hipocrisia, que é tão peculiar aos que falam horrores de políticos mas se portam do mesmo modo. É só prestar a atenção nos atos que praticam, nos conceitos que valorizam, e no tipo de herói que cultuam. Eu é que não sou boba, não levo a sério este povo desonesto, perdedor e mau-caráter, e não embarco nas reclamações diárias dele sobre autoridades e moralidades sociais... o brasileiro é um dissimulado por excelência, um enganador covarde que reclama da vida porém faz o mesmo! O país é a cara da população que há dentro dele!

Imploro por perdão ao Dr. Rodrigo Guizzardi, pelo Brasil ser este poço sem fundo de indignidade e corrupção. Fico extremamente constrangida por causa dessa raça de gente. O povo deste país merece essa realidade, mas ele não.

Posté par Janete Burlamaque, 17 octobre 2004 à 22:08 | Répondre

 

Com a exceção dos poucos cidadãos de verdade como o Rodrigo Guizzardi, nós não temos uma verdadeira elite no Brasil, um grupo social que possa destoar da média, ajudar na correção dos problemas, e orientar a maioria num sentido justo e honesto. O país é um desastre e tem uma cultura histórica perversa, imperfeita, ignorante e adoecida moralmente, e os elementos que poderiam ser enquadrados no conceito de “elite” se encontram DENTRO desta realidade deprimente e melancólica.

Aquela parcela da população que poderia ser entendida como “elite”, segundo o dogma ultrapassado do acesso aos estudos e do ganho de diplomas e certificados, está absolutamente inserida na cultura de corrupção e boçalidade deste país. Esta minoria que teve instrução e, normalmente, tem uma situação financeira privilegiada se comparada com o restante, até consegue apontar em textos e palavras o que é que um cidadão correto e resolvido com seus problemas deve fazer, e como deve se comportar e agir em seus atos sociais. Porém, ela não procede em conformidade com o mesmo.

Além dessa “elite” só se preocupar com frivolidades e inutilidades, não ter independência de opinião (só se envolve nos problemas alheios por clima de excitação), não dispor da sabedoria necessária para opinar sobre as questões da vida ou até para solucionar, ética e positivamente, seus problemas particulares, não possui o caráter, os valores e a maturidade que deveria ter para o convívio social e o estabelecimento de padrões morais corretos e elevados, nem a honestidade para ficar longe de atos sujos, desleais, trapaceiros, desonestos e fúteis.

Acho ridículo aquela parte da “elite”, citada muito bem pela Tânia, que se julga esclarecida na psicologia mas que não segue nunca as doutrinas da mesma em sua vida pessoal, e que só pinça as partes dela que lhe convêm diante da refutação de algum inimigo ou para conseguir um suado ganho social fútil e passageiro. Muitos, quando perdem o argumento ou a lógica que eles mesmos estabeleceram, lembram da agressividade e do xingamento para ainda se sustentar, mesmo quando a coisa se vira e se acovardam diante dela, ou quando não gostam de sentir na pele aquilo que estão cobrando do outro. Esse lixo pensa que consegue mentir para expoentes como nós e o Guizzardi! Fazer a coisa certa ninguém quer!

Em síntese, e apenas para citar um exemplo muito concreto no cotidiano nosso, se esta “elite” escreve ou fala sobre agir e valorizar a sociedade pelo conteúdo nobre e pelos predicados probos que um indivíduo do bem deve apresentar, quando você observa a rotina dela verá que apenas glorifica o status, o estilo de vida, o carro e as roupas, a pegação social, o quebrar regras sociais e ser “foda”, normalmente menosprezando quem, efetivamente, dispõe do nível ético positivo e íntegro. Eu acho sim (e PRATICO isso) que as pessoas devem ser analisadas meramente pelo que há de honrado e correto, então, ora essa, se os membros da “elite” sempre descartam aquele alguém que indubitavelmente é decente, esclarecido e estudado (a menos que este esteja fazendo sucesso com sua conduta, o que pode trazer, por osmose, vitórias sociais para a “elite”quando se aproxima), só por isso chegamos à conclusão óbvia de que a tal “elite” não é tão elite assim, apenas tem o diploma na parede e o dinheiro no bolso!??

Essa gente que “se acha” “elite” por aí se assenta, única e simplesmente, no famoso dogma do estudo, poder e dinheiro, porque na intelectualidade e, principalmente, na dignidade humana e honestidade de caráter, nada tem! A diferença factual e imutável entre a “elite” e a “massa manipulável” somente aparece no diploma e, talvez, na conta bancária, porque, na prática, ambos se portam do mesmo modo e cultivam o mesmo teor valorativo, o que explica a história incompetente e nociva brasileira, e o futuro obscuro e sem saída desta terra.

ELITE DE VERDADE É O QUE O RODRIGO GUIZZARDI É E REPRESENTA! Um homem, um profissional, ou um cidadão competente não propaga seu trabalho e seus feitos. As pessoas fazem isso por ele. Quem sabe fazer apenas faz. Os elogios e reconhecimentos são conseqüências de uma trajetória bem feita e de qualidade.

O resto é RALÉ MESMO!!! E tem mais é que se ferrar, tamanho é o mal que causam para nosso meio social, de um jeito ou de outro!

Posté par Celso Schaefer, 17 octobre 2004 à 22:37 | Répondre

Concordo, o que temos no Brasil é uma ralé, mas muito ralé mesmo, composta de gente definitivamente desqualificada sobre diversos aspectos, institucionalizada como elite por um dogma, o qual, como todos os outros, não analisa conteúdo, portanto não representa a realidade e está destinado ao esquecimento e ironia.

Brasileiro é um boçal por excelência ! Gosta de dar opinião, mas não consegue resolver seus problemas pessoais ou assumir o que faz !

Não é incomum que apareçam pessoas preconizando que “o Dr. Guizzardi é tão bom que devemos por o comando do país em suas mãos”. Pois eu sou daqueles que diz o contrário, o Dr. Guizzardi é tão bom que NÃO devemos colocá-lo na política ou mesmo nas outras posições de liderança da sociedade brasileira. O Guizzardi merece coisa melhor, algo que seja sério e que contenha a companhia de indivíduos realmente compromissados e honestos. Portanto é um total desperdício de sua integridade, respeito e lisura empenhá-lo nesta coletividade tupiniquim, uma perda de energia e de tempo com esta gente enganadora, leviana, hipócrita, preguiçosa e corrupta.

Rodrigo Guizzardi, um nome que soa como um trovão contra os inimigos da ética e da integridade, uma oportunidade rara de se encontrar competência, honestidade e merecimento juntos em uma mesma pessoa.

Posté par Helen Siemens, 18 octobre 2004 à 21:13 | Répondre

 

O Rodrigo é um grande amigo e um cidadão incomparável, correto e justo, com muita personalidade e caráter, íntegro em suas posições, sempre sóbrio e equilibrado em suas decisões e maneira de falar. Nele os valores e a dignidade humana estão acima de qualquer propósito.
Quem o conhece sabe bem que os títulos que lhe foram concedidos são mais que justos pelo empenho em fazer e ser sempre o melhor.
Só sei que perdi a paciência com esta merda toda chamada Brasil, suas coisas e sua corja populacional, local de inaptidão e corrupção endêmicas, de vivência sadia inviável, e de realidade deteriorada absolutamente imutável. UMA CAUSA PERDIDA!
Os naturais desta terra, “santos” por natureza, praticam o eterno transferir responsabilidades para terceiros ao contrário de assumirem suas podridões morais e suas incapacidades funcionais/sociais. Eles adoram reclamar dos problemas da sociedade, da desonestidade das autoridades, e das falhas dos próximos, mas FAZEM O MESMO QUE TANTO CONDENAM, em suas vidas!
Eu fiz minhas malas, entrei no avião, e BYE BYE! Não sou hipócrita nem demagogo. Simplesmente não concordo nem pratico o que sempre deu forma de lixo ao Brasil, e quero deixar meus caminhos limpos dessa gente deteriorada, então FUI!

Posté par Sidnei Michellon, 18 octobre 2004 à 11:31 | Répondre

 

Em certa oportunidade, na festa de 10 anos da TipFlash, depois que o Rodrigo gravou uma entrevista com a Galisteu e, após isso, nos apresentou às lindas Ingrid Kavelaars e Bridget Regan, ficamos conversando durante quase toda a madrugada num grupo bem animado de amigos. Eu não me recordo exatamente como é que a conversa tomou este rumo, parece que tinha a ver com situações que o Dinho viu em últimas edições de telejornais. Mas o que interessa aqui é que, em determinado momento, perguntaram ao Rodrigo se não tomaria atitude alguma, nem daria ao menos um apoio moral, caso um amigo fosse preso porque furtou objetos para sustentar seu vício por entorpecentes, um conhecido estivesse se humilhando para puxar o saco de uma celebridade ou de um “pegador”, ou se uma amiga fosse processada por ter prejudicado outra garota, moral ou profissionalmente, por um daqueles motivos banais (homem, beleza, roupas, simples opiniões pessoais). Também indagou se aceitaria hospedar em sua casa um conhecido que estivesse se escondendo da justiça ou estivesse cumprindo prisão domiciliar, ou ainda se aceitaria amizade com uma mulher do tipo que gosta de cafajestes ou marginais. O Rodrigo replicou que não teria como responder a tais indagações porque, simplesmente, já não olha para indivíduos que apresentem feições de caráter e de índole como os tipos apresentados nestes exemplos. Disse ainda que gente assim, mesmo que estivesse apenas próxima de inclinações valorativas desprezíveis, já não tem espaço com ele, portanto a suposta relação de amizade (ou seja lá o que for) já não aconteceria. Logo, as hipotéticas situações não se assemelham a nada que tenha vivenciado, nem há um mínimo de possibilidade de vierem a ocorrer.

Ele não tem como se inserir hipoteticamente e se imaginar agindo naquelas situações. Em outras palavras, são circunstâncias totalmente fora de seu círculo de realidade e de convivências, com o que nos identificamos e nos esforçamos para praticar em nossas vidas. É simples, assim!

O Rodrigo conhece este “tipo” de gente, e sabe o que pode vir de animais com este tipo de perfil, cujas aptidões morais e valorativas podem ser vistas em situações como as descritas nos casos apresentados! Ele sabe reconhecer, com antecedência e precisão, quem não reúne condições morais e mentais para conviver em sociedade e participar dela, e se distanciar dos mesmos.

Palavras faltam no dicionário para elogiá-lo e a seus atos neste mundo. Apenas posso dizer que é a pessoa mais correta, digna, honesta e imparcial que já conheci, e que, provido de uma mente aguçada, é um visionário. Um amigo para todas as horas, um excepcional profissional e, para mim, o melhor administrador acadêmico do país! Um apreciador somente das mulheres mais maduras, divertidas, bonitas e inteligentes.

Se tem alguém em quem me espelho, esse é o Rodrigo.

Posté par Rosana Safra, 18 octobre 2004 à 13:06 | Répondre

Rosana, não é qualquer um que tem moral para opinar deste modo. Ainda mais neste Brasil onde todo mundo – e esse povo boçal e hipócrita adora este esporte, diga-se de passagem – gosta de analisar os próximos em vez de cuidar do próprio rabo, e SEMPRE é pior do que o outro naquilo que o julga e o condena. Por sinal, impressiona como as pessoas estudadas e diplomadas, na prática, se nivelam aos estúpidos e desprovidos de cultura na moralidade e nos valores. Impossível encontrar alguém realmente de caráter sadio, responsável, com conteúdo positivo e mentalidade lúcida nesta terra. Ou conto mentiras?

O Rodrigo, já sabemos, tem uma visão profunda e infalível para reconhecer as pessoas naquilo que são, revelando o caráter das mesmas e conseguindo enxergar o potencial (ou a falta dele) de qualquer um. Sempre conhece mais e melhor os outros, do que estes conhecem a si próprios. Todo dia se aprende algo novo, útil e sensato, com ele, particularmente na identificação e qualificação das pessoas.
Um exemplo para todos nós e para toda a pequena fração positiva desta população, ou melhor, um monumento à honestidade, dignidade, honra e competência.

Posté par Simone Mantovani, 18 octobre 2004 à 20:14 | Répondre

 

O Rodrigo é o perfeito exemplo, um cidadão irrepreensível e dedicado, um amigo verdadeiro e leal. O máximo em dignidade que um ser humano pode atingir! O melhor que pode surgir no território brasileiro! Pessoa de caráter ímpar e meritória carreira profissional, ficou conhecido por todos que tiveram a honra de desfrutar do seu convívio, como generoso, gentil, desprendido, expansivo, racional, sempre sorridente, sempre com uma palavra de conforto e acolhimento às pessoas que o buscavam nas horas mais aflitivas. Só temos a agradecê-lo por tudo, e também pelos conselhos e orientações de alguém que parece ter a experiência de mil anos!

Brasileiro está acostumado culturalmente a valorizar os outros pelo dinheiro, sucesso social e fama, pelo estilo de vida, pela força, pela “pegação”, e nunca pelos quesitos que verdadeiramente interessam a uma sociedade de verdade. No Brasil, bandido forte é admirado (não estou falando de jogo de cintura para sobreviver neste mundo; falo de inversão de valores mesmo, de falta de ética) e herói fraco é isolado e menosprezado. Para este povo caótico que falhou na construção de uma Nação, criminoso, canalha e mau-caráter que prejudica o próximo e vence, é herói, e digno, honesto e sóbrio que é prejudicado e perde, é trouxa (o bom é aquele que vence, e não aquele que faz a coisa certa; o criminoso vagabundo anda de cabeça erguida pelas ruas, enquanto o decente se esconde). Quem se envolve nos problemas alheios para, segundo a tese usada por ele próprio, fazer o certo e tornar a sociedade melhor, acaba sempre mostrando o que verdadeiramente é (um corrupto, covarde, cafajeste, caloteiro, burro e despreparado) e causa um problema muito maior do que era antes de seu intrometimento oportunista.

Os nascidos aí, no Brasil, não aceitam a inegável maior competência ou maior esforço do próximo quando este progride, nem a pau! O que puderem fazer para diminuir o que o outro tem, para esconderem suas limitações e incompetências e assim “subirem”, vão fazer! E, não bastando tudo isso, ainda dizem que são os políticos que detonam o país!!!??? Como se eles não fizessem a mesma coisa, assim que a ocasião permitir!!???

Olha, de fato, o único que conheci neste território povoado pela espécie “homo corruptus brasiliensis” que está fora deste âmbito deprimente e, exclusivamente, conceitua os demais por dignidade, probidade, inteligência, etc., foi o Rodrigo Guizzardi.

Mas não é que o “homo corruptus brasiliensis” tenha desvio de caráter e se deixe contaminar pela desonestidade, o que sugeriria uma possibilidade de existência de tratamento ou cura para que se endireitasse, a médio ou longo prazo. Na verdade, esta subespécie humana É ASSIM! Alguns é que ainda não entenderam esta obviedade. Quando este hominídeo faz o que faz, está meramente dando vazão aos registros de seu DNA e ao seu comportamento natural e endêmico, do mesmo modo que se alimentar de formigas é fato para os tamanduás, ou construir ninhos o é para andorinhas, ou delimitar territórios o é para machos mamíferos, ou ter uma florada anual o é para laranjeiras.

Elise, se pesarmos a dignidade e a sobriedade de um milhão de brasileiros, ainda ficarão mais leves que as do Rodrigo Guizzardi. Se abalançarmos a consciência deste mesmo número de tupiniquins, permanecerá mais pesada que a do nosso grande amigo.

Um Abraço.

Posté par Adam McKay, 18 octobre 2004 à 18:02 | Répondre

 

O Rodrigo é o melhor amigo que alguém poderia desejar! A melhor pessoa que uma sociedade poderia desenvolver! O melhor cidadão que uma nação poderia querer!
Sempre com disponibilidade e boa vontade para nos socorrer e orientar, em qualquer momento. Um dos poucos para os quais se torna impossível fazer a soma dos incontáveis trabalhos, amizades, e realizações. Seremos sempre gratos por sua entrega!
Nele não falta a simplicidade, a maturidade, a generosidade de coração e a amizade incondicional. Tê-lo como um modelo e seguir seus passos são um orgulho para nós, uma obrigação para quem consegue enxergar o que é direito.
Será que não há mesmo nenhum meio, ao menos uma mínima chance teórica, da gente se livrar de uma vez por todas desta população mau-caráter, hipócrita, inapta e demagoga, que sempre produz filhos iguais a ela - o que, com isso condena nosso futuro - e formar uma nova era só com clones do Rodrigo Guizzardi??? Louco para fazer coisas erradas, inúteis e sem sentido, que “perdeu a cabeça” por conta de alguma causa que este boçal covarde pensa ser o certo para atenuar ou protelar algum problema seu - provavelmente criado por si próprio - até que aparece com certa freqüência. Mas e um “maluco” que tenha perdido a paciência com esta situação caótica imutável e melancólica do Brasil para providenciar a eterna e genuína mudança que carecemos desde sempre!!??? Será que não existe um cara que pudesse fazer este bem, efetivo e irreversível, para a humanidade??? Desculpem-me, pois já sai do sério faz tempo mas, sei lá, não tem ninguém que conseguisse mandar o povo brasileiro pros quintos dos infernos com material nuclear ou biológico, e que, em seguida, roubasse material genético do Rodrigo Guizzardi para reprodução em laboratório de uma nova raça superiora para povoar os espaços disponíveis deixados pela retirada dos primeiros!!???

QUANDO É QUE AS MUDANÇAS JUSTAS, REALISTAS E CONCRETAS VÃO ACONTECER??????

Posté par Afonso Henklein, 18 octobre 2004 à 18:31 | Répondre

 

Para se constatar a razão do Rodrigo, basta observar o tipo de idiota que fica do lado contrário a ele, o tipo de valor que este pratica em seu cotidiano, a folha corrida de sua vida, sua intelectualidade asnática e o que costuma defender (isso quando a situação lhe traz benefícios, porque em outros cenários onde deveria ficar quieto em seu canto já que sua tese não encontra espaço, se mete do mesmo modo, agora para defender totalmente o inverso; o importante é ser oportunista e participar, não importa de que lado).

Já viu o tipo de imbecil que o Rodrigo escorraça de sua convivência ? Agora me diga, ele está errado ou não ? O lixo merece ou não ser posto pra fora ? Pois então, ainda tem paspalho que não concorda, provavelmente por identificação mútua de personalidade com a escória, e que, em vez de cuidar de sua vida, já que quem está certo na questão é o Rodrigo, se envolve, e contra ele !!!!???

O conheço há décadas. Sou testemunha de sua retidão, do seu respeito à diversidade, de sua determinação, de sua competência, de sua liderança, de sua cordialidade e de seu crescimento.

Tenho tido a oportunidade de conviver com este homem autêntico, batalhador e profundo conhecedor da vida e do ser humano. Um formador de opinião, um guia vital, uma figura emblemática, símbolo da ética e da coragem pessoal, com infinito e notório saber.

Posté par Alessandra Crespi, 18 octobre 2004 à 19:20 | Répondre

 

Olá Elise, muita satisfação em reencontrá-la!

Eu conheço o tipo de verme do qual o Rodrigo Guizzardi se afasta, e afirmo com toda a certeza, é da laia que provoca asco em quem é digno e correto. Não adianta dar segunda chance para estes animais porque vão usá-la para uma nova delinqüência, não adianta oferecer a mão porque vão querer o braço todo, não adianta ser democrático e sóbrio com eles porque vão montar em suas costas, agredi-lo e rir de sua situação de perda, não adianta falar em honestidade porque eles se sentem espertos e inteligentes quando passam a perna no outro (e provavelmente vão justificar e tirar o foco de sua safadeza expondo o outro como o ingênuo na questão – o outro é que está errado por ser honesto e íntegro, e não o marginal que está a enganá-lo!??)

Eles são corruptos e maus-caracteres desde a alma. A inviabilidade para participar da sociedade já vem da genética, da criação familiar que tiveram, da endemia da qual fazem parte. Eles são e fazem justamente tudo aquilo que faz mal ao Brasil! Por mais que falem de políticos e condenam os males, sempre de terceiros, são absolutamente parte da mesma corja e nunca querem ser cobrados. A incapacidade de viverem em sociedade sob direitos e deveres e, portanto, de serem exatamente aquilo que condena este país, fica claro logo que a oportunidade aparece!

São elementos que só sobrevivem justamente porque esta sociedade é distorcida de valores, desprovida de critérios, e sem pontos de referência positivos, porque, se assim não fosse, eles perderiam espaço social, teriam de calar a boca permanentemente, não poderiam criar filhos ou votar, e deveriam ser presos ou mortos pelo tanto de errado que já fizeram ao país.

O ideal é que a gente se livre deste estorvo!

As pessoas que erram merecem uma segunda chance, porém as pessoas que não prestam merecem a extirpação social, pelo bem da minoria honesta. E ninguém mais que o Rô consegue enxergar esta distinção, apontar os que não têm préstimo algum e colocar o lixo social definitivamente para fora de seus caminhos. O resto, corrupto e burro, não sabe de nada, só sabe falar besteira, justificar os próprios infinitos erros, transformar bandido em herói e herói em bandido, ou seja, continuando a fazer do Brasil o que sempre foi!

Rodrigo, pessoa admirável e perfeita, ser humano na mais ampla acepção da palavra, peço desculpas pelo povo brasileiro ser este fiasco contumaz e por todo o constrangimento desprezível que causa. Fico orgulhosa e extremamente feliz por tê-lo conhecido e especialmente ainda por hoje fazer parte da grande família que construiu em München.

Agradecemos a este homem íntegro, de palavras sábias e marcantes, pelos excepcionais e inestimáveis ensinamentos que nos deixa.

Bjs.

Posté par Joana Vieira Fasano, 18 octobre 2004 à 19:52 | Répondre

 

Como o meu saudoso mestre Dr Carl Hartmann me dizia, quando um indivíduo despreparado, estúpido e vil, provavelmente firmado apenas no nível financeiro ou nome familiar “tradicional” que acredita ter (porque muitos deles, nem isso têm), se separa e contextualiza diferenças entre si e os demais, é pura arrogância. Preste atenção e verá que, na prática, este tipo social escolhe os outros justamente pelo dinheiro ou status, que é o que valoriza afinal de contas. Assim, se por exemplo um determinado sujeito é mau-caráter e desonesto, mas tem status, ele se aproximará do mesmo pois seu interesse nas qualificações morais são menores que as vantagens do sucesso social.
Agora, quando alguém de caráter elevado e predicados virtuosos busca não se misturar com os outros, é ENSINAMENTO, e devemos nos esforçar para seguir seus critérios, caso nosso escopo seja efetivamente progredir. Para este tipo, no qual logicamente incluo o Dr. Guizzardi, o caráter é mais importante que as futilidades sociais. Por mais que o outro tenha alta posição ou dinheiro, continua a ser ralé humana.
Olha, eu vou direto ao ponto. A gente vive em uma sociedade decadente, onde as falhas e vícios são endêmicos. O normal das pessoas é que se inspirem pelo que vêem em volta, na família e na sociedade, fora a genética que receberam, ou seja, NINGUÉM PRESTA POR AÍ. Aquele que, estando dentro deste antro, realmente se pautar pelos valores mais probos e sensatos, vai ter de lutar contra tudo e contra todos porque, reafirmo, NINGUÉM PRESTA NA SOCIEDADE BRASILEIRA !
Para alguém surgir neste meio nocivo e contagioso e, mesmo assim, desenvolver todas as melhores virtudes e praticá-las sempre com independência de opinião, e seguir agindo em alinhamento com estes conceitos apesar da ordem social ser contrária, na prática só pode ser um HERÓI !!! (e esta população condena quem é bom e age com correção sim ! o diferente é aquele que é íntegro e maduro ! é assim que as coisas funcionam sim !)
Enaltecer Rodrigo Guizzardi talvez seja uma das tarefas mais fáceis e prazerosas, embora achar as palavras e conceitos que melhor lhe representem seja difícil. Ele trilha sua vida firmado em seus princípios morais, raríssimos neste mundo, nos ensina os mais importantes valores e nos conquistou de modo sincero e verdadeiro !
Este homem extraordinário é o único que faz a coisa certa e pratica a maturidade, o respeito e a democracia, não deixando tudo apenas na teoria, como o povo despreparado e corrupto deste país. Um dos poucos que obtêm sucesso somente através de esforço árduo, competência e merecimento.

Posté par Saul Lerner, 18 octobre 2004 à 20:17 | Répondre

 

O Rodrigo Guizzardi é uma pessoa honesta, trabalhadora, batalhadora, extrovertida, digna, de um caráter incomparável e irrefutável. Um homem exemplar, dedicado e comprometido em tudo, que faz de seus amigos uma extensão de sua família. Tudo o que pronuncia e produz são sinais emblemáticos da grandeza de suas causas e de sua irretocável personalidade. Independente de opinião, sempre se mantém fora dos modismos da mídia e das influências de más e despreparadas pessoas, mantendo um posicionamento sempre sóbrio, equilibrado e contestador. O único exemplo de pessoa e de profissional digno de ser reverenciado.

Desde muito temos acompanhado com encantamento sua belíssima trajetória e pudemos testemunhar sua lisura, sua competência e seu espírito social que sempre nortearam todos os âmbitos de sua vida. Foi um prazer temos desenvolvido projetos juntos, em Frankfurt.

Imagine a petulância, a imbecilidade, a falta de noção se alguém chegasse a sugerir que o Rodrigo está errado em certa atitude ou opinião sua, diante de algum fato. Mas vamos considerar brevemente esta hipótese improvável, apesar de sabermos do absurdo que isso seria, a menos que venha de um lunático, ou da parte podre e corrompida da sociedade e dos degenerados dos quais ele se afasta (estes realmente reclamam e vociferam muito, bastante por sinal, tentando inclusive levar no grito, na mentira ou na hipocrisia a situação – alguns destes animais até babam – para sobreviver nas discussões, porque são rigorosamente os que perdem quando a honra, a responsabilização e a decência são impostas, ou falo mentiras?). Bom, neste caso, quem estaria certo então!? Por acaso seria o imbecil que está se debatendo, de tudo quanto é forma, e utilizando todo tipo de arma vil para se desvencilhar da malha ética, íntegra e intelectual na qual se meteu sozinho, ou que lhe foi jogada pelo Rodrigo diante do que fizeram ou da conduta social desprezível que possuem!!!???

Amigo, se o Rodrigo não estiver preparado para alguma coisa neste mundo, se não estiver agindo corretamente, emitindo pontos de vistas apropriados, servindo de modelo a ser exaustivamente glorificado e seguido, tratando todos da maneira como absolutamente merecem e dando a cada um o que é de cada um, tudo com justiça, lucidez e merecimento, quem é que estaria então!!??

Se ele for considerado equivocado em alguma questão ou discussão, bom, E QUAL O SER VIVENTE NESTE MUNDO ESTARIA CERTO, à vista disso!??

A gente sabe que se o Rodrigo Guizzardi fez ou falou algo, sobre alguém ou alguma coisa, NÃO SE DISCUTE!

Posté par Albert Sichmann Rigner, 18 octobre 2004 à 20:56 | Répondre

Pois é isso mesmo que acontece Albert, a escória da sociedade não aceita e não concorda, afinal é a parte interessada nos resultados e comprometida na questão, isto é, será a afetada caso a discussão se firme em conceitos como verdade, sinceridade, discernimento, integridade e equilíbrio. Os maus-caracteres não entendem e não querem entender, apenas vão se sustentando na mentira e na hipocrisia, como bons bandidos que são.

Impedir o Rodrigo de agir ou falar é impedir a justiça de ser feita ! é deixar a escória sem punição ! Todos sabemos disso !

Em todo tipo de situação na qual ele se envolva (na verdade, os outros é que o envolvem, porque ele procura cuidar do que é seu) se eu tiver de entrar será para ser a favor dele, é claro ! Primeiro pelo motivo dele nunca errar, e segundo porque, basta observar, quem o contraria sempre é da ralé, sempre da parte que precisa ser extirpada deste mundo para que consigamos a eterna e tantas vezes clamada justiça social, tanto para a banda podre como para a minoria proba !

Posté par Irene Acorsi, 18 octobre 2004 à 22:11 | Répondre

Uma insanidade não apoiá-lo! A não ser que se tratem dos que protegem bandido! O Guizzardi só faz o que é certo e justo! Sempre!

Todos os que com ele batem de frente estão absurdamente errados no que fizeram e merecem toda a punição, mas muita punição por sinal, pelo que conheço dos animais repreendidos pelo Guizzardi e dos quais ele se distancia.

Quem não fica do lado dele, podem conferir, ou é criminoso, ou é igual no caráter e valores com quem o é, ou então é burro, fútil, indigno, canalha, de mentalidade distorcida e de personalidade corrompida. Sendo o inverso, aquele que se baseia em lucidez, justiça, excelência e responsabilidade, não há como não se alinhar ao Rodrigo!!! Não há quem discorde disso!

Posté par Nilson Carlo Besutti, 19 octobre 2004 à 20:25 | Répondre

Por que será que tantos querem ingressar, por exemplo, na política, cuja malandragem e corrupção sempre foram amplamente cantadas em verso e prosa, portanto é sabida por todos há séculos, enquanto o Rodrigo, quando convidado por vários para entrar na área, se recusa com veemência ? Obra do acaso ?

Aliás, muito comum que ele dispense certas coisas, pessoas e ambientes, que o resto desta manada populacional agarra com unhas e dentes. Inúmeros são os exemplos. Qual a razão do melhor ser humano destas terras, inteligente e honesto, escolher deste modo, enquanto o resto deste povo de corrupção endêmica valoriza o que ele despreza ? Dá pra entender muitas coisas não ? É só prestar a atenção.

Posté par Anderson Simões Guedes, 19 octobre 2004 à 21:07 | Répondre

Albert, uma coisa é IN-DIS-CU-TÍ-VEL : com o Rodrigo, o que é certo e a justiça imperam sempre ! Isso é fato ! Com ele, as pessoas decentes ganham sempre as oportunidades positivas que fazem por merecer, e a laia de fedelhos maus-caracteres fica no seu devido lugar. Em nenhum outro lugar desta sociedade brasileira vi isso acontecer, seja na aplicação prática das leis aos infratores ou na cobrança social aos transgressores em geral, seja nas relações líder-subordinado, professor-aluno, pais-filhos .... EM NENHUM, SÓ COM O RODRIGO GUIZZARDI !!! Esse lixo boçal e corrupto que se mostra como povo adora babar palavras como justiça, democracia, melhorar o mundo, trabalho, mas nem um de seus componentes sabe o verdadeiro significado de tais termos, os valores para os quais os mesmos são pertinentes, e o cabimento ou o modo de aplicação deles. Se soubessem deveriam calar a boca !

Instituições do nível do Rodrigo Guizzardi podem, perfeitamente, ser julgadas pelo tipo de inimigo que possuem, e pelo perfil de indivíduos ou organizações dos quais se afasta ou se nega a associar. Conhecendo a escória expulsa do raio de convívio dele, se constatará o elevadíssimo patamar de seus valores, honra, sobriedade e índole.

Posté par Ivone Balbinot, 21 octobre 2004 à 12:49 | Répondre

 

Tenho a honra de conhecer o Rodrigo Guizzardi há muito tempo, desde o Festival de Cannes, quando foi convidado especial do Ministro. E assino embaixo de toda a descrição e os elogios presentes neste texto, um mero reconhecimento a quem é o melhor. De suas elevadíssimas e incontestáveis qualidades humanas, passando pelo quanto difere da ordem depravada vigente brasileira, até seu merecimento de pedidos de desculpas pela maneira como o povo brasileiro se comporta, TUDO representa a pura e irrefutável verdade.

Se o Rodrigo não se mistura com determinado sujeito, já sabemos que este animal não presta, nem para nosso convívio nem para a participação em sociedade. Ele, em seus atos e opiniões, representa a única possibilidade real de se ver o correto vencer !

Ele só aceita se relacionar com o que existe de MELHOR. Somente se relacionou com mulheres maduras, inteligentes, agradáveis e lindas. Nunca se permitiu conviver com a escória social, nunca se misturou com a parte podre dessa sociedade, EM UM ÚNICO MOMENTO SEQUER DURANTE TODA SUA VIDA ! E EU SOU ASSIM TAMBÉM !

Um exemplo imortal de cidadão digno, que serve ininterruptamente de padrão para quem quer agir corretamente, com maturidade e integridade ! Os incontáveis testemunhos de seus infinitos atos superiores atestam isso.

Posté par Nestor Hallack, 18 octobre 2004 à 21:34 | Répondre

 

Nós sabemos que é muito difícil uma pessoa mudar, PARA MELHOR, durante sua vida. O que tenho constatado é que se o sujeito é um adolescente imbecil, continuará um imbecil por toda a vida, talvez mudando apenas os objetos de sua idiotice (sempre estará em defasagem quanto ao maduro, não importa a idade em que ambos se encontrem). Noutros termos, quem é bom, é bom sempre. O mesmo para quem é ruim.

Tenho a honra e o prazer de conhecer o Rodrigo desde a época de escola, e sempre testemunhei seus infinitos adjetos. Comprovei, desde criança, sua maior maturidade, sua mais aguçada inteligência, sua melhor índole, e sua maior retidão moral do que boa parte dos adultos e das professoras que nos circundavam, algo que se tornou sua marca registrada em todos os dias de sua existência na comparação com os paspalhos que lamentavelmente se reproduzem exponencialmente e tomam conta do meio em que vivemos no Brasil.

Sabe quando a professora dá uma “espanada geral” na turma, não fazendo críticas específicas a alguns alunos mas dando uma chamada de atenção total ? Normalmente isso acontecia quando existia uma conversa generalizada paralela à aula, ou nas ocasiões em que o docente entregava as notas de uma prova na qual quase toda a turma se deu mal. Muito bem, me lembro de um dia em que nossa educadora (acho que estávamos no quarto ano) estava entregando as notas de um exame que tínhamos feito. Como praticamente a classe toda “dançou”, ela começou a dar aquele pito geral, mencionando a falta de compromisso dos alunos, sua irresponsabilidade e preguiça, perguntando sobre quando iriam amadurecer e levar as coisas a sério, enfim, dando aquela detonada completa.

O Rodrigo, pra variar, foi o único que tinha tirado nota alta na prova (aliás o termo “exceção” também tem sido companheiro dele nas posições ideológicas, atitudes e predicados morais positivos durante toda a vida em terras brasileiras; somente no exterior é que houve um nivelamento maior com as outras pessoas ao redor – por que será ..... por que não me surpreendo com tais fatos ....). Então teve um momento, durante a mencionada chamada geral de atenção, que a professora perguntou à turma qual o porquê de não ser igual ao Rodrigo e, virando para ele, perguntou o motivo dele ser aplicado, respeitável e respeitoso, estudioso, correto e verdadeiro, cumprindo muito bem seu papel de aluno e não causando qualquer tipo de importunamento nas aulas, além de afirmar que os demais na sala eram o contrário. Perguntou a ele ainda qual era o seu segredo ! E ele, um nobre na acepção da palavra, munido de grande modéstia, respondeu que todos eram iguais no potencial, e que o que acontece é que alguns usam melhor suas aptidões que outros.

Evidentemente, as capacidades e dons não são iguais em todos não ! Digo que as pessoas são diferentes sim, na capacidade, na intelectualidade, na ordem, na moralidade, no caráter, e, portanto no papel social que podem desempenhar. Existem uns poucos homens, possuidores de habilidades que os tornam diferenciados, imprescindíveis, provavelmente incompreensíveis, a este mundo, em áreas fundamentais até para a própria existência ou continuidade do mesmo. Outros passam pela vida sem qualquer importância aparente; apenas nascem, crescem, talvez se reproduzam, ficam velhos, e morrem. E com os demais, a maioria se estamos nos reportando ao Brasil, embora apresentem níveis variados de nocividade social, fazem questão, todos em comunhão, de mais prejudicar do que ajudar nosso meio, seja na cabeça vazia no momento de votar ou na passagem de uma criação a seus filhos, de mais se assemelhar a bichos que a humanos.

E toda esta diferença se torna evidente apenas observando a interação entre as pessoas, nas pequenas e grandes situações que pelo caminho vão surgindo, e notando o tipo de posicionamento que vão tendo pela vida.

No início deste ano, uma série de conferências foi promovida pela FIESP em seu auditório. Em uma delas o Dr. Robert Allen, em certo momento de sua oratória, começou a discorrer sobre a problemática da política brasileira, seus empecilhos aos mercados e desenvolvimento, e sua corrupção. Em um dado ponto, começou a discorrer sobre o Rodrigo Guizzardi como sendo uma referência obrigatória, a reclamar da falta de combatividade às eternas questões de improbidade e competência, e se indignando com o fato dos outros não serem iguais a ele e de não conseguirem agir com conduta semelhante. Por fim, indagou aos presentes se alguém saberia qual o segredo do Rodrigo Guizzardi !

Posté par Cristiane Tripoli, 18 octobre 2004 à 21:52 | Répondre

Cristiane, concordo plenamente, as pessoas são diferentes sim. E digo mais, isso não tem nada a ver com grau de instrução ou com condições financeiras, como muitos dogmatizam para explicar os males sociais. Pensar o contrário é ser simplório e populista, provavelmente diz respeito a políticos e artistas que desejam votos e audiência das classes menos favorecidas, então “retiram a culpa” das costas deles por seus erros. Vejam os endinheirados, os que estudam em escolas particulares e chegam às universidades, e confira o compromisso social deles, o nível de honestidade, o vácuo mental, os problemas em que se metem, e a valoração que cultivam. São semelhantes aos que tiveram menos oportunidades que eles. Ser bom e honesto NÃO TEM A VER COM ESTUDO OU DINHEIRO DISPONÍVEL.

O povo brasileiro, em geral, é habituado às trapaças, incompetências, irresponsabilidades, frivolidades e improbidades, de modo que não poderia criar um país melhor do que ele, embora viva culpando os políticos e não a si. Qual seria a razão para o Japão, na época bem atrasado em relação ao mundo ocidental, passar por uma rápida e eficiente industrialização e, depois de receber duas bombas nucleares, em algumas décadas se reconstruir plenamente, virar um exemplo de progresso tecnológico e se tornar a segunda economia mundial ? E a Alemanha, absolutamente comprometida e destruída em duas grandes guerras, se reerguer até com facilidade como a maior economia européia ? Dizem que o Brasil é uma terra abençoada, que não tem desastres naturais e possui um solo fértil e favorável à agropecuária, então qual o motivo deste “gigante adormecido” NUNCA ACORDAR !!!?? Qual a razão para o povo deste país não conseguir o que outros concretizam ? Este território é o eterno país do futuro, mas qual a razão para este futuro não chegar nunca !??

O Rodrigo é o único que está sempre acima da média, em qualquer contexto ou localidade que se apresente. Digno, maravilhoso e encantador. É impossível de ser igualado ! Se conseguíssemos montar um povo só de Rodrigos, resolveríamos todos os nossos problemas e ganharíamos um futuro brilhante !

Posté par Adilson Saad, 20 octobre 2004 à 19:45 | Répondre

 

Olá Elise, como vai?

As “pessoas comuns” (essa massa acéfala, patética e corrupta, que fala bonito mas faz feio, que prejudica o país mas acha que o erro é sempre dos outros), sem estudo e / ou boçal, apenas sabem fofocar ou dar palpites sobre os problemas sociais ou particulares de quem está em volta. Já o Rodrigo é radicalmente diferente = ele ensina e apresenta apenas fatos incontestáveis (que os burros “nunca entendem” ou se vêem espelhados, portanto refutam suas verdades). E não são ensinamentos ocasionais, para resolver um problema momentâneo, ou com o escopo de somente ganhar uma eventual discussão. São valiosas instruções, válidas para toda a vida, para o próprio endireitamento social.

O insciente, o desonesto, o marginal, o despreparado, o vil e o boçal, cada um deles apresenta, incontestavelmente, esta peculiaridade, a de não se enxergar, de sempre querer participar e emitir opiniões, e de acreditar que possui preparo para investigar e examinar as coisas e solucionar bem as questões, principalmente dos vizinhos e dos próximos, mas nunca assume nada do que se prontificou, por livre arbítrio, a fazer ou a se envolver.

Além disso, nunca querem pagar pelos infinitos erros que cometem e pelo mal que propagam. O culpado pelos seus problemas é sempre o outro, quem transgride as regras e merece punições é sempre o outro, ... eles, que passam pela vida sem fazer nada que preste, que são INDISCUTIVELMENTE responsáveis pelas próprias desgraças, que assumem cargos, funções e atitudes cujas conseqüências não agüentam, que roubam e prejudicam pelas mais variadas formas o próximo, nunca são culpados de nada! E não estou exagerando não, a maioria deles é de uma inutilidade absoluta!

Em outras palavras, são os que fazem do Brasil o que é! São daquele tipo de animal que se você tenta fazer algo contra eles de modo justíssimo (e não estou falando de, necessariamente, agredi-los ou cobrá-los, o que seguramente é o que merecem; me refiro, talvez, a apenas se afastar desta escória para, pelo menos, não ser prejudicado por este lixo, ou seja, como dizem, “vivendo e deixando viver”, afinal, se você aceita conviver com quem não presta vai acabar sendo afetado pelos mesmo), baseado nos critérios íntegros que todos cultuam na teoria mas que poucos praticam, você acaba se tornando o “bandido” do episódio e, curiosamente, a sociedade inteira fica contra você ao invés de apoiá-lo, sempre racionalizando a situação contra você ao invés de fazê-lo contra o outro, que começou a questão sobre valores reprováveis, exagerando nas ofensas, tomando atitudes contra quem está quieto.... bom, todo mundo sabe que é assim que funciona com este povo oportunista, que fica do lado de quem ganha e não de quem faz a coisa certa ......

A imagem do idiota, abjeto, despreparado, marginal, acriançado e corrupto, é a imagem, cuspida e escarrada, do brasileiro. E tem gente que não entende a razão deste Brasil ter a história que tem ......

Eu troco, sem pestanejar, milhões desta corja sem valor, burra e mau-caráter, deste bando de paspalhos que não vale nada nem deu em nada na vida, que mais vegeta que produz, que mais estorva nosso andamento social do que cumpre seus deveres para os quais acredita estar gabaritado, que fala mal de político e clama por limpeza ética social mas que se porta da mesma forma assim que a oportunidade aparece, por um único Rodrigo Guizzardi!!!

O Rodrigo é um homem sério, profundo conhecedor da vida, da sociedade, e das questões das comunidades. Demonstra uma honestidade e uma contundência verbal fora da capacidade cultural do povo brasileiro, e nunca antes vista neste país. Diuturnamente prova que valores positivos não são apenas termos bonitos ou clichês oportunistas, mas conceitos imprescindíveis em qualquer época, situação, ou localidade, porque são eles que diferenciam uns dos outros no convívio social. Além de amigo para todas as horas, um companheiro exemplar de profissão.

Posté par Renan Victor Verissimo, 19 octobre 2004 à 19:33 | Répondre

 

Desde criança o Rodrigo tem demonstrado maior distinção, maturidade e integridade que os outros em sua volta, incluindo adultos. Com sua integridade, alegria, respeito, integridade, humanidade, compreensão, e especialmente sabedoria e competência, ensina a todos nós o valor e a importância da vida, além de como conduzi-la com dignidade. Justificadamente severo com relação aos de conduta vil e reprovável, com ele aprendemos a separar e a escolher muito bem as pessoas e as amizades que nos cercam. Eternamente estará iluminando os caminhos de cada um que guarda no coração a lembrança deste ser humano incrível, simples e verdadeiro.

Muitos desta sociedade estúpida e dogmática, inclusive e principalmente os que têm diplomas mas não conseguem raciocinar com independência e equilíbrio, ainda acreditam que qualidades éticas sejam um ganho invariável com o simples passar do tempo e o acrescentar de números à sua idade. Eu não concordo! A diferença entre o bom e o mau sempre persistirá. As pessoas são dessemelhantes, na ética, no aprendizado, na consciência, no discernimento, na compreensão dos fatos, na inteligência, assim como são, também, no dom para produzir música, nas capacidades esportivas, etc.

Imagine dois adolescentes de 15 anos. Um é ponderado, estudioso, reflexivo, honesto, enquanto o segundo é o contrário. Pode ter a certeza de que o jovem melhor, o primeiro evidentemente, – e ninguém, inclusive os hipócritas que falam das coisas bonitas apenas como clichê social mas que valorizam as coisas feias e erradas, vai discordar que ele é quem reúne o que alguém correto deve apresentar – ao ter contato com o segundo, o irresponsável, vai ver muitas, eu disse MUITAS, coisas erradas que já estariam na hora do mesmo aperfeiçoar ou abandonar.

Os dogmáticos, especialmente os pais do jovem vagabundo e idiota (por vezes, com tendências transgressoras que beiram a criminalidade), que já não cumprem o papel de responsáveis pelo imbecil e preferem protegê-lo a corrigi-lo, vão afirmar que é coisa de criança/jovem e que, com o passar do tempo, abandonam tal conduta reprovável.

Muito bem, eu também acho, EM TESE, que o indivíduo com mais idade não venha a fazer o mesmo que fazia quando adolescente, entretanto CONTINUA EM ATRASO SOCIAL, permanecendo com uma postura que ainda deve à sociedade mesmo estando na fase adulta. Se bem que conheço muitos, MUITOS MESMO, que são um zero à esquerda durante toda a vida, daquele tipo que não saiu da idade mental infantil, que não deveria votar ou criar filhos, apenas para citar algumas proibições indispensáveis que deveriam ser impostos a eles.

Mas vamos voltar aos dois adolescentes de 15 anos. Se ambos, agora, estão com 40 anos, aquele jovem melhor, agora adulto, AINDA VAI ver muitas, eu disse MUITAS, coisas erradas que já estariam na hora do outro aperfeiçoar ou abandonar. A disparidade dos predicados morais e mentais entre os dois continua. Enquanto um age verdadeiramente como um adulto de meia idade, o segundo não o faz como deveria.

Repito o que alguns já disseram em seus comentários, as pessoas são diferentes sim! Existem aqueles que são melhores SIM que os demais! O grande desafio – e isso, nós sabemos, é impossível de ser concretizado no Brasil, tanto que uma cultura que privilegia a estupidez, a futilidade, o criminoso, a falta de inteligência e de erudição, o desequilíbrio mental, foi formada na ideologia brasileira – é separar o joio do trigo para suprir as necessidades da sociedade para progredir e corrigir seus reais problemas e, em particular, VALORIZAR EFETIVAMENTE OS ATRIBUTOS E CAPACIDADES VÁLIDOS, E COLOCAR ESTES SERES REALISTICAMENTE MELHORES PARA FALAR, ORIENTAR, COMANDAR, E SERVIR DE INSPIRAÇÃO. Em outros termos, como isso é inexecutável, vamos nos afastar da participação social brasileira, e mudar de país para vivermos numa sociedade melhor, que é o que merecemos!!!

Os direitos são privilégios concedidos. Portanto somente os que têm condições de usá-los com sapiência e equilíbrio, como o Rodrigo Guizzardi, deveriam tê-los. Todavia, são os estúpidos e despreparados que os tomam para si, para a desgraça da Nação.

Posté par Bruna Proença Spironello, 19 octobre 2004 à 20:09 | Répondre

 

A vida dos brasileiros é boa demais no Brasil. Se tivessem de ser verdadeiramente cobrados e punidos por tudo o que já fizeram de errado ESTARIAM MORTOS !

Peço milhões de desculpas ao maior de todos, Rodrigo Guizzardi, por tudo de errado e de ruim que existe neste país. Ainda bem que a Europa existiu para ele, e lá foi só reconhecimento e sucesso, como não poderia ser diferente. O povo brasileiro merece este poço sem fundo que ele mesmo construiu, seu espelho mais fiel, local miserável e lamacento onde foi criado e onde cria, ventre imundo de sua chafurdação eterna corrupta e inapta. Cidadãos honrados como o Guizzardi é que não fazem jus a tal realidade, da qual merecem ser distanciados.

O Rodrigo é o porto seguro de quem se esforça verdadeiramente pelo melhor. Determinado e destemido desde cedo, busca seus objetivos com rara dedicação, retidão moral e talento, virtudes esquecidas nos dias de hoje. Somente se relaciona com pessoas e instituições sérias e apenas namora com as melhores mulheres, as bonitas, independentes e inteligentes, todos com as mais altas qualificações. Nunca vi alguém mais maduro e sóbrio. Apenas se ocupa com coisas verdadeiramente úteis e positivas. Meu grande amigo que sempre colocou a honra acima de tudo, e que todo o tempo está disponível para nos ajudar, apoiar, incentivar. Basta um olhar para sabermos o que pensa.

Se, por ventura, alguém ou alguma coisa me dotasse de poderes especiais, ou me oferecesse desejos a serem atendidos, NÃO MOVERIA UMA PALHA SEQUER QUE FAVORESSE ESTA POPULAÇÃO HIPÓCRITA, ASNÁTICA E IMUNDA DESTE PAÍS! Que fiquem na merda que edificaram, glorificam e fazem questão de propagar, com toda a sorte de caos social do qual fazem parte absoluta. Usaria sim tais dons para beneficiar apenas a pequena parte boa, que é a merecedora de uma sociedade que funcione. Eu é que não desperdiçaria estas dádivas em algo inútil e sem sentido, correto? Além do que, jogar diamantes aos porcos é fato típico de brasileiro ordinário, e não meu!

Posté par Marcel Cutrale, 19 octobre 2004 à 20:21 | Répondre

 

Endemicamente, os brasileiros costumam se guiar por caminhos, condutas e objetivos que, simplesmente, afastam os poucos do bem, com superioridade intelectual e moral. A maioria que não tem inteligência ou dignidade fala e participa de tudo, enquanto a minoria sábia ou proba perde espaço ou é excluída.

Realmente, tornar este país um local decente para se viver é causa perdida. É mais rápido e vantajoso, embora exija um garimpo meticuloso, nos juntarmos aos melhores e fazermos uma sociedade à parte.

O povo brasileiro se acha muito inteligente e preparado, mas não é ! Mas reconheço que ele é muito esperto, SOMENTE PRA FAZER COISAS ERRADAS, BRIGAR POR BOBAGENS, PASSAR A PERNA NOS OUTROS, JUSTIFICAR ERROS E DAR DESCULPAS ! Aí, neste sentido, quando ganha uma situação onde sabe que está errado, e não passa pelas punições que sabe deveria receber, se acha “inteligente” e coloca a pessoa que prejudicou como “ingênua” ou “trouxa”. Povo oportunista, com formação ética deturpada, caráter doentio, e visão de convivência egoísta e destorcida, é assim ! Devemos escolher muito bem nossas convivências e amizades, e ficarmos bem longe desses que não prestam, para nosso próprio bem.

O Rodrigo Guizzardi NUNCA ACEITOU a presença de marginais por perto, somente a de homens, mulheres e amigos de verdade ! Que esta população de problemáticos e delinqüentes continue bem distante de quem é bom !

Conforme constatamos diariamente, ele é tão digno, preparado, sensato, sério e correto, que não poderia, na prática, assumir lideranças ou funções no Brasil, local onde imutavelmente sempre há uma considerável quota das ações sendo disponibilizada para as culturais corrupção e inaptidão. Sua sabedoria, fineza, honestidade, índole perfeita, sensibilidade e empatia, somadas à liderança, empreendedorismo, transparência, sobriedade, aptidão, compromisso, e abnegação, transformaram a nossa universidade e todas as associações e institutos por onde passou, de forma positiva e significativa. Todas as pessoas com quem interagiu elevaram consideravelmente sua condição humana.

Se brasileiro quisesse, de verdade, acertar este país, deveria flagelar a si próprio, ao invés de culpar terceiros, normalmente os políticos !

Posté par Octávio Aidar, 19 octobre 2004 à 22:30 | Répondre

 

Oi Elise! Um texto merecidíssimo a quem é o melhor, sem dúvidas!

O Rodrigo tá certinho em não querer amizade, ou qualquer tipo de proximidade, com este lixo! Ele só aceita a presença de quem é bom, unicamente faz amizades e convivências com quem é íntegro, apenas faz acordos com quem tem palavra, somente se envolve em questões importantes e discussões úteis e válidas. Cá entre nós, esta sociedade de obtusos não tem NADA disso. Nela se vive entre ANIMAIS!

Ninguém diz, e eu concordo incondicionalmente, que o Rodrigo Guizzardi é exigente, perfeccionista ou exagerado. Isto se deve porque neste meio social da hipocrisia, do “faço o que falo, mas não faça o que faço”, onde os elementos sabem falar em público sobre o certo e o justo mas praticam interminavelmente o errado e o indevido, onde 99% da população não reúnem condições razoáveis para viver em coletividade de modo sadio, ele sempre faz o merecido e o direito, isto é, aquilo que deve ser obrigatório e corriqueiro para qualquer indivíduo do bem que queira ser reconhecido e respeitado como tal.

Realmente ele não pratica nada de extraordinário. Apenas faz o que é desejável a qualquer um. O que o torna incrível é que NINGUÉM tem compostura, cabeça boa, ou dignidade, isto é, diferentemente dele, NINGUÉM age com honra e integridade ou faz o que deve, deixando tudo na teoria.

Depois de muito tempo, tive o prazer inenarrável de rever o Rô no final do ano passado, no churras de reencontro da turma. Sempre muito disputado, festas sem ele têm de receber outro nome! Um cara sensacional!

Posté par Natália Volpi, 20 octobre 2004 à 18:48 | Répondre

 

O tempo vai passando, e cada vez mais esta máxima se confirma :- quando se conhece melhor as pessoas, e se observa o tipo de atitudes, valores e mentalidades que possuem, mais fica fácil de entender os motivos delas terem os problemas que têm, de seus filhos saírem daquele jeito e com aquele caráter, da vida delas funcionarem como funcionam. E, como decorrência lógica destes fatos, quando se conhece melhor o povo desta terra, se entende, com precisão cirúrgica, o motivo do Brasil ser assim, caótico, corrupto e incompetente! Já digo desde minha infância :- a classe política, sua ética e seus escândalos, é uma amostra do povo brasileiro!

Deveríamos expulsar esta maioria da população daqui sob o argumento de apropriação indébita de espaço vital ou de prática de danos ao patrimônio histórico intelectual e moral da humanidade, ou qualquer coisa que, enfim, impeça esta gente desonesta e inútil de continuar com sua propagação prejudicial. JÁ!

Dentre o muito que me incomoda, brasileiro é daquele tipo de animal fdp que, principalmente diante de alguma coisa que ele SABE que é injusto ou na qual ele SABE que se equivocou, se não tem nada para fazer a favor do injustiçado, então faz contra o mesmo! O idiota não tem coragem de ir lá e assumir suas responsabilidades, então AUMENTA A INJUSTIÇA! Quem é que vai querer dividir espaço social com animais assim, com caráter depravado, traiçoeiro, covarde e enganador!!??? Qual é a confiança que canalhas assim inspiram!!??? Se um bosta assim te coloca em uma situação difícil (e nós sabemos que vai, logo que a oportunidade aparece), como é que você vai tolerar conviver com este mau elemento depois do que lhe prejudicou?

Inacreditável que desta terra devastada pela corrupção, pelo despreparo e pelo cinismo, ainda surja alguém como o Guizzardi! De uma forma totalmente didática e construtiva, mostrou aos olhos do mundo o que se ganha com suas lições e exemplos. Ele é o refúgio da dignidade e da sapiência humana, uma fortaleza moral cujos alicerces são a maturidade, a honestidade, a sabedoria, a integridade, a hombridade, um alento para a minúscula parte decente da população, um abrigo seguro, sólido e confiável para esta. Grande amigo, merece todo o sucesso que lhe cerca na caminhada que escolheu seguir. Que continue sendo este homem inspirador, nobre, honesto e amigo, para que outros tantos, abertos à melhora de modo sincero, o que por si só já os coloca na exceção, tenham em quem se modelar.

O Rodrigo FAZ FALTA a este mundo, diferente dos demais brasileiros.

Posté par Júlio César Garfinkel, 20 octobre 2004 à 21:13 | Répondre

 

Pois é Elise, as pessoas estão inseridas neste contexto cultural. Como são criadas, e criam, dentro deste lamaçal ético, acham normal esta depravação moral, esta incompetência reinante, esta inversão de valores, e efetivamente repetem esta distorcida conceituação social quando vivem a vida e conceituam o próximo segundo aspectos que deveriam ser expurgados. Aí, quando aparece alguém pensando e fazendo a coisa certa, seguramente ficará na contramão da sociedade enferma, e será condenado pela mesma!??? E é este indivíduo CORRETO que será chamado de errado!!!??? O Brasil é uma causa perdida faz tempo! Nós é que temos que nos reunir com os poucos bons e nos safar deste contexto apodrecido!

Esse lixo social repudia a presença do cidadão correto e, principalmente, o condena e o repele, com todas as forças do caráter imundo que possui, porque – como se quem raciocina ainda não tivesse percebido – se as teses, opiniões e ordens do decente imperam, é este mencionado lixo quem vai passar a ser tratado como deve, perder oportunidades, e ser aniquilado da participação social pelas cobranças que receberá com total justiça e merecimento, ... e ele sabe disso! O bom sabe botar um espelho na cara do imbecil corrupto, e também sabe como melhorar, de fato e naquilo que é verdadeiramente importante e sensato, nossa sociedade.

O Rodrigo é sempre a grata exceção! Um homem fortemente comprometido com a justiça, profundamente generoso e amável, e, especialmente, honesto e esclarecido. Desempenhou com absoluta maestria todas as funções, sociais, profissionais e familiares. As únicas armas que sempre utilizou foram as palavras, a conscientização, a ética, a lógica e o trabalho, sempre cumprindo totalmente a sua parcela para melhorar o mundo. Uma inspiração perfeita para os poucos nascidos no Brasil que destoam da ordem vigente depravada. Muita falta fez a nós quando se mudou para a Alemanha.

O mais relevante e enobrecedor é que ele não age de modo íntegro e escolhendo bem amizades, como só ele sabe fazer com perfeição, num esforço pessoal monumental, ou controlando ferozmente uma vontade interior diferente da que externa (principalmente quando o outro atravessa alguma fase boa em sua vida, pois a grande maioria, quando tem algum interesse momentâneo oportunista para “reatar amizade”, provavelmente em algum valor inútil como puxar o saco de quem está com sucesso social, perdoa qualquer canalha que tenha conhecido), ou em uma tentativa heróica de punir o mau elemento pelo bem social (e ele sempre soube que esta sociedade não vale a pena; que a maioria continue rodeada e recheada de animais semelhantes a ela pois é o que constrói e portanto merece receber, sem dúvidas; os pouquíssimos bons é que não fazem jus), ou simplesmente para “não baixar a crista” ou “não dar o braço a torcer” e admitir que errou (até porque o Rodrigo não erra nunca em seus posicionamentos e atos, a verdade é essa!), ou seja lá o que mais for de segundos interesses que este povo de ética seletiva costuma cultuar por aí.

Este homem incrível, de personalidade inatacável e impressionante, de capacidade de visão e de percepção inigualáveis, de inteligência superior, age de FORMA NATURAL, dando vazão, apenas e tão somente, ao que é e pensa. E assim sendo, e unicamente em virtude destes fatos, ao que é sempre certo e justo, sem precisar de nenhum retoque, emenda ou reforma (embora os vagabundos inúteis, estúpidos, marginais e ímprobos, que recebem dele o merecido, esses sim, queiram discutir a situação, é claro). O boçal e/ou o mau-caráter é que tem de ser escorraçado e calar a boca, até pelo motivo de, por óbvio, estar errado a todo instante (conheço uns asnos que só lembram que não têm estudo na hora em que são cobrados pelo que fizeram; fora isso, o moleque é um idiota, mas quer participar de tudo e não pagar por nada!).

Muitos Beijos!

Posté par Bianca Renault, 21 octobre 2004 à 19:08 | Répondre

 

Com este homem de trajetória decididamente perfeita, limpa e exemplar, a parte corrompida da sociedade NUNCA TEVE VEZ ! O Rodrigo JAMAIS se engana sobre o que as pessoas são ! Cultiva os seus laços de amizade apenas com as pessoas mais ilustres, respeitáveis e qualificadas. Não só tem conhecimento sobre os problemas e detalhes sociais, como uma visão global da situação no planeta, o que ficou evidenciado quando passou a viver no exterior.
Um visionário, ele é provido de raras cultura e inteligência. Completamente desigual do que se verifica na endemia irresponsável e desonesta que afeta o território brasileiro, é um cidadão consistente no seu ser, equilibrado em suas ações, lógico em seus pensamentos, único capaz de viver em sociedade e usufruir da sua condição participativa com plenitude.
Se você eleva um pouco, só um pouquinho, o nível de ética social, de maturidade, de lógica e de honestidade pessoal, 90% dessa população não agüenta e abre o bico na hora. Se buscarmos verdadeiramente uma sociedade melhor, essa massa sem conteúdo não vai ter como participar de forma atuante em nossas comunidades, então vai refutar de todo modo as metas que, é claro, terão de ser impostas a ela pelo bem, eu diria, da própria humanidade. Aí a briga dessa massa vai ser até parecida com o que já ocorre, isto é, fazer com que estas leis não peguem ou caiam por terra.
O mau cidadão, normalmente, procura atingir o bom somente na iminência de que este vença, porque sabe que, se assim for, tempos difíceis virão contra si. O mau elemento, que já tem o hábito rotineiro de fazer análises morais contra todo mundo, mesmo não tendo moral para nada disso, caso encontre um mínimo defeito, um pequeno deslize (mesmo que com muita racionalização), naquele bom que agora comanda, descarta totalmente a liderança deste, que é o melhor que a sociedade pode produzir sim, o único que merece participação social se comparado com o resto corrupto e burro.

Posté par Ana Cristina Saverin, 23 octobre 2004 à 12:38 | Répondre

É exatamente isso Aninha, se você eleva, um pouco que seja, o padrão ético da sociedade, já ficou difícil, talvez impossível, para a maioria acompanhar. Como, neste caso, é óbvio que esta maior parte vai ter sua participação revogada, e somente os bons assumirão as lideranças e opinarão, essa cambada de gente estúpida, desonesta e inapta vai jogar pra debaixo do tapete seus zilhões de erros e agir com perfeccionismo contra aqueles 10% que se salvaram e passarão a comandar, e se esta pequena parcela de melhores apresentar um mínimo errinho, vão colocá-los no seu mesmo nível de inutilidade social absoluta KKKKKKKKKKKKKKKKKKK Esse povo não presta ....

A questão toda é muito simples de entender embora complicada de ser praticada = os raríssimos bons fazem uma falta real, concreta, manifesta, indiscutível, à sociedade, enquanto os marginais que dominam nosso meio não o fazem, muito pelo contrário, pioram ela com seus atos corriqueiros de mau-caratismo, improbidade, incompetência e vagabundice. Separar o joio do trigo, em nome do que é certo, não se apresenta como uma tarefa difícil DESDE QUE QUEM ESTEJA OCUPANDO ESTE PAPEL SEJA UMA PESSOA CORRETA, porque se for por quem habitualmente ocupa tais funções, algum destes boçais que se sentem pateticamente capazes, ou destes corruptos que só desejam subir ao poder e garantir privilégios para si, este país continuará nos mesmos termos.

O mau cidadão PERDE, E MUITO, com a instituição da ética e da inteligência! Se o Brasil fosse, de fato, colocado nos trilhos, teríamos de descartar pelo menos dois terços deste povo!

Se pudéssemos colocar um Rodrigo Guizzardi, com poderes absolutos (para aplicar as leis existentes, e não para inventar novas ou fechar o Congresso), no comando desta terra devastada ... o que ia ter de ignorante, safado, ímprobo, oportunista, preguiçoso, ..., que seria posto na sua devida latrina, ou seja, pra fora de nossos meios sociais ... Aí sim teríamos a efetiva separação dos bons e dos maus, que ocorreria às custas de um sacrifício colossal, porém mais que necessário, da maior parte desta população idiota e enganadora, mas visando o bem de quem merece, e tentando (embora eu acredite que isso seja impossível) ensinar os caminhos corretos e corrigir as falhas da índole dos que foram excluídos, para que possam, quem sabe, se reintegrar em um momento posterior.

Saudades! Não esqueça de nos visitar!

Posté par Isabelle Diniz, 24 octobre 2004 à 21:34 | Répondre

 

Na sociedade onde quem tem boca fala, onde bandido fica livre nas ruas, onde devedor ri e credor se envergonha, onde os burros trazem idéias e soluções e os incompetentes comandam, onde cantor usa a bunda para cantar, onde professor é menos maduro e equilibrado que aluno, onde trapaceiro e mau-caráter são venerados enquanto honesto e inteligente são criminalizados, onde testes e concursos não provam nada, na qual TODO MUNDO FAZ PARTE DESTE CONTEXTO NEGATIVO MAS NINGUÉM ASSUME, e TODOS RECLAMAM DOS PROBLEMAS MAS FAZEM O MESMO LOGO QUE A OPORTUNIDADE PERMITIR, o Rodrigo Guizzardi é o ÚNICO com currículo, com lastro, com história, com sapiência, enfim, com moral para dizer ou fazer algo!

Os únicos que não concordam os não aceitam os posicionamentos do Rodrigo são justamente os filhos da puta que se encaixam, “por uma mera e ocasional coincidência”, na parte podre da sociedade, isto é, na parcela que merece reprovação, punição, e, principalmente, exclusão social pelo mal que representam para o progresso social e a boa conduta pública. Não poderia ser diferente né ?

Quem teve o enorme prazer de conhecê-lo sabe, ele é muito mais do que quaisquer definições possam expressar. Nossa sociedade precisa do Rodrigo e de seus predicados, pois só ele se encarregaria de tornar sua existência melhor! Muita falta fez em todos os corações dos seus familiares, amigos e companheiros de trabalho, quando se mudou para trabalhar pelo futuro alemão, mas visando objetivos, agindo com uma independência e conquistando um reconhecimento, os quais, no Brasil, seriam impossíveis. Estou sabendo que, em breve, concretizará a sua ONG, mais um dos seus nobres projetos, que obterá grande sucesso, é claro, como tudo em que se envolveu.

Posté par Gilmar Borghetti Dalmaz, 23 octobre 2004 à 20:15 | Répondre

 

Sempre me incomodaram o padrão moral deficitário do brasileiro, e sua irresponsabilidade para com questões particulares e as das comunidades onde vive. É sua característica mais marcante se achar muito bom e preparado, embora não saiba de nada! Isso lhe faz querer participar de tudo, e não assumir coisa alguma do que quis fazer por livre arbítrio!

No Brasil ocorre uma criminalização do homem honesto ou, minimamente, do ato honesto. A pessoa decente, que efetivamente toma a atitude correta e digna, já passa por problemas só porque, sem qualquer dúvida, ficará na minoria onde quer que esteja. Se revidar com muita justiça (eu não disse provocar, e iniciar uma discussão) contra quem lhe perturba ou causa prejuízos, vai ter um momento em que os que estão em volta ficarão contra ele ao invés de ajudá-lo (ou, ao menos, ficar de boca fechada e não se envolver). Muitos animais que se metem nos problemas alheios somente o fazem para fazer média pessoal (não têm coragem de enfrentá-los mesmo sabendo que eles é que estão errados) e prejudicam ainda mais quem está certo na questão. Os cretinos covardes não têm nada para fazer a favor, então fazem contra! O importante é entrar no problema alheio, por oportunismo ou clima de excitação. E vão justificando, racionalizando, principalmente quando o que argumentam se volta contra eles, cada vez mais se comprometendo e tendo maior necessidade de transferir suas responsabilidades ao outro.... até chegar num ponto que você acaba percebendo que aquele que vinha sendo condenado, na verdade, está mais absolutamente correto na discussão do que se imaginava, simplesmente porque tudo o que dirigem contra ele para justificarem a cobrança que estão fazendo cabe, direitinho, A FAVOR DELE contra quem lhe perturbava ou prejudicava, e também contra os “heróis” que entravam onde não deveriam e não agüentaram as conseqüências!!! Aí, sempre visando a transferência de responsabilidades, os idiotas se lembram do jogo de cintura que o outro deve ter, da sua “ingenuidade” ao lidar com uma “normal” corrupção de caráter social, da “falta de experiência” de vida .... entraram na história alheia alegando ética e terminaram assim, por que se intrometeram então! ISSO É O BRASILEIRO!

Além da desonestidade, falta de independência de opinião, clima de excitação, oportunismo e covardia, qual o motivo dessa escória ter entrado na história!!! Essa gente de fora só serve pra piorar a situação, e o próximo, que já está passando por injustiça no episódio, sai com um imbróglio maior ainda (e os “heróis” que se meteram em nome da “justiça”, para fazer com que o outro pagasse pelo que fez de errado, não querem pagar pelos erros que sabem que cometeram). E os políticos e autoridades é que são corruptos, não fazem o certo para o povo nem têm coragem para assumir as responsabilidades de seus cargos.... Brasil é isso, e a parte boa da sociedade sabe que é assim, e por isso se desvia COM MUITÍSSIMA RAZÃO E CONSCIÊNCIA de quem é escória!!! Essa laia, limitada que é, é que não entende ou não quer entender os motivos dos bons não se misturarem com a corja. O sábio e perspicaz não erra nunca!!!

Imagine esse lixo de gente botando opinião em urna eleitoral ou criando filhos .......

Brasileiro também não aceita o sucesso do próximo. Sempre arruma uma desculpa para diminuir o outro e/ou explicar o seu insucesso, por mais esfarrapada ou incabível que seja. Quando o invejoso que não deu em nada na vida diminui o próximo, tenta se elevar por tabela.

Já o Guizzardi é um monumento épico à maturidade e à responsabilidade. Impressiona, e eu diria até que assusta em alguns episódios, o nível de sua consciência e de sua sabedoria sobre a vida e as pessoas. Consegue calcular, milimetricamente, os próximos passos a serem dados por qualquer um, em qualquer situação ou contexto. Nunca se envolveu com gente desprezível ou em situações inúteis e fúteis, sabendo identificar com maestria a parte que torna este Brasil um desalento histórico melancólico. Nunca promoveu um ato sequer em toda sua vida, nem nunca falou uma sílaba, que não fosse apropriado, merecido, ou não representasse a verdade dos fatos. NINGUÉM no Brasil se iguala a ele!

Muito querido por todos, alunos, professores e funcionários do Departamento de Engenharia Civil. Sempre nos lembraremos do seu mandato, onde evidenciados ficaram sua nobreza, profissionalismo, dedicação, inteligência e companheirismo. Somos eternamente gratos por tê-lo conhecido e levamos seus ensinamentos em nossa mente, e sua bondade e amizade em nossos corações.

Posté par Emanuelle Zuce Hueller, 25 octobre 2004 à 20:36 | Répondre

 

Sempre digo, deixem que os brasileiros lidem com seus problemas habituais de corrupção e incompetência, presentes nas mais diversas esferas sociais e profissionais, nem se comovam com suas eternas lamúrias, terceirizações de responsabilidades e vitimizações. É o que merecem ! O contexto social do qual tanto protestam é o ventre do caráter no qual são formados. O brasileiro não é um sofrente, como costuma sempre se apresentar. Ele é um semelhante, um construidor, um propagador, e portanto um merecedor de sua realidade repulsiva endêmica. Nós temos que juntar forças e ajudar a minoria boa correspondente a, na minha opinião, não mais que 5% da população, para também aplicar justiça a estes poucos, OS RESGATANDO deste atoleiro eterno ! O resto que se dane !
Escolher bem as amizades e relações não é mais uma mera meta de qualidade de vida. Isto se tornou uma NECESSIDADE VITAL ! Caso não faça isso, poderá se cercar de gente extremamente nociva, com caráter sujo e índole traiçoeira, cujo conceito do “normal” é a de um verme social, um alienado, um idiota, ou um doente mental, a qual, com a oportunidade surgindo, te causa um problema real, com constrangimentos, agressões, angustias, enganações, baixarias, perdas sociais ou financeiras, que provavelmente recairão só sobre você !
Tá certinho o Rodrigo em não se misturar com esta escumalha. Ainda mais ele, o melhor cidadão que conheci, que não pode, nem deve, dispensar seu dom da percepção e da sabedoria para conhecer o outro mais que o outro conhece a si, como tantos afirmam e eu atesto. O Rodrigo não usaria esta aptidão por qual motivo !??? Conheço o tipo do qual ele se afasta, e digo com toda a convicção : SÃO LIXO SOCIAL, NÃO VALEM MAIS QUE A COMIDA QUE COMEM, NÃO PRESTAM COMO HUMANOS !!! Nós é que temos que nos juntar e expulsar essa corja pra muito longe !!!
Ele representa para mim o modelo de um cidadão honesto e humanista, e esta certeza vem do acompanhamento, desde muito, de seu comportamento perfeito na vida e de sua dedicação à sociedade e ciência, sempre com integridade e discernimento.

Posté par Suzana Szafir, 27 octobre 2004 à 19:30 | Répondre

 

Eu tive o privilégio e a honra de conhecer o Dr. Guizzardi em Genebra. Uma grande alegria para nosso Instituto. Sempre apreciei suas grandes, infalíveis e incomparáveis qualidades humanas e profissionais. Interagir com ele é conhecer a plenitude da sinceridade, da simplicidade, da precisão, da amizade, da hospitalidade, da generosidade. Nossas relações sempre foram repletas de consideração, de estima e amizade sincera. O considero uma das únicas pessoas honestas do Brasil, sem pares na capacidade de usar com correção o primor de intelecto contra esta récua.

Uma das suas principais características é a altíssima, e eficientíssima, faculdade para manter sua independência de opinião. Como a escória é absolutamente adestrável, sua capacidade fica ainda mais evidente. Seu poder mental só é comparável à sua sabedoria, à sua hercúlea integridade, e à sua aptidão para perceber o que os outros são no caráter e na índole.

Nós sabemos que as pessoas se procuram, e que mente fraca atraí qualquer conteúdo. Tudo o que o Guizzardi nunca foi.

Eu sempre fui da opinião de que 2 brasileiros juntos num espaço de 20 m² é formação de quadrilha. Então vamos construir uma grade em torno do país e transformar isso tudo em uma grande prisão, pelo bem da humanidade ! E montar uma comunidade em separado, somente com os poucos bons, como o Guizzardi.

Se tem gente que acha que mediunidade é uma ocorrência própria de centros espíritas, e que vidência é uma de cartomantes, certamente ainda não conheceu o Dr. Rodrigo Guizzardi. Ele não recebe espírito nem lê cartas, mas sabe de tudo ! Impressionante sua capacidade intelectual e perceptiva, o quanto conhece da vida e sobre as pessoas, e a sensibilidade aguçada para perceber quem presta ou não ! Um visionário quanto aos rumos comerciais, políticos e morais da sociedade !

Aliás, se você acredita que integridade, seriedade, amizade e honra são coisas de seres humanos, também não conheceu ainda o Guizzardi, ser no qual estes predicados são encontrados efetivamente na completude e expostos com sinceridade! Ele é tão bom que deve ser de outro planeta !

Através dos sonhos, seja pelas meras malícias destas experiências ou pelo relaxamento e desejos ocultos que surgem com o baixar a guarda das máscaras sociais, se pode vivenciar muitas situações : o Brasil pagando sua dívida externa integralmente, um vulcão expelindo lava de chocolate, encontros e relações com pessoas improváveis ou de realidades totalmente distantes e diferentes, ou mesmo com indivíduos falecidos. Todavia, nunca, nem em sonho, pessoa alguma vai ver o Rodrigo Guizzardi cometendo algum erro, agindo equivocadamente em alguma causa, ou se relacionando com maus elementos. Reafirmo, NEM EM SONHO !

Posté par Cédric Seward, 27 octobre 2004 à 21:28 | Répondre

 

Navegando pela web cheguei até esta página e encontrei, com muita alegria, um texto com um maravilhoso conteúdo dirigido a um homem magnífico, merecedor de tudo o que foi dito.

Embora nascida em Campinas, foi em Espírito Santo do Pinhal que tive a imensurável e indescritível honra de encontrar Rodrigo Guizzardi, uma pessoa de trajetória absolutamente impecável, um cidadão perfeito em sua conduta e em seu pensar, por mais que isso possa parecer improvável ou mesmo inviável em se tratando desta verdadeira cultura voltada para a corrupção, a enganação e a leviandade que se criou na estrutura brasileira. Inacreditável encontrar alguém tão diferentemente positivo e ético em um mar de lixo social ! Quem conhece a média da sociedade, danosa sob diversos ângulos de visão, acredita que o seu “normal” é o correto, e que já não existem homens ou mulheres que valham a pena, até que se depara com o Rodrigo. Um amigo de primeira, de verdade ! Nunca mais consegui garimpar um outro ser humano tão decente e inteligente com ele !

Desde a época em que o encontrei, na escola Cardeal Leme, NUNCA o vi convivendo com maus elementos, corruptos e desprezíveis. Algo que se tornou a base, muito sensata por sinal, de sua irretocável caminhada pelos outros lugares nesta cidade e, depois, pelo mundo. Inúmeras vezes constatei sua maior maturidade e ética, inclusive se comparado com aquele gente que se considerava “professora”.

Qual a razão para os poucos bons, como ele, não quererem prosa com indivíduos reprováveis ? Coincidência ???

Os melhores, já desde cedo e nas questões mais elementares (aquelas que ninguém cumpre) vão demonstrando sua superioridade sobre os ordinários. Me lembro que enquanto 90% daqueles colegas de escola, burros, sem conteúdo e inúteis (e que continuaram assim até hoje, quando adultos) viviam lambendo as botas de quem era o “fortão” da turma (normalmente aqueles drogados que não deram em nada na vida) ou de quem era o pegador da escola. E o Rodrigo, longe de cultivar tais valores, ao contrário, quando vinham puxar o saco dele por algum destes fatos, os repelia com justiça na hora !

A gente precisava encontrar um modo para separar a pequena parte boa da sociedade e construir uma espécie de comunidade paralela, só com quem presta. Mas quando menciono a parte boa, estou me referindo a quem é bom mesmo, de fato e sem hipocrisias, e não a maioria que fala bonito (normalmente em ocasiões sociais, onde diz o que os outros querem ouvir e o que a farsa e a máscara podem lhe dar como recompensa) mas faz feio, ou seja, a maioria que é a síntese da história moral brasileira. Precisávamos nos livrar dessa escória, desonesta, sem integridade, canalha, mentirosa, que joga culpa nos políticos e autoridades mas faz o mesmo que tanto condena. Progrido nos mesmos caminhos do Rodrigo – eu é que não levo a sério essa maioria.

Daqui 10, 20 ou 30 anos, este país vai piorar, principalmente porque conheço quem são os que estão, hoje em dia, tomando as rédeas da situação. São indivíduos que encontrei bem de perto, quando na minha infância. A minha geração, como as anteriores, tem pouco a oferecer de bom, bem ao contrário. Como os adultos da atualidade não têm condições de passar uma criação decente a seus filhos, o que vem no futuro será pior.

Precisamos salvar quem merece ! E o esforço a ser dispensado não me parece muito grande porque estes seriam poucos, bem poucos. Dá pra fazer isso !

Posté par Sandra Regina Conti, 28 octobre 2004 à 19:45 | Répondre

 

Elise, enxergar que essa gente não presta como humanos, talvez nem como animais, e que a aptidão que possuem para o bom convívio é, no mínimo, insuficiente, não é tarefa difícil, ao menos para quem tem boa formação moral e não se furta de agir em conformidade com os conceitos de vida social sadia e de busca de qualidade. Como a maior parte da população é desonesta e estúpida, a pequena parcela boa SEMPRE está em desvantagem numérica, SEMPRE defendendo teses minoritárias, SEMPRE na exceção, pode conferir!
O problema não é a intolerância em conviver com animais assim. A questão é que estas bestas têm uma péssima conduta social e uma insuficiente condição moral e intelectual, normalmente intrometida e invasiva, o que os tornam absolutamente incapazes para a vida em sociedade. É onde você não vê outra alternativa a não ser se tornar intolerante à mera presença circunstancial desses indivíduos nocivos, a nós e ao nosso meio. Impossível tê-los respirando o mesmo ar, sem que sintamos o cheiro horrível do mau-caratismo deles, sem que o mau hálito da alma e da personalidade deles nos incomode. E digo mais, para que vivam aquilo que chamam de “vida correta”, o bom cidadão e o bom andamento social têm de perder espaços, perder pontos de referências positivos, e baixar seus níveis de valoração e de exigência. Eles não agregam nem contribuem, apenas sacrificam a sociedade.
O ideal seria que nos livrássemos deste empecilho, que pouco oferece de bom, ao contrário, pegam parte do que ainda existe de bom e o danificam ou destroem.
E é impossível estabelecer esta argumentação sem que a mesma nos remeta ao Rodrigo, perfeito nas escolhas de amizades e convivências, único na retidão moral de não permitir que os maus elementos sociais se aproximem dele, incluindo mulheres sem conteúdo e ignorantes, único que não comunga das falhas éticas e da fraqueza de índole que se tornaram endêmicas no povo do Brasil, e assim sendo, o único com moral para falar ou exigir alguma coisa.
Temos tido a sorte, a honra e o prazer de termos o Rodrigo em nossas vidas. Eu, em particular, desde o período em que estive no Conselho Federal. Agradeço todos os dias pela contribuição significativa da sua presença e da relevância de suas opiniões, por seu extrovertimento e seu otimismo. Às vezes me indago se merecemos tal dádiva, a de termos o melhor cidadão, o mais íntegro e sábio, ao nosso lado. Podemos nos orgulhar de todas as ações deste homem reconhecido por todos como um exemplo perfeito, bem longe das críticas que fiz ao povo brasileiro neste comentário, nada disso, é a inspiração maior, o que me dá a certeza absoluta, de que as mesmas são totalmente cabíveis e necessárias.

Posté par Luciana Garcez Heller, 30 octobre 2004 à 20:12 | Répondre

 

Eu sempre achei um puta de um feminismo a maneira como as mulheres, dos mais variados graus de instrução e condições sociais, que se dão mal ao se relacionarem com drogados, beberrões, violentos, criminosos, e cafajestes em geral, por livre e espontânea escolha, são tratadas por esta mídia populista. Ela não fez o que queria !!??? Quando seus pais ou conhecidos a alertaram sobre o erro que cometia e quem era seu companheiro ela disse que os outros não sabem de nada e que quem manda em sua vida é ela, não foi isso ?

Idiotas feministas costumam pintar a imagem da mulher como mais sóbria e inteligente do que homem, então aquela pateta que viu “o príncipe virar sapo” estava ciente do que fazia !? Outros ainda vão dizer que é coisa de mulher adolescente, que quando crescer e se tornar adulta mudará, o que pra mim é uma bobagem feminista porque várias garotas que conheci, inclusive eu, passaram pela adolescência sem esse tipo de valor na cabeça. Quem é bom só procura quem também é bom, e não estabelece juízos e conceitos desprezíveis. Mas, mesmo que essa tese fosse plausível, e as que são adultas e, apesar disso, se juntam com cafajestes ?

Algumas mulheres, ao conhecerem minha visão sobre o assunto, me cobram solidariedade feminina. Ora, como não tenho caráter corrupto e enxergo erros nestas mulheres que se envolvem em dramas assim, não vou mudar minha opinião não !

Uma vez perguntaram para o esplêndido, nobre e exemplar Rodrigo Guizzardi o que faria se uma filha sua que namorasse ou se casasse com um canalha ou bandido estivesse sendo ameaçada ou agredida pelo mesmo. Acho que foi durante uma entrevista à CBS, não me lembro com exatidão. Ele respondeu que, pela criação que daria e pelos valores que passaria, não teria como sua filha namorar ou se casar com um tipo assim, pois saberia, desde cedo, identificar melhor as pessoas dentro da sociedade e praticar efetivamente, para si e os seus, a escolha sóbria daqueles que são decentes e apropriados. Simples, coerente e efetivo !

Que aqueles de genética familiar podre e cabeça de vento nunca ponham filhos neste mundo ! Enquanto a ninhada estiver causando problemas para quem os pariu, tudo bem. A questão é quando atrapalha a pequena parte boa da sociedade !

O Rodrigo foi bem sucedido em tudo que fez, desde as muitas associações nas quais ingressou até as escolhas de amizades, norteado por sua conduta impecável, como homem e como cidadão. Constatei sua imensa e incorrutível sabedoria, disciplina e aptidão. Nunca o vi conviver com gente estúpida , mau-caráter, invejosa, ímproba e oportunista, aquele tipo que dá nojo em quem é do bem. Também jamais o vi envolvido em questões e discussões frívolas e desnecessárias. Independente e convicto, ele sempre defendeu eloqüentemente idéias e nunca hesitou em se envolver em ações importantes. Eu tive o grande prazer de trabalhar com ele no escritório da SkatGS.

Um cidadão perfeito !

Posté par Letícia Batochio, 30 octobre 2004 à 22:03 | Répondre

 

O tempo vai fluindo, a experiência e o conhecimento sobre o que as pessoas são vão aumentando, e você vai aprendendo que se distanciar de certos indivíduos é o melhor a se fazer pois traz mais vantagens que perdas. Dependendo do palerma (e digo que este tipo corresponde à maioria), não nos misturar é uma questão de sobrevivência neste mundo.

Por exemplo, não concordo, em hipótese alguma, com o indivíduo que, pelas mais diversas formas, inclusive a via criminosa, estabelece que a principal valorização das pessoas, da amizade e da vida seja pelo dinheiro. Os elementos que assim se portam merecem punição e reprovação, e ponto final! No entanto, até compreendo a ocorrência deste tipo de deturpação por conta dos rumos que esta sociedade tomou, culpa das próprias populações ao longo da história.

Entretanto, marmanjão que persegue e importuna os outros porque estão fazendo sucesso social ou namorando celebridade ou pegando geral, eu não entendo não! Aliás, qual o mal do outro não deixar este oportunista puxar seu saco!? Por acaso o bobão vai perder dinheiro com isso, vai deixar de passar no vestibular, ou não vai conseguir encher o tanque de seu carro!!?? Em primeiro lugar, é errado valorizar os outros pelo rala-e-rola ou pelo sucesso; nunca vi nenhuma lei, religião, ou ordem moral social que apóie este tipo de conceito. Em segundo lugar, quem é que, em sã consciência, aceitaria um nada na vida, um fracote imbecil, lambendo o chão que você pisa só para ficar junto de quem tem sucesso!!???? Em terceiro lugar, o escremento que se aproxima de você quando está por cima na vida não será o mesmo que estará perto quando você cair; ele não torce por você, pois gostaria de ter para si aquilo que você tem; apenas puxa seu saco para conseguir sucesso por osmose e tentar sair da irrelevância social.

Eu sempre tentei entender como funciona a mente doentia de um idiota destes que ao ter recebido uma óbvia repulsa de quem quer puxar o saco, especialmente quando o alvo da idolatria é um cara inteligente e decente, persegue e pune aquele que se recusou à aproximação do verme. O revoltadinho quer obrigar o outro a ter amizade com ele!!!??? É o cúmulo da idiotice!!!

Homens e mulheres de verdade, maduros e éticos, que praticam o que é certo e não o deixam só na teoria, não valorizam esse tipo de ...“coisa”. Veja as outras atitudes que aqueles que têm o oco de cabeça descrito nos últimos parágrafos tomam na sociedade, a conduta média deles, a falta de maturidade nas ações e nos pensares, a falta de independência de opinião, a inutilidade social que exercem, e vai entender o que afirmo. Se pudéssemos impedir este estorvo de procriar seria uma maravilha para este mundo.

Rodrigo, peço desculpas pelos erros do Brasil e por esse povo ser o que é! Sua abnegação, sabedoria, disponibilidade, integridade, o seu profundo sentido de solidariedade, é um raro exemplo para todos. Todos os atos heróicos deste homem (e agir de uma maneira correta é um ato de heroísmo), alguns verdadeiramente comovente, atestam sua superioridade humana.

Toda e qualquer homenagem ou referência elogiosa destinada a este homem será pouco diante do que é e representa. É uma honra inenarrável mantermos laços estreitos com o Rodrigo, que vão muito além de meras reuniões profissionais, e persistem apesar da distância.

Posté par Elisete Fluck, 04 novembre 2004 à 18:50 | Répondre

 

No fundo todos, da presidência da República ao grupo de varredores de rua de seu bairro, dogmatizam teses para o bem social apesar de, normalmente, conhecerem pouco do que julgam saber muito, sempre criando metas que mexam com as supostas falhas dos outros e nunca com as inúmeras de si. Fazem questão de analisar e condenar o próximo, mas sempre se colocando em uma zona blindada de conforto.

O brasileiro é um babaca por natureza. Ele pensa que sabe das coisas quando na realidade não sabe nada! Exceção a este fato só o Rodrigo!

O Brasil é uma grande “casa da mãe Joana”. As pessoas não respeitam os outros, a ordem instituída, as leis e costumes, aqueles que estão empossados como autoridades .... e os que estão nos comandos e lideranças não se dão ao respeito, não agem nem se comportam em suas funções como deveriam, muito pelo contrário. A única razão concreta que justifica a investidura em algum posto brasileiro só pode ser mesmo a via etária ou a legalidade funcional, porque se for pelas condições morais, inteligência e honestidade, esqueça! Por isso temos este caos culturalizado neste país.

Uma vez mais, quanto a isso, o Rodrigo nos deixa um ensinamento valioso para a vida: sempre respeitar apenas os que são de respeito! Embora estes sejam poucos, com esta meta nunca deixaremos lixo ganhar um âmbito que não é seu. Para as verdadeiras e cruciais decisões que tomamos durante a vida, devemos sempre seguir quem é bom, e não quem se acha bom ou adquire o visual de bom por conta de algum costume social ou investidura legal. Para quem é dono da própria cabeça e sabe raciocinar isso nunca foi problema, mas e para a maioria de boçais e ignorantes?

Assim como na vida e no círculo particular de amizades, na Associação ele sempre ocupou um lugar especial. Sempre fomos encorajados pelos seus conselhos, sua presença permanente na nossa central científica e seu apoio inabalável, em nossos esforços para a formação contínua de qualidade. Hoje os frutos são colhidos.

Posté par Luiz Carlos Hering, 06 novembre 2004 à 20:41 | Répondre

 

Elise, os fatos narrados através de suas palavras, representam o conteúdo de todas as homenagens recebidas pelo Dr. Rodrigo Guizzardi, bem como o pensamento unânime de colegas, amigos e profissionais, de todas as gerações, sobre este notável e inimitável cidadão. Temos o acompanhado com gratidão e apreço pelo tudo que representa para todos e para a própria condição humana, por ser um profissional competente e reconhecido, respeitado na comunidade acadêmica, e por suas qualidades intrínsecas de homem honrado e realizado, de sábio entre os sábios, de alegre e otimista. Ele também tem a virtude de ser muito atraído apenas pelas mais belas mulheres, e que sejam maduras e independentes, bem-sucedidas e realmente inteligentes.

Dentro do infinito de exemplos e ensinamentos que nos passa todos os dias, particularmente destaco o de identificar e se separar de pessoas abjetas, execráveis e ignorantes, uma necessidade imprescindível.

Escolher bem as amizades é fundamental para se ter uma vida boa, sem os contratempos que somente os estúpidos e os de mau-caráter podem nos causar. Este Brasil tem tomado um rumo complicado nas últimas décadas, em que este mero conselho proferido pelos mais velhos de antigamente se tornou uma necessidade vital. Eu diria, levando em consideração como os fatos estão se dando por aí, e de acordo com o nível moral desta animalia que acredita piamente ser um povo, que isso pode ser o diferencial entre a vida e a morte, dependendo do exemplo prático em questão.

O brasileiro é um lixo por vocação, então acontecem situações doentias. Por exemplo, essa gente é tão imbecil, que apesar de falar mal de algum desafeto ou dos seus podres, provavelmente procurando recrutar mais membros para odiar ele, perde um tempão pensando e olhando para o mesmo o dia todo, em vez de recolher a dignidade que julga ter e vazar de uma vez por todas! Agora, se o tal desafeto conquista alguma coisa boa, que dê para si algum tipo de sucesso ou repercussão, o idiota (certamente um oportunista, como bom néscio que é) ainda vai atrás dele para puxar seu saco, pedir desculpas pelo que condenava nele até outro dia, ou conversar e iniciar uma amizade com aquele que pintava como a própria maldade e o equívoco absoluto da humanidade!!!???

Eu, quando me distancio de alguém, não quero papo com o idiota que sei que vai acabar me prejudicando ou causando transtornos e ponto final! E encerro a presença dele na minha vida, sendo que o seu nome não vai virar assunto em minhas conversas, e é só!!! Simples assim!

Este afastamento é bem pensado e pesado, portanto é uma decisão consciente tomada sob conceitos nos quais me firmo com certeza e acredito com convicção. Não sou do tipo, como 95% desse povo estúpido que leva uma briga pra frente só para não baixar a crista – pois sabe que está errado – ou que age com oportunismo e agride quem está em inferioridade, ou pede desculpas para se unir a quem está por cima na vida. Estes valores não têm sentido para mim, ao contrário, só me ajudam a ver com mais detalhes o caráter burro e indigno de quem os pratica e, assim sendo, aumentar minha necessidade de mantê-los longe.

Tem uns filhos da puta que não param de importunar, fazendo questão de vir até você novamente, mesmo anos depois talvez, te enchendo o saco de um jeito ou de outro em vez de ligar o desconfiômetro E IR EMBORA DE UMA VEZ!!! O merda problemático só vai se lembrar disso nos momentos em que você estiver em situação difícil (talvez criada ou endossada justamente pelo imbecil excluído de sua convivência, que não cansa de pensar e falar em você), porque na hora em que estiver bem, lá vem o babaca “pedir desculpas” e puxar o saco ... PORQUE SERÁ QUE MERDA GRUDA COM TANTA FACILIDADE NO SAPATO E SEU CHEIRO SAI COM TANTA DIFICULDADE!??? PORQUE O LIXO SOCIAL NÃO SE LIGA E CAI FORA DE UMA VEZ!??? QUAL A RAZÃO DO POVO BRASILEIRO, DENTRE TANTOS OUTROS PONTOS NEGATIVOS, É ASSIM???

Posté par Cyro Reistad, 14 novembre 2004 à 22:17 | Répondre

 

A sociedade brasileira é formada por gente que passa pela vida sem aprendizado. Os indivíduos, ao se tornarem adultos (pelo menos em tese), enxergam a vida, cultivam os valores, brigam por coisas e por situações, possuem uma maturidade, e demonstram a capacidade de raciocínio, de alguém com 9 anos de idade ! Com relação a este último item, até que são muito bons ao raciocinar, mas apenas para passar a perna no outro, transmitir suas responsabilidades para terceiros, ou justificar os erros que sabem que cometeram, ocasiões estas onde o raciocínio é concatenado com rapidez absoluta (afinal treinaram desde criança para se livrar dos problemas que causam e para transferir suas obrigações, então adquiriram grande experiência na mentira e na safadeza) porém defendendo aspectos e demonstrando a incapacidade de assumir seus atos como uma criança com 9 anos.

Curioso, embora previsível considerando-se a imbecilidade nacional, é que todo mundo se encaixa nesta crítica, mas todos acham que só servem para os outros e nunca para si !???

Eu até não veria problemas em não mudar de visão e de postura no decorrer da vida caso, desde seus 9 anos de idade até a fase adulta, a pessoa tivesse a excelência moral e intelectual de um Rodrigo Guizzardi, que conhece as pessoas e a realidade social como ninguém, e pensa e pesa as situações, muito bem diga-se de passagem, antes de tomar seus posicionamentos e decidir. Não é por menos que não falha ao escolher suas amizades e locais de convivência. Mas sabemos que não é assim que se dá com esta sociedade, e que o Rodrigo, sua percepção e sabedoria, se apresentam como exceção. Em outras palavras, como as pessoas não mudam para melhor com a aquisição cronológica, a inaptidão, a desonestidade, a irresponsabilidade, e o despreparo são as bandeiras dessa gente “adulta” mas com necessidades e mentalidade infantis, e, com isso, nosso país perde !

Só li verdades em seu texto ! Não conheço ninguém neste mundo inteiro que mereça tantas menções honrosas e reconhecimentos além do Rodrigo. Ele está totalmente fora da realidade brasileira, e deveria virar matéria obrigatória em toda escola ou universidade como exemplo de atitude e de pensamento e de retidão moral.

Posté par Paulo Henrique Alessi, 07 décembre 2004 à 20:11 | Répondre

 

Como vai querida Elise? Quanta saudade!

As pessoas fazem exatamente isto, falam mal de políticos e clamam por moralização social, mas se portam do mesmo modo assim que a oportunidade aparece. O brasileiro é aquele que fala : “todo brasileiro é um ladrão em potencial! eu mesmo roubei a autoria desta frase de alguém” kkkkkkk Observe-o, e constate!

Realmente o Rô não faz nada de extraordinário, apenas cumpre com os quesitos de boa coexistência e pratica os conceitos que toda instituição séria e todo humano íntegro deve praticar. Como todo mundo sabe apontar o que é certo mas, hipócritas e com má formação moral que são, ninguém pratica o que deve ser feito, os atos do Rodrigo acabam tomando uma dimensão excepcional, o que lhe garante os reconhecimentos e gratidões mais que justos, vindos sempre de quem está cima do padrão social brasileiro, é claro, pois são os que não se contaminaram pela cultura de desonestidade e futilidade que no Brasil imperam, e conseguem, com sinceridade, enxergar e valorizar o que é certo e justo. O Rô faz, pensa e age da maneira que deveria ser obrigatória para todo cidadão que queira ser compreendido como tal. Só isso! Como ninguém presta neste país, como ninguém faz o correto neste lamaçal, ele se torna singular, um verdadeiro herói! Cá entre nós, não é difícil entender o motivo deste país ser como é ... a cara desta terra é o espelho do seu povo.

Ninguém nunca pôde falar nada de ruim ou depreciativo que atinja a ilibada e virtuosa imagem do Rodrigo Guizzardi, sua postura moral imaculável, seu caráter como homem, suas verdades indiscutíveis, sua hombridade ímpar, suas atitudes e pensamentos exemplares.

Para nós foi sempre um prazer estar entre amigos, felizes por compartilhar momentos preciosos onde nossas conversas proveitosíssimas foram pontuadas por sua sabedoria incalculável e sua expansividade sedutora, especialmente quando trabalhamos juntos em Manchester. Talvez ele não saiba, mas foi inspirada nele que decidi o rumo da minha vida. Hoje fico muito orgulhosa ao saber que o seu exemplo tão profissional, honesto, sóbrio e competente não serviu só pra mim, e inspirou diversas outras pessoas.

Com estas palavras apenas gostaria de dizer com toda a sinceridade ao nosso Rodrigo que todos nós, aqui e no Brasil, somos um orgulho só ao termos essa divindade em nosso convívio. Parabéns por tudo Rodrigo, você merece!

Posté par Valeria Campbell, 17 décembre 2005 à 18:49 | Répondre

 

Reafirmo, o Rodrigo é o único dentre os nascidos ou viventes em Espírito Santo do Pinhal, e um dos poucos no Brasil, contra quem nada, absolutamente nada de imoral, de desonesto, de malandragem, de ocioso, de estúpido, de imaturo, de oportunista, possa ser dito !

Eu sempre achei curioso o fato de maus elementos nascidos em outras cidades, quando vão viver em Pinhal (geralmente por conta de trabalho nos mais diversos serviços prestados pelo poder público), na maioria das vezes pedir permanência neste município além do período previamente determinado, por terem criado raízes e se integrado a esta sociedade. Existe alguma coisa em Pinhal que faz com que o corrupto e o mau-caráter queiram continuar nela ! Acredito que seja uma questão de semelhança moral, ou de covardia mesmo por não baterem de frente com quem erra.

Meu pai e meu tio já haviam me alertado sobre isso quando ainda era pequena, e de fato foi o que comprovei. Na época do colégio, em Rio Claro, antes de ir para Pinhal, alguns colegas, inclusive um pinhalense, me disseram que essa cidade é terra de gente sem vergonha. Bom, o que sei é que depois de muita paciência em 22 anos, eu e meu marido caímos fora ! Apesar de alguns bons momentos, chegou uma hora que o comportamento médio moral e a podridão mental do pessoal desta terra começaram a ser um problema, e nós já não conseguíamos mais ter passividade para “ouvidos de mercador”, e aquilo começou a nos cansar.

O tempo vai passando, e tudo vai te desgastando, até que num dia a paciência rotineira, aquela entendida como normal para sobreviver em sociedade e conviver com os outros, se demonstra como insuficiente e se esgota. Talvez isso tenha a ver com o tipo de criação que recebi, e da passagem de valores e de exemplos familiares que tive. O que sobrou em elevadas e preciosas lições para mim, pateticamente faltou naquela gente, as quais, na minha visão, nem deveriam ter participação social pelo que são.

Já pedi desculpas ao Rodrigo Guizzardi, e aqui as reafirmo, pelos obstáculos óbvios de ter vivido em um local de pessoas problemáticas assim. Peço desculpas pelo constrangimento de um dia ter tido que conviver com a imensa deficiência moral dos pinhalenses, e com a lacuna de bons valores desse povo. Mas, que a verdade seja dita, esse sim é aquele tipo de diferença que justamente o exalta e o identifica em meio à massa acéfala. Seres especiais, absurdamente acima da média como ele, merecem algo bem melhor e, com muita justiça, de fato é assim que tem sido para com sua vida, simplesmente o que nunca estaria ao alcance dos meros mortais !

Felizmente somos diferentes da ordem vigente. E que continue assim, porque tolerar mau-caratismo e desonestidade não consigo não. Mantê-los por perto, é garantir o surgimento de problemas e dificuldades, desnecessários, fúteis e injustos, em nossos caminhos. Me sinto mal perto da gentalha de índole suja, com personalidade corrompida, vazia de conteúdo, com valoração de um animal. É simplesmente isso.

Posté par Andrea Frasson, 29 janvier 2005 à 21:43 | Répondre

Reconhecidamente a única pessoa, de Espírito Santo do Pinhal ou de qualquer outro lugar, da qual ninguém, indiscutivelmente ninguém, falou uma única letra sequer que comprometesse moralmente sua conduta perfeita de vida, ou que desabonasse sua trajetória impecável e exemplar. Ninguém nunca pronunciou em momento algum, nem nunca pronunciará, uma só vírgula que atingisse a honestidade, a maturidade, a perfeição de caráter e de atitudes, o espírito leve e sadio, a condição de estudante, de trabalhador, de cidadão ou de homem, e a mentalidade superior e sábia deste cidadão incomparável!

Lamentável que os outros componentes de nosso meio social não consigam reproduzir ao menos a metade das qualificações íntegras do Rodrigo Guizzardi, e nossos grupos sociais, portanto, permaneçam sendo do jeito que tanto nos incomoda e constrange.

Se pudéssemos afastar, E DAR UM FIM, nessa gente prejudicial, e providenciássemos a reprodução de cópias apenas de Rodrigos Guizzardis, todos os problemas culturais, nocivos, doentios, corruptos e perniciosos a uma sociedade decente, virariam lenda, apenas um mito, um mero mundo fantasioso cheio de misticismos, superstições e explicações fáceis, para os membros de comunidades impolutas, dignas e ideais.

Posté par Adriana Mendonça Krigsner, 21 mars 2005 à 18:12 | Répondre

 

 

Sabemos que a personalidade de uma pessoa é o resultado de sua genética familiar com o meio em que vive, o que, por si só, já explica totalmente esta realidade deteriorada deste país, essa corrupção, idiotice, incompetência, e frivolidade, endêmicos nesta terra devastada. E isso só torna mais incrível o fato de ainda surgir deste lamaçal humano alguém do patamar inalcançável do Rodrigo Guizzardi.

O normal é que um elemento nascido no Brasil, à vista disso, um indivíduo portador de uma genética que deveria ser extirpada, e vivente em ambientes (onde quer que esteja) seguramente impróprios, e, ainda por cima, sendo estimulado diuturnamente a acreditar em valores como o de levar vantagem em tudo, de ser malandro e fútil, de vencer fazendo a coisa errada e se sentir inteligente, de agir com oportunismo e desonestidade, de ser irresponsável e não assumir o que quis fazer, não sairia diferente e praticaria o que conhece do mundo.

O natural é que se inspirem, incorporem e reproduzam os péssimos exemplos existentes em volta, no caso do Brasil maciçamente em todo lugar que se vá (ora, e é isso mesmo que acontece), afinal esta é a realidade! E se é a realidade, então é o certo, e acaba virando a ordem vigente!

Impressionante o Rodrigo ser imune a toda essa enfermidade!!! Extremamente valioso, simplesmente irretocável, e possuidor de um brilho próprio e intenso, que o destaca em meio aos comuns e o ressalta aos olhos de quem sabe reconhecer algo decente quando vê. Para sempre iluminará nossas mentes e corações.

Duas semanas atrás meu pai ainda conversou comigo sobre isso, repetindo mais uma vez o mantra “como é que pode sair alguém como o Rodrigo deste lixo chamado Brasil!??? eu achava que gente como ele já não existisse mais!!!”

Posté par Ricardo Mitre, 08 août 2005 à 21:08 | Répondre

 

Taí um sujeito de classe! Único dentro desta sociedade composta exclusivamente por estivadores, meretrizes, bêbados e lavadeiras. Incrível como os estudos e o avanço cronológico (o famoso ganho de experiência de vida) não fazem a diferença nas situações práticas, e o quanto todos se nivelam nos valores, na falta de integridade, e nas futilidades. Eu diria que o aumento de conhecimento apenas dá mais raciocínios para a feitura de outras tantas coisas erradas, e mais verbalidade para justificá-las. Todos sabemos que na prática a teoria é outra, mas em se tratando dos brasileiros, a teoria não é nem lembrada, nem mesmo como uma norma programática.

Taí um homem essencialmente nobre! Destoa radicalmente deste povo de ética seletiva, enganador, ímprobo e hipócrita, cujas “atitudes bonitas” têm hora e platéia específicas para aparecer, cujas fundamentações variam conforme os interesses pessoais, cujas falas e gestos têm mais a ver com a oportunidade criada do que com convicção moral. E os políticos é que estragam o país...

Está mais que certo o Rodrigo ao não se misturar. É uma questão de sobrevivência neste mundo que está aí. Devemos zelar pelos nossos caminhos e optar pelo que existe de melhor, sempre! Eu é que não quero a presença dessa ralé toda, vil e traiçoeira, por perto.

Grandiosidade, nobiliarquia, prestígio e magnificência são privilégios endêmicos de pouquíssimos neste mundo, como ele. Um homem fundamentalmente franco, incorruptível, extrovertido e sensato, provido de grande honestidade intelectual.

Bravíssimo Rodrigo, me desculpe pelo povo brasileiro ser o que é.

Posté par Mara Lúcia Curiati, 10 juin 2009 à 19:14 | Répondre

 

 

14 septembre 2004

Heróis da vida real.

 

Na nossa sociedade já é difícil encontrar pessoas capazes de independência de opinião e, principalmente, corajosas o suficiente para sair da zona de conforto do ficar, sem riscos, dentro da média, para contestar a ordem vigente e oferecer visões alternativas inteligentes e plausíveis.

Quando há um sistema social ou político, instalado à força ou dogmatizado, em uma certa área ou tempo, fica pior pensar, ser ou agir de maneira diferente e soberana. Se o tal regime for extremista, em nome da manutenção da ordem dos que comandam a situação e da preservação da ética que está vigorando naquele momento, provavelmente quem não se inserir no contexto será institucionalmente perseguido, excluído, detido, ou até morto.

O Holocausto foi a expressão final da desumanidade do homem, com apenas traços de bondade para iluminar aquela escuridão, um tempo de terror esmagador e de sofrimento duradouro.  No entanto, houveram algumas ações de coragem e compaixão durante esta prática de perseguição. 

Muito se sabe sobre o papel salvador do notório industrial alemão Oskar Schindler, imortalizado no belo filme dirigido por Steven Spielberg e escrito por Steven Zaillian, "A Lista de Schindler", de 1993, baseado no romance "Schindler's Ark" escrito por Thomas Keneally. Ele era um nazista e um empresário naquela época, mas atendeu ao chamado de sua consciência. Inicialmente procurou lucrar com a invasão alemã de 1939 da Polônia, escondendo judeus ricos e empregando cerca de mil trabalhadores escravos semitas baratos para sua fábrica de munições. Contudo, espantado com a imensa brutalidade do nazismo, começou a proteger seus trabalhadores sem qualquer consideração pelo custo. 

Schindler contrabandeou crianças de guetos, e também usou suas conexões nos altos escalões para que centenas fossem transferidos para uma fábrica adjacente. Com sua eloqüência persuasiva e seu lendário encanto, ajudou seus "Schindlerjuden" ("Judeus de Schindler", como vieram a ser conhecidos) a saírem de situações difíceis, alegando que deficientes, mulheres, crianças e trabalhadores não qualificados eram vitais para o seu negócio. Quando morreu sem dinheiro aos 66 anos, tendo gasto todas as suas riquezas no final da guerra e tendo fracassado em seus negócios posteriores, ganhou a gratidão perpétua de seus judeus. Ele é o único nazista a ser enterrado em um cemitério em Jerusalém.

Porém, outros também se destacaram pela iniciativa e coragem de, apesar dos grandes riscos, auxiliarem os perseguidos e enfrentarem o regime opressor daquele período. Muitos de seus atos foram despercebidos e não reconhecidos durante suas vidas, mas vários foram homenageados pelo memorial Yad Vashem de Israel com o título "Justo entre as Nações" ou "Gentios Justos", reconhecendo aqueles não-judeus que ajudaram a salvar semitas do Holocausto.

Aqui discorro sobre alguns dos homens e mulheres extraordinários que, com grande risco pessoal, agiram para salvar vidas.

 

Raoul Wallenberg

Imediatamente após sua chegada como primeiro-secretário da embaixada sueca em Budapeste, em julho de 1944, Wallenberg usou seu status diplomático para emitir passaportes especiais para milhares de judeus, identificando-os como cidadãos suecos à espera de repatriamento e, assim, impedindo sua deportação para os campos de extermínio. Muitas vezes ele intervinha pessoalmente para obter a libertação desses portadores de passaportes, incluindo aqueles com documentos falsos, dentre os que foram forçados a marchar em direção à fronteira austro-húngara para deportação, salvando tantas vidas quanto possível. Ele até alugou dezenas de prédios para abrigar cerca de 10.000 refugiados judeus, colocando em suas entradas identificações falsas como "Instituto Sueco de Pesquisa" ou "Biblioteca da Suécia", e pendurando a bandeira do país nórdico para evitar a detecção. A este sueco de voz suave é creditado o resgate de mais judeus do que qualquer outro país ou salvador, cerca de 100.000 deles. 

Infelizmente ele foi incapaz de salvar a si próprio. Em janeiro de 1945, sob a acusação de ser espião da OSS, agência de inteligência dos Estados Unidos precursora da CIA, foi levado pelas tropas do Exército Vermelho para uma prisão soviética, onde teria morrido em 1947, embora as circunstâncias exatas de sua morte ainda não estejam muito claras.

Andre Trocmé

O pastor protestante francês André Trocmé, como líder espiritual da cidade de Le Chambon-sur-Lignon e como um homem claramente impulsionado por convicções éticas e religiosas, falou contra a discriminação enquanto os nazistas ganhavam poder na fronteira com a Alemanha, e pediu repetidamente à sua congregação para ajudar a proteger o povo judeu.

Quando os nazistas ocuparam a França, ele e sua esposa Magda providenciaram o resgate de 3.000 a 5.000 semitas fugindo da perseguição nazista. Sob sua liderança, muitas famílias privadas dispostas a acolher refugiados e crianças foram localizadas, e as escolas da cidade se prepararam para um aumento súbito no corpo discente. Seus corajosos esforços fizeram de Le Chambon e das aldeias vizinhas um refúgio único na França ocupada pelos nazistas. Apesar dos rumores de sua iminente prisão, ele encorajou sua congregação a "fazer a vontade de Deus e não a dos homens".

Em janeiro de 1971, Yad Vashem reconheceu André e Magda Trocmé como "Justos entre as Nações". Alguns meses depois veio a falecer.

Giovanni Palatucci

Membro do Partido Nacional Fascista, em 1932 Palatucci obteve a licenciatura em Direito na Universidade de Turim, em 1936 se tornou vice-comissário de segurança pública, e em 1937 foi transferido para a sede da polícia de Fiume (atual Rijeka, Croácia) como gerente de escritório estrangeiro e depois como comissário e regente superintendente.

Quando as leis anti-judaicas foram promulgadas em 1938, ele usou sua autoridade como chefe do Escritório de Estrangeiros para forjar papéis de viagem que permitiram a centenas de semitas que fugissem da perseguição na Europa Oriental e se instalassem em Fiume, às vezes até lhes proporcionando fundos. Seus esforços tornaram-se mais arriscados em 1943, quando o governo de Mussolini caiu e os nazistas ocuparam seu lugar. Para contrariar a ação do comando alemão, Palatucci proibiu a emissão de certificados para as autoridades nazistas a menos que explicitamente autorizado, para que pudesse ter conhecimento prévio de ataques e ser capaz de dar aviso prévio, e destruiu registros documentados de cerca de milhares de refugiados, salvando-os de uma morte segura em campos de concentração. Quando suas atividades foram descobertas em 1944, foi preso pela Gestapo, e enviado para Dachau, onde morreu dois meses antes da libertação do local.

Nicholas Winton

Em 1939, o corretor de bolsa de valores britânico Nicholas Winton visitou Praga, a convite do seu amigo Martin Blake, que estava envolvido em trabalhos humanitários com judeus, e ficou alarmado com o afluxo de refugiados, ameaçados pela invasão nazista iminente. Ele notou que os campos de refugiados montados pela equipe britânica estavam lidando principalmente com idosos e outros adultos vulneráveis, mas nada estava sendo feito para as crianças. 

Winton entrou em contato com a Refugee Children's Movement (RCM), em Londres. A missão dessa organização era conseguir alojamento e uma quantia de dinheiro que o governo britânico requisitava como garantia para aprovar a entrada de refugiados europeus perseguidos pelo nazismo. Então ele assumiu a responsabilidade de organizar o "Kindertransport" ("transporte de crianças", em alemão) tcheco, conseguindo salvar 669 crianças em oito trens antes do início da Segunda Guerra Mundial, e encontrando pais adotivos para eles na Inglaterra e na Suécia. Um nono trem com 250 crianças deveria ter partido em setembro de 1939, mas a data coincidiu com a declaração de guerra do governo britânico à Alemanha, de modo que o trem não saiu e as crianças não foram vistas novamente.

Suas façanhas só se tornaram conhecidas em 1988, quando sua falecida esposa descobriu listas de crianças e cartas de seus pais no sótão. Conhecido como "Schindler da Grã-Bretanha", Winton atualmente vive em Maindenhead, na Grã-Bretanha. Foi nomeado cavaleiro em 2002.

Chiune Sugihara

Embora Sugihara tenha sido nomeado vice-cônsul do consulado japonês em Kaunas, na Lituânia, em 1939, seu principal dever era manter as forças japonesas informadas sobre os movimentos de tropas soviéticas e alemãs. 

Após a invasão soviética da Lituânia em 1940, os judeus polacos e lituanos tiveram dificuldade em obter visto de saída, tornando-se inseguro viajar e difícil encontrar países que os emitissem. Sugihara telegrafou ao Ministro do Exterior em Tóquio, explicando a situação dos judeus, para solicitar a permissão de conceder vistos de trânsito, recebendo negativas por três vezes. Sem nenhuma motivação discernível, a não ser fazer a coisa certa, começou a emitir vistos para todos os que se candidataram, incluindo aqueles que não cumpriam os requisitos de imigração, permitindo-lhes entrar no Japão por até 15 dias, em violação direta das ordens superiores. Mudou-se para Berlim quando os soviéticos exigiram que o consulado fosse fechado. A caminho da estação de trem, ele continuou a dar vistos para uma multidão de refugiados desesperados em torno de seu carro. Como muitos passaportes permaneceram sem carimbo quando ele embarcou no trem, jogou o selo oficial para a multidão. Seus atos altruístas salvaram milhares e milhares de judeus.

Sua desobediência provocou a interrupção de sua brilhante carreira diplomática ao ser dispensado pelo governo japonês. Em 1985, Sugihara foi homenageado como "Justo entre as Nações" pelo governo israelense. Veio a falecer no ano seguinte. 

Maximilian Kolbe

Comovente e corajoso o sacrifício deste padre franciscano que tinha estabelecido a Militia Immaculata, um grupo missionário que espalhou a fé católica através do mundo. Ele montou mosteiros na Polônia e no Japão, abriu um seminário e até estabeleceu sua própria estação de rádio.

Quando o Terceiro Reich invadiu a Polônia, Kolbe abriu as portas de seu mosteiro e lá escondeu 2.000 refugiados judeus. Os alemães ficaram sabendo das suas atividades, o prenderam em 1941, e o enviaram para Auschwitz.

Um prisioneiro escapou do campo durante o primeiro ano de Kolbe no local. Por conta disso, os nazistas decidiram punir dez homens aleatórios enviando-os para o Bloco 13, onde seriam despojados e morreriam de fome na escuridão total. Um destes homens foi Francis Gajowniczek, um sargento do exército polaco, que começou a implorar por sua vida mencionando sua esposa e filhos, quando escolhido para a punição. Neste instante, o padre Kolbe deu um passo à frente e se ofereceu para tomar o lugar de Gajowniczek, com a concordância do comandante. Ele foi enviado ao bloco de tortura, sem se desesperar. Pelo contrário, conduziu os outros homens em oração e canção. Três semanas mais tarde, Kolbe ainda vivia. Querendo terminar as coisas, um verdugo injetou nele uma seringa cheia de ácido carbólico.

O franciscano foi canonizado em 1982 e foi descrito pelo Papa João Paulo II como "Santo do Nosso Século Difícil".

Irena Sendler

Como simpatizante judeu desde a infância, a assistente social Irena Sendler e seus amigos produziram milhares de documentos falsos para ajudar as famílias judaicas antes de se juntarem ao grupo de resistência Zegota (Conselho de Ajuda aos Judeus). Após sua nomeação como chefe do departamento infantil da Zegota, ela organizou o contrabando de cerca de 2.500 crianças do gueto de Varsóvia e colocou-as em famílias polonesas, conventos e orfanatos. Ela deu a cada criança uma nova identidade e registrou cuidadosamente seus nomes e colocações para que pudessem ser devolvidas aos parentes sobreviventes após a guerra. Além disso, também levava alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.

Seu trabalho foi interrompido quando foi presa, torturada e condenada à morte pela Gestapo, em 1943. No entanto, foi resgatada com sucesso pela Zegota antes de sua execução. Ela então se escondeu e retomou seu trabalho com crianças judaicas pelo restante da guerra. Em 2003, recebeu a mais alta distinção civil da Polônia, a Ordem da Águia Branca. 

Posté par Elise Dawson

 

 

Veja também :

Para reparar a honra ofendida.

A grande inundação.

Mitologia aborígene.

Uma antiga religião persa.

Captura de embarcações.

 

 

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Eu conheço a história do soldado soviético Alexander Pechersky, comandante do movimento de resistência do campo de extermínio de Sobibor e idealizador de uma tentativa de fuga dele.

Depois de decidir que um túnel não funcionaria, Pechersky começou a planejar uma revolução armada. A idéia era atrair oficiais alemães para oficinas, com a promessa de receberem presentes como botas e casacos, que seriam atacados lá dentro por homens com machados e facas. Com os oficiais retirados, os judeus se armariam, atacariam o restante e fugiriam.

Em 14 de outubro de 1943, os conspiradores começaram a dar fim aos guardas, um por um. Depois que a maioria foi eliminada, um dos homens de Pechersky cortou a eletricidade do acampamento, impedindo qualquer pessoa de pedir ajuda por rádio. Mas, de repente, um dos guardas avistou um oficial morto e, após o alarme, os alemães restantes começaram a disparar contra os prisioneiros, o que fez com que Pechersky iniciasse a rebelião mais cedo do que imaginava. Nos próximos minutos, o campo estourou em tiros. Enquanto alguns prisioneiros atacavam, a maioria escalou as cercas de arame farpado do acampamento.

Numerosos prisioneiros morreram enquanto corriam pelos campos minados ao redor, e dos 300 fugitivos, cerca de cinqüenta sobreviveram à Segunda Guerra Mundial.

Pechersky retornou para casa vivo, mas a União Soviética não era muito melhor do que Sobibor. Em 1948, durante a perseguição de Stalin aos judeus, conhecida como a campanha "Cosmopolitas sem raízes", dirigida aos que supostamente careciam de verdadeira lealdade e compromisso com o stalinismo e a União Soviética, Pechersky foi preso junto com seu irmão até a morte de Stalin. Ele passou o resto de sua vida por trás da Cortina de Ferro, até morrer em 1990.

Posté par Isadora Bernardelli, 14 septembre 2004 à 18:14 | Répondre

 

"Justos entre as Nações" é uma expressão do judaísmo usada para se referir tradicionalmente a todos aqueles de confissão não-judia ou estrangeiros, também chamados de gentios ou noajidas, que merecem respeito pelo comportamento moral compatível com as Sete Leis de Noé e, de acordo com essa crença, uma recompensa divina os espera.

Após o estabelecimento do Estado de Israel, esta expressão também designa oficialmente um programa de reconhecimento de distinção, aprovado por uma lei de 1953 pela Knesset (parlamento israelense). Desenvolvido a partir de 1963 pelo Yad Vashem, uma instituição criada para homenagear as vítimas e heróis do Holocausto (ou Shoah), a fim de conceder a mais alta honraria para aqueles que, sem ser de confissão ou ascendência judaica, prestaram apoio de modo altruísta e singular às vítimas judias quando da perseguição empreendida pelos regimes totalitaristas europeus, antes e durante a II Guerra Mundial.

O título é conferido, junto com outros privilégios, em nome do Estado de Israel e do povo judeu na forma de um diploma certificado e da chamada "Medalha dos Justos", em que aparece inscrita a frase do Talmude "Quem salva uma vida salva todo o universo."

Posté par Ailton Lorenzetti, 14 septembre 2004 à 19:36 | Répondre

 

Alguns dos piores horrores do Holocausto foram perpetrados por médicos como Josef Mengele. Outro médico, o polonês Eugene Lazowski, que salvou vidas criando uma falsa epidemia, se tornou herói. Residente com sua família em Rozwadow, Polônia, literalmente ao lado de um gueto judeu, o Dr. Lazowski era membro da Cruz Vermelha Polonesa, e ocasionalmente esgueirava-se pela cerca durante a noite para ajudar os doentes e feridos.

No entanto, sua façanha mais impressionante foi enganar os nazistas para que pensassem que Rozwadow era um ponto de acesso para doenças. Seu amigo e colega, Stanislaw Matulewicz, descobriu que se injetar em um paciente saudável bactérias mortas, este resultaria positivo em análises para a doença do tifo, mesmo não experimentando os sintomas. Aproveitando a oportunidade, Lazowski conspirou com Matulewicz para "infectar" os cidadãos de Rozwadow, enganando os alemães para pensarem que a cidade estava afetada por uma epidemia. Depois de injetar em seus pacientes, os dois enviaram o sangue para a Alemanha.

Quando os médicos nazistas souberam da falsa epidemia se apavoraram devido a grande expansão de contágio e começaram a colocar em quarentena a área, o que salvou 8 mil judeus de serem enviados a campos de concentração. Lazowski e Matulewicz mantiveram o plano em segredo completo o tempo todo, recusando-se mesmo a dizer para suas esposas.

Quando os alemães descobriram o jogo de Lazowski, o médico fugiu, imigrando para Chicago no final dos anos 50, onde se tornou pediatra.

Posté par Wagner Bailey, 14 septembre 2004 à 20:29 | Répondre

 

Um dos exemplos mais famosos da resistência judaica é a revolta de Auschwitz de 1944. Em 7 de outubro, várias unidades sonderkommando (os prisioneiros encarregados da eliminação de corpos) se armaram com machados, armas pequenas e bombas caseiras. Os homens travaram uma breve batalha com os SS, e mesmo tendo sido derrotados ao final, sua rebelião foi um triunfo do espírito humano, um triunfo que não teria sido possível sem Roza Robota.

Ela trabalhava no depósito de roupa adjacente ao Crematório III, onde se queimavam os corpos das vítimas assassinadas nas câmaras de gás. Rapidamente ela fez contato com os planos de revoltas internas e tornou-se instrumento para uma insurreição, onde lhe foi atribuída a tarefa de contrabandear pólvora para fora da fábrica de explosivos, com mais de vinte mulheres. Elas escondiam pólvora em caixas de fósforos e passavam para o sonderkommando chamado Wróbel, que também era militante da resistência, e escondia os explosivos em carros usados para eliminar cadáveres. O material foi utilizado para fabricar granadas rudimentares que ajudaram a explodir o crematório durante a revolta. Esse trabalho de contrabando durou um ano e meio até que os sonderkommando lançaram um ataque contra os guardas alemães.
A revolução foi de curta duração, devido a existência de um agente duplo e alguns componentes que recuaram sob pressão, e Robota e três aliadas foram descobertas. As mulheres foram espancadas e eletrocutadas, mas nunca revelaram seus cúmplices. Finalmente, em 6 de janeiro de 1945, elas foram conduzidas à forca.

Posté par Vanessa Emerich, 14 septembre 2004 à 20:48 | Répondre

 

Dos onze milhões de vítimas do regime nazista seis milhões eram judeus. Dentro deste mar de sacrifícios incluem-se intelectuais, artistas, ciganos e raças tidas como inferiores, homossexuais, grupos religiosos, deficientes mentais e físicos, e prisioneiros de guerra.
Justas homenagens a extraordinários heróis, líderes, diplomatas, cientistas, militares, partidários, servidores públicos, os incontáveis resistentes e resgatadores, e todos os indivíduos que ajudaram, oferecendo a própria vida como lamentavelmente foi com tantos, para erradicar o período mais escuro da história e livrar os que estavam sendo exterminados.

Posté par Saul Lerner, 14 septembre 2004 à 21:36 | Répondre

 

Já ouviu falar em Witold Pilecki ?

Enquanto a maioria das pessoas foi jogada em Auschwitz contra sua vontade, o polonês Capitão Witold Pilecki se ofereceu para ir, como um agente secreto enviado para organizar a resistência e documentar os horrores por trás das cercas de arame farpado. Sob o pseudônimo de Tomasz Serafinski, deixou-se prender em 1940 e foi enviado para o campo de concentração, onde foi colocado para trabalhar carregando rochas.

Ele forneceu a seus companheiros comida e roupas, e preparou-os para uma revolta. Ao longo de dois anos e meio, o movimento de resistência de Pilecki ganhou 1.000 membros, todos prontos para lutar por sua palavra.

Quanto ao trabalho de deixar o mundo saber o que estava acontecendo dentro de Auschwitz, a maioria acreditava que o acampamento era apenas um centro de detenção na época. Ao contrabandear informações para os membros do governo polonês em Londres, Pilecki alertou o mundo para as pilhas de cadáveres crescentes e as câmaras de gás. No início usava trabalhadores que eram enviados para fora do acampamento para levar as mensagens. Surpreendente foi que conseguiu construir seu próprio transmissor de rádio a partir de sucatas deixadas ao redor do acampamento, pelo qual passava seus relatos dos horrores que testemunhou.

Pilecki foi forçado a fugir, porque os nazistas estavam em seu encalço e também porque queria pessoalmente convencer os Aliados a apoiarem seus planos para uma revolta. Conseguiu a fuga em abril de 1943, mas não logrou êxito em convencer os Aliados ou a resistência polonesa para libertar o campo de extermínio. Ainda assim, Pilecki desempenhou um papel fundamental na Revolta de Varsóvia de 1944.

Infelizmente, depois que Hitler foi derrotado, Pilecki foi preso por espionagem pelo novo governo polonês comunista. Em abril de 1947, ele tinha começado a coletar evidências de atrocidades soviéticas no processamento de poloneses (a maioria, membros da resistência polonesa e do segundo corpo policial) e aprisionamento ou execuções em campos soviéticos. Ele foi torturado e executado em 1948, e seu nome foi suprimido durante anos pelo estado totalitário.

Posté par Miguel Gerdau, 14 septembre 2004 à 22:05 | Répondre

 

Afligido pelo que ele pessoalmente viu de barbaridades nazistas contra os judeus durante sua visita de Berlim em 1935, como correspondente estrangeiro para uma revista americana, o jornalista estadunidense Varian Fry, educado em Harvard, começou a ajudar e a angariar fundos para movimentos contrários aos nazistas.
Após a invasão da França em 1940, ele foi para Marselha e dirigiu uma elaborada rede de resgate em oposição direta a autoridades francesas e até mesmo a algumas americanas. Apesar de estar sob vigilância constante do regime de Vichy, conseguiu obter vistos com a ajuda do vice-cônsul americano em Marselha, Hiram Bingham IV, para cerca de 3.000 refugiados e judeus escaparem para Portugal neutro antes de fazer o seu caminho definitivo para os Estados Unidos.
Poucos meses antes de sua morte, em 1967, a França apresentou-lhe a Legião de Honra por seu heróico trabalho em Marselha de 1940 a 1941. Fry foi homenageado postumamente por Yad Vashem em 1996, o primeiro americano a ser listado como "Justos entre as Nações".

Posté par Fernanda Medeiros, 15 septembre 2004 à 19:30 | Répondre

 

Acho que poucos conhecem esta curiosidade irônica.

Quando se ouve o nome "Göring", logo se pensa no infame Hermann Göring, segundo no comando da Alemanha nazista. No entanto, Hermann não era o único membro de sua família envolvido no Holocausto. Seu irmão mais novo, Albert, também estava fortemente envolvido, só que salvando vidas em vez de destruí-las !

Albert odiava o partido nazista. Como diretor de exportação de uma fábrica de armas, fechava os olhos quando seus trabalhadores roubavam armas para combater os nazistas. Na verdade, ele doou grandes somas de dinheiro para o movimento de resistência e foi responsável por furtar judeus e não-judeus do alcance do Terceiro Reich. Chegou a levar pessoalmente um produtor de filmes austríaco à liberdade, ajudando-o a escapar na hora certa. Em certa ocasião, enganou o comandante de Dachau para que liberasse um membro da resistência enviando-lhe uma ordem no cabeçalho que carregava o nome de Göring.

Mas o que é ainda mais surpreendente é que a Gestapo sabia exatamente o que Albert estava fazendo. Eles mantinham um arquivo sobre o jovem Göring e poderiam tê-lo preso em várias ocasiões. Mas em cada vez, o irmão Hermann ordenava a liberação de Albert.

Depois que a guerra terminou, os Aliados não acreditaram na história de Albert. Com a esperança de provar sua inocência, Albert fez uma lista de 34 figuras famosas que salvou durante o governo de Hitler. Foi então libertado, apenas para ser preso novamente, desta vez pelos tchecos. Finalmente foi liberado de qualquer erro e para sempre em 1947, mas graças ao legado de seu irmão, Albert não conseguiu começar uma nova vida, e morreu pobre em 1966.

Posté par Adam McKay, 15 septembre 2004 à 21:41 | Répondre

 

 

22 août 2004

Combatendo nas guerras dos outros.

 

Em sua trajetória, o ser humano tem destinado boa parte de suas energias em um competente e coordenado esforço vocacional para destruir a humanidade, e até o próprio planeta, sob as mais diversas e amplas maneiras, dentre as quais está a guerra, um fenômeno de grandes proporções tão antigo quanto a própria existência hominídea, sendo o domínio das terras e a disputa por riquezas suas principais causas, e que traz graves conseqüências como resultados.

Os animais têm sido vastamente domesticados (portanto contra a vontade inerente dos seres pela liberdade, como muitos afirmam) no intuito de serem utilizados para atender aos vários interesses do homem (muitos deles importantíssimos para sua própria existência e desenvolvimento, reconheço). E, assim como isso se dá com tantas atividades humanas, do lavrar a terra à caça, da proteção patrimonial ao transporte pessoal ou de cargas, da criação e reprodução controladas à simples companhia, não poderia deixar de acontecer em confrontos armados.

Confesso que, dentre o muito que me incomoda nas relações da humanidade com os organismos vivos da Terra, ver as diversas criaturas do nosso mundo utilizadas em um conflito bélico, manifestação essencialmente antropológica (e é assim que deveria continuar a ser), me perturba. É fato que o prosseguimento tecnológico tem afastado os animais de tarefas relacionadas a uma guerra como o transporte, missões, e o combate propriamente dito. Ao menos isso! Mas ainda são empregados em diversas situações dentro deste âmbito, talvez em uma variedade ainda maior de seres, para quase tudo, desde o patrulhamento do litoral até a identificação de bombas pelo olfato.

Neste texto, mais como um lamento, vou discorrer sobre algumas criaturas, que obviamente não evoluíram para o propósito dos bárbaros conflitos humanos, mas que têm participado de modo involuntário nos mesmos.

Os cavalos são domesticados desde 5.500 anos atrás, na área do Cazaquistão atual, e a propagação deles em toda a Eurásia logo deu origem ao seu aproveitamento em guerras. Os antigos egípcios e chineses já os usavam puxando carruagens como plataformas estáveis ​​para lutar, antes que a invenção de uma sela efetiva e um estribo desse uma vantagem decisiva aos que neles montavam. Quando a estabilidade foi conseguida com a sela e o estribo os mongóis passaram a conseguir disparar flechas e lutar com eficácia sobre a montaria, com a mobilidade necessária para conquistar muitas terras. Durante muito tempo, para vários povos, a diferença entre vitória e derrota centrava-se no detalhe de se ter ou não combatentes com a aptidão de guerrear montados em cavalos. Até a era moderna das batalhas, quando armas à distância e veículos motorizados foram inventados, a presença de cavalos era imprescindível. Com certeza este é o animal mais utilizado durante toda a história das guerras.

As mulas têm desempenhado um papel extraordinário e crucial nas campanhas, embora não reconhecido, transportando ou puxando uma grande parte das armas, alimentos e outros materiais necessários às tropas, devido à sua maior resistência se comparadas aos cavalos. Demonstram mais inteligência, cautela e falta de vontade para puxar cargas até pontos mais críticos, o que levou ao estereótipo de ser teimosa. Ainda assim, os exércitos romanos marcharam com cerca de uma mula para cada 10 legionários. Na Primeira Guerra Mundial, os estadunidenses serviram-se de cerca de 571.000 cavalos e mulas na Europa, tendo perdido cerca de 68.000 em ação. As mulas ainda encontram muita utilidade até hoje para, por exemplo, manter linhas de abastecimento abertas para postos avançados remotos em terrenos difíceis e montanhosos.

Cavalarias de camelos floresceram em algumas regiões do mundo, particularmente naquelas áridas ou desérticas do norte da África e do Oriente Médio, dada a sua capacidade de sobreviver a condições difíceis e, muitas vezes, sem água. Os persas de Partia e Sassânida, às vezes, blindavam seus animais como uma pesada cavalaria catafractária (equipados com armaduras e artilharia, e carregando cavaleiros) e os árabes freqüentemente os cavalgaram durante incursões contra outras tribos ou durante as conquistas muçulmanas da África do Norte e Oriente Médio. O cheiro de camelos assustava os cavalos inimigos, mesmo não oferecendo muito perigo durante os ataques. O papel de combate dos camelos diminuiu com o desenvolvimento de armamentos durante os séculos XVIII e XIX, mas ainda agiram com o general britânico Lawrence da Arábia e as forças árabes durante a Primeira Grande Guerra.

Os elefantes também deixaram sua marca como criaturas capazes de devastar formações embaladas de tropas inimigas. Estes grandes animais podiam pisotear, perfurar com suas presas e até mesmo lançar os oponentes, e por vezes usavam armaduras ou carregavam arqueiros e lançadores. Os reinos antigos da Índia foram os primeiros a empregá-los como tanques vivos, prática esta que logo se espalhou para os persas no Oriente Médio. O rei macedônio Alexandre, o Grande, encontrou elefantes como inimigos durante suas conquistas e, eventualmente, os gregos, cartagineses e romanos fizeram uso dos paquidermes em determinados momentos. Um grupo destes animais foi utilizado notavelmente por Aníbal durante a Segunda Guerra Púnica. Normalmente, os cavalos temiam a visão e o cheiro de elefantes, e lidar com o terror psicológico de enfrentar os enormes animais não era fácil nem para os soldados. O advento dos canhões nos campos de batalha terminou essencialmente com seu papel de combate.

Os cães também não poderiam ficar de fora, e por milhares de anos têm participado de conflitos bélicos, seja na área da batalha ou como sentinelas defensivas, desde os egípcios até os nativos americanos. Os romanos treinaram o cão da raça extinta molossus para combater, o equipando com coleiras e armaduras com pontas de metal, os conquistadores espanhóis usaram cães mastiffs blindados durante a invasão da América Latina, e nações e grupos europeus os levaram para enfrentamentos durante toda a Idade Média. Nas guerras mais modernas o papel dos cães foi reduzido para o de mensageiros, rastreadores, e sentinelas. Vale a pena mencionar o cão Stubby, que desempenhou papel importante na Primeira Guerra, sendo promovido a sargento pelo exército dos Estados Unidos. Ele salvou um regimento de um ataque de gás mostarda, encontrava feridos ou latia para que os médicos chegassem logo, e atacou um espião até que outros soldados viessem para prendê-lo. Mais recentemente alguns exércitos têm cães treinados como detectores de bombas e minas, pelo cheiro.

Pombos-correio transportam mensagens em situações bélicas durante boa parte da história humana, com base em suas habilidades de navegação que lhes permitem voltar para um local de origem através de áreas desconhecidas e de centenas de quilômetros. Talvez tenha sido na Primeira Guerra Mundial que estas aves ganharam sua fama militar, ocasião em que os aliados usaram cerca de 200 mil delas. Um pombo chamado Cher Ami chegou a ganhar a "Croix de Guerre" francesa por entregar 12 mensagens entre fortes na região de Verdun, na França. A ele é creditado salvar a 77ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, que ficou presa em uma depressão na floresta de Argonne, cercada pelos alemães e acidentalmente bombardeada por tropas estadunidenses, nesta que foi sua última missão pois ficou gravemente ferido durante o vôo. Outro grupo de 32 pombos ganhou a medalha britânica Dickin por valor animal durante a invasão do dia D na Segunda Grande Guerra, quando os soldados aliados mantinham o silêncio do rádio e confiaram nas aves para transmitir mensagens. Ainda na Segunda Guerra, experimentos foram realizados no uso de pombos para mísseis-guia, o "Project Pigeon", onde um era colocado dentro, com vista para fora por uma janela, de modo que bicava nos controles para a esquerda ou para a direita, dependendo da localização do alvo, direcionando o míssel. Os avanços na tecnologia de comunicação têm aposentado os pássaros do serviço militar.

Desde os anos 60 a marinha dos Estados Unidos tem utilizado golfinhos-nariz-de-garrafa para patrulhar mares ao lado de leões-marinhos, procurando por minas com base no conceito de equalização graças ao seu sofisticado sonar biológico. O mamífero envia uma série de sinais que rebatem em objetos e retornam a ele, o que permite ao mesmo fazer uma imagem mental do artefato e, em seguida, poderá reportar o achado ao seu treinador através de respostas "sim" ou "não". Dessa forma, o golfinho poderá ser enviado para marcar sua localização com linhas de bóia, algo que foi efetivado nas Guerras do Golfo Pérsico e do Iraque (neste, golfinhos da marinha ajudaram a limpar o porto de Umm Qasr). Eles também podem marcar nadadores inimigos, se treinados para tal.

Os leões-marinhos da Califórnia ganharam fama, ao lado de golfinhos e uma baleia beluga, no programa de mamíferos marinhos da marinha dos Estados Unidos. Eles têm excelente visão na penumbra e audição subaquática, podendo nadar 40 km/h, e fazer mergulhos repetidos de até 300 metros, e foram treinados para investigar e pegar objetos suspeitos ou perdidos. Um arreio especial, com câmeras que fornecem visão subaquática, foi desenvolvido para estes animais. Um grupo formado por apenas um leão-marinho, dois treinadores e um barco de borracha, pode substituir um navio naval completo, sua equipe e um tanto de mergulhadores humanos na busca de objetos no fundo do oceano.

Os antigos gregos, romanos e outras civilizações ocasionalmente usavam abelhas como pequenas armas de guerra para deter tropas inimigas. Às vezes catapultavam colméias sobre os muros. Os Heptakometes, da região de Trebizond, na Turquia, até enganaram soldados romanos sob o comando de Pompeu com um tributo de mel tóxico, o que provocou vômitos neles por intoxicação. Abelhas irritadas ainda foram empregadas em cercos a castelos na Idade Média, bem como durante a Primeira Guerra Mundial e na Guerra do Vietnã. Atualmente, os insetos são treinados para detectar minas terrestres.

Por fim, tornando mais abrangente o tema abordado, não podemos nos esquecer dos incontáveis animais que não entraram nas linhas de batalhas propriamente, mas que foram colocados em pesquisas laboratoriais ou de campo, tanto em testes de aplicação e potencialidade de armamentos como nos de recuperação de ataques dos mesmos. Também não posso deixar de mencionar a corrida espacial, fundamentada na "Guerra Fria" e, portanto, com conteúdo militar armamentista, onde uma quantia enorme foi testada de diversos modos, inclusive sendo enviada ao espaço. Imensurável o tamanho do sacrifício animal que foi dispensado para se atingir progresso nas guerras humanas.

Posté par Elise Dawson

 

 

Veja também :

Simbolismo mitológico.

A democracia dos ditadores.

No topo da ciência.

Uma visão sobre a embriaguez na antiga Inglaterra.

Australianos no conflito global de 1914-18.

 

 

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Primeiramente, concordo com suas observações. A humanidade tem uma capacidade natural para se destruir, e treina os animais, bem menos destrutivos, para seus fins terríveis.

Não sei se você sabe, mas a Suécia, e depois a União Soviética, tentaram utilizar alces como cavalaria de neve profunda.

No entanto, chegou-se à conclusão de que eram inadequados para a guerra, porque eram difíceis de alimentar, facilmente contraíam doenças de gado, e fugiam do campo de batalha. Os soviéticos treinaram alces para não se intimidarem com armas, mas não conseguiram fazer uso de sua cavalaria por causa da guerra soviético-finlandesa e da II Guerra Mundial.

Posté par Maria Eduarda Kracik, 22 août 2004 à 18:41 | Répondre

 

Realmente os seres humanos são únicos na incansável busca por novas maneiras de se matar. Uma pena que busquem animais para seus propósitos destruidores e egoístas.
Aníbal, batido e expulso pelos romanos, procurou refúgio com o Rei Prusias I, de Bitínia, e protagonizou um fato curioso.
Decidido a atacar Roma de qualquer maneira, ele aconselhou Prusias em seu conflito com Eumenes II, líder do cliente estado romano de Pergamo, levando a batalha para o mar. Depois teve a idéia de juntar cobras em vasos de barros, catapultando-os sobre o inimigo.

Posté par Renato Villela Filho, 22 août 2004 à 20:02 | Répondre

 

O naturalista e historiador romano Plínio, o Velho, escreveu sobre o uso de porcos contra elefantes, afirmando que os segundos ficavam assustados com o grito de um suíno e entravam em pânico, trazendo desastre a qualquer um que estivesse em seu caminho.

Macacos já foram usados como dispositivos incendiários vivos no início da Dinastia Song do Sul, em uma batalha entre rebeldes da província de Yanzhou e o exército imperial chinês. É lastimável, os animais eram vestidos com palha, mergulhados em óleo e incendiados, então eram soltos no campo inimigo, pondo as tendas em chamas e trazendo o caos para o local.

Posté par Miguel Gerdau, 22 août 2004 à 20:45 | Répondre

Na II Guerra os britânicos preenchiam carcaças de ratos com explosivos plásticos, e os deixavam em locais como fábricas onde, como se esperava, descartariam a descoberta no fogo da caldeira de alta pressão, que explodiria de modo arrasador.

Posté par Wendel Pelissari, 23 août 2004 à 21:23 | Répondre

 

De fato, a (lamentável) participação de cavalos em guerras é maior que a de qualquer outro animal, seja puxando carroças, transportando equipamentos ou levando soldados montados. O primeiro manual de treinamento eqüino remonta a 1.350 a.C.

Cerca de 7.000 cavalos foram mortos em apenas um dia, durante a Batalha de Verdun de 1916, na França. Eles eram mais suscetíveis aos elementos, e milhares sucumbiram pelas doenças, exaustão e gás venenoso. Muitos outros poderiam ter sido perdidos sem os esforços do Corpo Veterinário do Exército da Grã-Bretanha, que tratou mais de 2,5 milhões de cavalos feridos durante a Primeira Guerra.

Posté par Bruna Monjardim, 22 août 2004 à 21:16 | Répondre

 

Um cirurgião dentista chateado com o ataque japonês na base estadunidense de Pearl Harbor propôs anexar pequenas bombas incendiárias a morcegos, para criar milhares de pequenos incêndios nas cidades japonesas enquanto voavam para pousar sob os telhados dos edifícios, com o posterior consentimento do presidente Roosevelt.
Apesar do esforço inicial desistiram do projeto, mas ainda assim, as bombas de morcego conseguiram incendiar uma aldeia japonesa simulada, um hangar do exército dos EUA, e um carro de um general. Hoje em dia, estudam como a mecânica de vôo do mamífero voador poderia inspirar futuros projetos de aeronaves e robôs espiões.

Posté par William Di Lorenzo, 22 août 2004 à 21:56 | Répondre

 

Oi Elise!
Durante a Segunda Guerra Mundial, reconhecendo o potencial da comunicação conduzida através de pombos, a inteligência britânica alistou uma equipe de falcoeiros para patrulhar os céus britânicos e atacar eventuais pombos nazistas.

De acordo com os relatórios, os falcões não conseguiram derrubar uma única ave inimiga, mas duas delas foram capturadas e feitas "prisioneiras de guerra".

Posté par Sarah Cristina Dutra, 23 août 2004 à 16:57 | Répondre

 

Quando acontecia dos soldados notarem a presença de gás mostarda no campo de batalha, muitas vezes era tarde demais.
Na I Guerra Mundial descobriram que lesmas podiam detectar este gás bem antes que os humanos pudessem, demonstrando isso por sinais visíveis de desconforto, fechando os poros respiratórios e comprimindo os corpos. Quando ocorriam estes sintomas os soldados nas trincheiras colocavam rapidamente suas máscaras para protegerem-se.
Já o vagalume (Lampyris noctiluca) deu uma contribuição improvável através da sua bioluminescência, no mesmo conflito bélico.
Os soldados coletavam estes insetos incandescentes em frascos para ajudá-los na escuridão das trincheiras como se fossem lanternas instantâneas, o que permitia a eles examinar mapas e relatórios de inteligência, ou simplesmente lessem cartas vindas de suas famílias.
Eu também gostaria que os animais ficassem de fora das tramóias humanas.
Que os homens se sujem sozinhos. Eles têm muita competência para tal, e não precisam que outros o ajudem.

Posté par Moacir Veloso, 23 août 2004 à 19:12 | Répondre

 

A Medalha Dickin é uma condecoração dada a animais por suas ações em tempos de conflitos armados desde 1943, e pode ser considerada como um equivalente da Cruz Vitória, que é concedida pela bravura de militares que fazem parte das Forças Armadas da Commonwealth.

A honraria foi idéia de Maria Dickin, fundadora da People's Dispensary for Sick Animals - PDSA (Dispensário popular para animais doentes), e normalmente é entregue pelo prefeito de Londres.

O objeto é feito de bronze e tem a inscrição "For Gallantry" (por coragem) e "We Also Serve" (nós também servimos) dentro de uma coroa de louros, e leva uma fita com listras verde, castanho escuro e azul pálido.

Posté par Ana Rita Collins, 23 août 2004 à 22:03 | Répondre

 

 

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11 juillet 2004

Para reparar a honra ofendida.

 

O último duelo oficial conhecido ocorrido na Austrália foi travado entre Sir Thomas Mitchell, Topógrafo-Geral de Nova Gales do Sul, responsável por explorar vastas áreas do sudeste australiano e abrir novas terras de pastoreio no sul de Victoria, e um colono bem conhecido da Nova Inglaterra, nome dado à região que está localizada no norte de Nova Gales do Sul, Sir Stuart Alexander Donaldson. 

A disputa originou-se porque Mitchell se sentiu insultado por Donaldson quando este criticou publicamente o excesso de despesas do Departamento do Topógrafo-Geral, durante o período eleitoral. Mitchell exigiu pedidos de desculpas públicas, com as quais Donaldson concordou, mas como o primeiro ainda não se deu por satisfeito, lançou um desafio para um duelo de pistolas.

Os dois se encontraram de manhã cedo em Lachlan Swamp, no Centennial Park, Sydney, em um sábado, dia 27 de setembro de 1851. Mitchell acompanhado pelo tenente Burrowes, e Donaldson assistido pelo Sr. Dobie. Cada um trocou três tiros. O mais próximo dos tiros de Mitchell passou pelo chapéu do adversário, enquanto dos que Donaldson disparou o que mais se aproximou apenas passou perto da garganta do oponente. Portanto, ambos os duelistas perderam, e só o chapéu de Donaldson foi danificado na questão. Seus padrinhos entraram para declarar que a honra tinha sido satisfeita, e o duelo foi abandonado.

Registros oficiais são um pouco vagos sobre o acontecimento, no entanto, foi relatado no "Sydney Morning Herald", em 30 de setembro de 1851. Stuart Donaldson foi mais tarde o primeiro Premier da Colônia de Nova Gales do Sul, em 1856.

 

O duelo é um combate com armas iguais entre dois indivíduos, sujeitos a regras precisas, onde um está buscando reparar uma ofensa ou erro cometido pelo outro. É precedido por um desafio, geralmente representado por uma carta enviada ao desafiado para resolver certa questão onde este deverá escolher entre condições amigáveis de reparação ou a vingança através de um duelo. O confronto acontece na frente de árbitros, que garantem o cumprimento das regras e dos acordos específicos previamente fixados, os quais detalham, entre outras coisas, o número de golpes de arma branca ou de fogo. Por vezes, as partes concordavam em uma luta até a morte.

Ao impor as armas individuais, isto é, proibindo o uso de punhos por exemplo, o duelo estava falando principalmente à nobreza, formada na esgrima e no tiro. O espírito era que davam mais valor à dignidade que à vida, e reivindicavam a primazia da liberdade individual para ajustarem seus assuntos, fora do uso da justiça pública. 

Neste contexto, o duelo teve seu início da Idade Moderna na Europa, com precedentes no código medieval de cavalheirismo, como um "julgamento por combate", uma forma de "justiça honrada" onde quem vencesse ficava com a razão e o perdedor era considerado a parte culpada. 

Na verdade este raciocínio aberrante está bem atual, pois conheci muitos, desde a época do colégio, que pensam exatamente assim quando vão resolver suas discussões e desafetos. Em outras palavras, vamos pegar o maior marginal briguento da cidade e torná-lo prefeito, simplesmente porque ninguém consegue surrar ele. Em vez de propostas públicas e eleições vamos montar um ringue e, dentre os brigões, aquele que ficar de pé ao final ganha o pleito e faz o que quiser na sua administração. Se tem um traficante perigoso na área, daquele com quem ninguém se mete, vamos colocá-lo na condição de magistrado, afinal deve estar com a razão pois ninguém bate de frente com este meliante. No âmbito escolar, aquele que merece melhores notas deverá ser o delinqüente que não quer nada com os estudos mas amedronta o professor, e não o que presta atenção nas aulas e estuda.

Pra quê inteligência para idéias e objetivos sociais, assim como averiguações sobre se o indivíduo tem passado limpo e honesto, se quem fica com a razão é o que golpeou mais ou maior intimidação causou!??? Afirmo que, sem dúvidas, estes animais de "mente privilegiada" são os que justamente deveriam ficar de fora da nossa sociedade, não criar filhos, não votar ....

De acordo com o que sempre constatei, normalmente quem "chama pra briga" ou diz "vamos resolver lá fora então" (seriam os que se "sentiram ofendido na honra", de modo que desafiaram o outro para tirar satisfações, fazendo um paralelo com o antigo duelo) é rigorosamente quem está errado e deve na questão. Seguramente o imbecil só quer resolver na pancada porque sente que se garante contra o outro e sabe que perderá caso assunto seja solucionado na lógica, na coerência e na argumentação. É só este "corajoso" encontrar um cara maior que ele, que lhe faça uma tremenda de uma injustiça, que ficará bem quietinho (tendo ou não a razão) e não vai sugerir de "sair na mão para ver quem está certo"...

A imensa parcela destes bichos que chamam para a porrada não está apenas se defendendo de um ataque injusto e não merecido não, como propagam na sua imagem de vitimização. São justamente os provocadores e os causadores de toda a situação.

Bom, voltando ao assunto, estima-se que na França o duelo tenha sido bem popular pois cerca de 10.000 teriam morrido durante um período de dez anos sob o reinado de Henrique IV (reinou de 1572 a 1610). O rei chegou a emitir um edito contra a prática, e pediu que os nobres apresentassem suas queixas a um tribunal de honra para reparações, mas a prática continuou com milhares de outras mortes.

Durante os séculos XVII e XVIII, os duelos eram, em sua maioria, travados com espadas (a rapier, parecida com o florete porém mais comprida e pesada, e depois o espadim), mas a partir do final do século XVIII, na Inglaterra, o foram mais comumente com pistolas. Os duelos de esgrima e pistolas continuaram a coexistir ao longo do século XIX.

A popularidade desta honrosa prática acabou diminuindo no final do século XIX, com a aprovação de leis anti-duelo mais estritas e mais efetivamente aplicadas.

Nenhum cavalheiro gostava de ter que duelar e correr o risco tanto de matar como de ser morto. Assim a peleja normalmente não era destinada à morte, mas ao primeiro derramamento de sangue. Um duelo travado com espadas poderia acabar depois que um simplesmente arranhasse o braço do oponente. Em disputas com pistolas era freqüente o caso de uma única salva ser disparada, e, supondo que ambos os homens tivessem sobrevivido ilesos, a satisfação era considerada como alcançada através da vontade mútua de risco de morte. Às vezes, apontavam para a perna do adversário ou mesmo deliberadamente perdiam o tiro, desejando apenas satisfazer as exigências de honra. Apenas 1 em cada 5 duelos terminava em uma fatalidade.

Quando a motivação do duelo era fundada em insultos maiores à honra, no entanto, o embate rumava para muito além do primeiro sangue derramado, de modo que, por exemplo, para alguns ficava determinado que a satisfação só seria obtida quando um dos adversários ficasse incapacitado, ou mesmo, caso fosse uma ofensa mais grave, quando um golpe mortal era desferido.

Descartada a visão romantizada deste tipo de combate como sendo oriundo apenas de situações relevantes, algumas vezes surgiam de assuntos mais triviais, como deixar cair tinta sobre o colete novo de um indivíduo ou dizer a outro homem que ele cheirava como uma cabra. 

Muita rejeição e críticas eram destinadas aos duelos da nobreza européia, particularmente pelos membros da Igreja Católica. As argumentações afirmavam que havia uma violência desnecessária e contrária à moral, ao senso comum, à religião e, de fato, aético ao próprio conceito de honra em si. 

Porém, existiram os que apoiavam a prática, dizendo que a mesma impedia a violência (a tese de que a violência coíbe a violência também lembra os tempos atuais). Argumentavam que os duelistas evitavam disputas sangrentas intermináveis ​​entre grupos e famílias, e que, além de acabarem com essas potenciais rivalidades, permitiam que os insultos recebessem uma reparação imediata, com satisfação dada a ambas as partes. Diziam ainda que aumentava a civilidade em toda a sociedade, porque para evitar ser desafiado a um duelo, os cavalheiros tomavam o devido cuidado para não ofender ou insultar os outros. 

A parte desafiada geralmente tinha o direito de escolher as armas, e as possibilidades eram infinitas, desde sabres a maças. Um duelo até foi travado sobre os céus de Paris em certa ocasião, com ambos em balões e utilizando bacamartes na tentativa de romper as esferas de ar quente do adversário. O perdedor e seu padrinho caíram para a morte, enquanto o vencedor flutuava triunfante.

As espadas eram a arma preferida até o século XVIII, quando a transição para as pistolas tornou o duelo mais democrático, no sentido de que a esgrima exigia habilidade (um podia desafiar o outro para um duelo, passar um ano aprendendo esgrima, e depois voltar para o prélio), e puxar um gatilho não. Como o hábito de usar armas de fogo cresceu, os fabricantes de armamentos começaram a criar conjuntos de pistolas especificamente construídas para o objetivo de duelar. A idéia por trás era simples : caso um combate fosse acontecer, o "equipamento" a ser utilizado precisava ser o mais semelhante possível, para não dar a um uma vantagem injusta sobre o oponente. As pistolas eram feitas com especificações exatas e eram testadas para garantir que fossem tão iguais em desempenho e aparência quanto possível. 

 

Code Duello

As regras exatas ou etiqueta para um duelo variaram no tempo e na localidade, mas normalmente eram mencionadas como "code duello", um conjunto de normas reguladoras de um combate individual, que ajudava a evitar vinganças entre famílias e outras facções sociais, e procurava assegurar que meios não violentos de chegar a acordos fossem esgotados e os danos fossem reduzidos, tanto por limitar os termos compromissados quanto por fornecer cuidados médicos, além de garantir várias testemunhas para o processo. Estas, por sua vez, assegurariam aos membros de facções sobre a equidade do duelo e poderiam ajudar a prestar testemunho se as autoridades legais se envolvessem.

Do mesmo modo que as armas e as noções de honra mudaram, o código de duelo evoluiu ao longo dos séculos. O protocolo apropriado a ser seguido em um enfrentamento nos séculos XII e XIII foi registrado em trabalhos tais como "The Dueling Handbook", de Joseph Hamilton, e "The Code of Honor", de John Lyde Wilson. 

Os insultos não se davam de modo tão espontâneos e as partes controversas não iam imediatamente para fora travar a peleja, inclusive, meramente golpear um outro cavalheiro faria do ofensor um pária social. O duelo seguia formalidades e era conduzido calma e friamente para que fosse digno, onde os entendimentos preliminares sobre o assunto poderiam levar semanas ou meses.

Uma carta em linguagem formal apresentando as queixas e pedindo as desculpas ou retratação seria enviada ao ofensor, outras seriam trocadas, e se a resolução pacífica não pudesse ser alcançada, os planos para o combate começariam.

A primeira regra do duelo era que um desafio entre dois cavalheiros não poderia ser recusado, sem a perda da honra. Depois do convite recusado, o desafiante poderia colocar um aviso no jornal denunciando o outro como um medroso por se recusar. Mas alguém até poderia honrosamente se recusar caso desafiado por um homem que ele não considerava um verdadeiro cavalheiro, pois o duelo era limitado a pessoas de igual posição, o que seria o insulto final para o desafiante.

A característica mais comum desta luta entre cavalheiros era a presença de padrinhos para ambas as partes, cavalheiros escolhidos pelos participantes, cujo trabalho era assegurar que o duelo fosse levado a cabo em condições íntegras, em um campo apropriado de honra e com armas igualmente mortíferas. O mais importante era que eles, normalmente bons amigos das partes, tinham a incumbência de buscar uma solução pacífica para o assunto em questão, na esperança de evitar o derramamento de sangue. Em alguns duelos, os padrinhos poderiam ocupar o lugar do duelante que acompanha se este não pudesse terminar o embate, se combinado previamente, geralmente em lutas com espadas, onde a perícia de alguém às vezes era limitada.

Uma vez que a persuasão para evitar o duelo não tenha funcionado, várias questões tinham que ser resolvidas antes da sua efetivação. O desafiante primeiro permitiria a seu adversário a escolha de armas, como já mencionei, e as condições do combate, e um tempo seria definido para o evento. Os padrinhos eram responsáveis ​​por localizar um terreno adequado, geralmente uma área remota, longe de testemunhas e da aplicação da lei, pois a prática permaneceu tecnicamente ilegal na maioria dos lugares, embora raramente processada. Ocorreram duelos até em bancos de areia em rios, onde a jurisdição legal da época era nebulosa.

Mas a honra não era comprovada apenas apresentando-se para o combate, já que a frieza e a coragem adequadas sob fogo também eram necessárias para manter a reputação de alguém. Um cavalheiro não deveria mostrar seu medo, e se saísse da marca, dava ao adversário o direito de atirar.

Posté par Elise Dawson

 

 

Veja também :

Estudando em casa.

O calendário na Primeira República Francesa.

Monstros de pedra em catedrais.

O catálogo de animais reais e fantasiosos.

Quando o homem atinge a perfeição.

 

 

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Um duelo famoso se deu entre Alexander Hamilton e Aaron Burr, depois de um relacionamento longo e amargo.

Hamilton, ex-Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, não gostava de Burr, então Vice-Presidente deste país, e em várias ocasiões tinha tentado frustrar suas aspirações políticas. As coisas chegaram ao limite em 1804, quando ele fez campanha contra Burr enquanto este concorria a governador de New York. Depois de Hamilton ter expressado palavras desprezíveis sobre seu desafeto, foi desafiado para um duelo.

Embora o desafiado se opusesse à prática, inclusive seu filho mais velho morreu em um três anos antes, aceitou. Os dois enfrentaram-se em Weehawken, New Jersey, em 11 de julho deste ano, e Hamilton foi atingido no abdômen, tendo morrido no dia seguinte. Sua morte causou indignação, e a carreira política de Burr terminou.

Posté par Lucas Gomes Ducci, 11 juillet 2004 à 19:56 | Répondre

 

No século XX a cultura do duelo sobreviveu na França e Itália, como também na América Latina.
Depois da Segunda Guerra Mundial, tornaram-se mais raros, mesmo na França, mas os que ainda vieram a acontecer continuavam baseados em questões de honra mas não eram levados até a morte, além de serem cobertos pela imprensa mais como excentricidades. Neste período, basicamente os combates consistiam de esgrima em uma distância fixa, com o objetivo de tirar sangue do braço do adversário.
O último duelo conhecido na França ocorreu em 21 de abril de 1967, quando Gaston Defferre insultou René Ribière, ambos delegados da Assembléia Nacional Francesa, no Parlamento, tendo sido posteriormente desafiado para um duelo com espadas. René Ribière perdeu o duelo, após quatro minutos de luta, tendo sido ferido duas vezes.

Posté par Luciana Garcez Heller, 11 juillet 2004 à 20:18 | Répondre

Pelo que se sabe o Uruguai foi o último da América Latina a contar com duelos oficiais.

Os que tiveram maior impacto sobre o público foram a sabre, e ocorreram em 1970. O senador do partido Colorado, da oposição, Manuel Flores Mora, enfrentou sucessivamente Julio M. Sanguinetti (21 de outubro), e o líder quincista (um setor do Colorado) Jorge Batlle (11 de novembro). Sanguinetti foi ferido no antebraço por seu adversário, e no segundo embate ambos ficaram feridos, segundo a imprensa.

Em 1971, outros dois duelos de honra ocorreram neste país, ambos com pistolas e sem feridos. Em 18 de outubro, o Ministro do Interior, brigadeiro Danilo Sena e o candidato do partido Frente Amplio ao Senado, Enrique Erro, da Unión Popular. E em 7 de dezembro houve o mais famoso, que contou com dois generais do exército aposentados, que eram candidatos à presidência nas eleições desse ano, Liber Seregni, em sua primeira postulação pelo Frente Amplio, e o direitista Juan Pedro Ribas, do partido Colorado.

Posté par Adam McKay, 12 juillet 2004 à 19:48 | Répondre

 

O duelo de pistolas foi um esporte de exibição (ou seja, não-oficial, portanto não valia medalhas) nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908, em Londres.
Os duelistas eram armados com pistolas convencionais, mas os cartuchos tinham balas de cera e estavam sem carga de pólvora. A bala era impulsionada apenas pela explosão da espoleta do cartucho. Os adversários usavam roupas protetoras e um capacete de metal com uma tela de vidro, e as armas eram equipadas com um escudo que protegia suas mãos. Este tipo de combate tornou-se muito popular como um esporte na França, no final do século XIX e início do XX.

Posté par Léo Withers, 11 juillet 2004 à 20:54 | Répondre

 

Uma situação bem curiosa:-

Mark Twain, em 1864, enquanto trabalhava para um jornal em Nevada, se envolveu em uma discussão acalorada com James Laird, o editor de um periódico rival, o acusando de não cumprir com a promessa de dar dinheiro a uma instituição de caridade. As coisas foram esquentando, e os dois homens concordaram em duelar.

No entanto, Twain era bem melhor com a caneta que com a pistola. Apesar de receber lições de tiro de Steve Gillis, seu padrinho, era péssimo com a arma. Então, pouco antes de Laird chegar para o duelo, Gillis atirou em um pássaro e posteriormente informou aos partidários de Laird que Twain tinha acertado o animal a uma longa distância. Laird ficou nervoso, e concordou em cancelar o duelo.

Historiadores acreditam que a tal peleja nunca foi agendada e que a versão de Twain é pura invenção.

Posté par Fábio Carminatti, 11 juillet 2004 à 21:39 | Répondre

 

No caso dos duelos de pistola, os dois normalmente começariam em um comprimento de terreno pré-acordado, que seria medido pelos padrinhos e marcado, muitas vezes, com espadas presas no chão. Através de um determinado sinal, a queda de um lenço por exemplo, os oponentes poderiam avançar e disparar à vontade. Outro sistema envolvia disparos alternados, começando com o disparo desafiado primeiro.

Muitos embates foram impedidos pela dificuldade de organizar o método de combate.

Posté par Alessandra Crespi, 11 juillet 2004 à 21:58 | Répondre

 

Um dos duelos mais famosos da história literária ocorreu em 22 de setembro de 1598, quando o dramaturgo Ben Jonson confrontou um ator de 20 anos, chamado Gabriel Spencer, em Hoxton Fields, no centro de Londres.

O que motivou o duelo nunca ficou claro, mas no prélio Spencer acabou morto.

Jonson foi poupado de ser enforcado ao alegar isenção de julgamento, através de uma antiga cláusula legal que permitia que aqueles que comprovem sua alfabetização escapem à pena capital. Em vez disso, ele foi preso por algum tempo e marcado com ferro em brasa no polegar esquerdo com a letra "t", de Tyburn, local londrino onde eram executados criminosos, para que seja identificado caso voltasse a matar.

Posté par Renan Victor Verissimo, 12 juillet 2004 à 11:45 | Répondre

 

 

12 juin 2004

Simbolismo mitológico.

 

A maçã é um fruto saboroso e suculento, mas também ácido e frágil. Por sua forma arredondada, significa os desejos globais ou a complacência em relação a eles. Representando ao mesmo tempo tanto o mal como o bem, é um meio de conhecimento que confere habilidades e dons. Em numerosas religiões e mitologias este fruto aparece como símbolos. 

É importante notar que, no inglês médio, até o século XVII, a palavra "maçã" foi usada como termo genérico para descrever todos os frutos além das bagas ou frutas vermelhas, incluindo as nozes, de modo que a aparência de maçãs em escritos antigos pode não ser realmente a que conhecemos hoje. Por exemplo, quando os tomates chegaram à Europa, foram chamados de "maçãs do amor" ou "maçãs douradas".

Quando contemplamos a mitologia grega, em específico, encontramos maçãs douradas notáveis como as do Jardim das Hespérides, a da Discórdia, e as associadas com Atalanta, cada uma delas apresentando exemplos exclusivos de simbolismo.

 

Héracles e o Jardim das Hespérides

O Jardim ficava em um local inacessível perto da borda do mundo sob a proteção das Hespérides, ninfas do entardecer e filhas do Titã Atlas. As maçãs douradas plantadas neste local foram um presente de casamento de Gaia para Hera, e eram protegidas por uma grande serpente chamada Ladão, um guardião que foi procurado porque as ninfas estavam se tornando menos confiáveis.

Para o seu décimo primeiro trabalho, Héracles (Hercules, em latim) foi enviado ao Jardim de Hera para pegar três maçãs de ouro para o Rei Euristeu. A localização exata era desconhecida, então Héracles teve que, primeiramente, percorrer um grande caminho para, enfim, conseguir as informações com Nereu, o Velho do Mar. Ao longo do caminho, ele também encontrou e libertou Prometeu, que lhe disse para não tentar pegar as maçãs, mas que pedisse a Atlas para fazê-lo. 

Héracles continuou com sua jornada, e encontrando Atlas pediu que pegasse as maçãs para ele. Ansioso por se afastar de seu grande fardo de segurar os céus, Atlas foi facilmente convencido, e Héracles ficou no seu lugar sustentando o firmamento, enquanto ele ia até o Jardim colher os frutos. Posteriormente, Atlas decidiu levá-los ao próprio Euristeu e deixar Héracles lá, o que fez com que este viesse a enganá-lo alegando que precisava fazer uma almofada para os ombros para segurar o céu de uma forma mais confortável, e que, para isso, precisava que Atlas os levantasse novamente por apenas algum momento. Quando o Titã os segurou novamente, Héracles arrebatou as maçãs e foi embora. 

Após a provação, Atena pegou os frutos de Euristeu e as devolveu ao Jardim, pois eram propriedade de Hera.

Estas maçãs douradas têm uma semelhança impressionante com as maçãs douradas presentes na mitologia nórdica pois, em ambos os casos, são lindas de contemplar, feitas de ouro sólido, e concedem imortalidade. Aliás, o símbolo óbvio que representam é a imortalidade porque é o poder que ambas concedem quando comidas. As muitas provações de Hércules para obter as maçãs do Jardim das Hespérides, apenas para que sejam prontamente retiradas de Euristeu em seguida, são representativas da futilidade de tentar alcançar a imortalidade. Os frutos dourados pertenciam aos deuses e os deuses facilmente os levaram de volta, isto é, em outras palavras, a imortalidade (maçã) só pertencia aos deuses e não aos mortais.

 

O Julgamento de Páris

A Maçã da Discórdia, também dourada, indiretamente iniciou a Guerra de Tróia. 

Éris, a deusa da discórdia, não tinha sido convidada para o casamento de Peleu com a ninfa do mar Tétis. Ela ficou furiosa, invadiu a festa, e jogou uma maçã dourada sobre a mesa dizendo que pertenceria a quem fosse mais bela, inclusive com uma inscrição no fruto dizendo isso. As deusas Hera, Atena e Afrodite logo reivindicaram a maçã e pediram a Zeus que decidisse quem era mais merecedora. O pai de todos os deuses decidiu que o homem mais justo vivo, Páris, um mortal de Tróia, seria o juiz do concurso e determinaria quem receberia o troféu. 

Para inclinar a decisão de Páris, cada uma lhe ofereceu algo : Hera prometeu poder se a escolhesse, Atena ofereceu riqueza, habilidades e sabedoria, e Afrodite prometeu-lhe a mulher mais bela viva. Ele escolheu Afrodite para receber a maçã, a qual lhe contou que Helena de Esparta seria sua esposa. Infelizmente, Helena já era a esposa do rei Menelau e, assim, com ela veio a inimizade dos gregos e a famosa Guerra de Tróia. 

A Maçã da Discórdia é um símbolo da vaidade e representa o cerne de todo um problema. Não só as três deusas acreditavam que eram as mais lindas, mas a série de eventos que se seguiram rapidamente trouxe uma guerra em grande escala além do domínio dos olimpianos. No centro do conflito estava a maçã e um gesto simples de Éris, que não foi convidada para o casamento essencialmente porque ninguém gostava dela e Zeus pensou que arruaria as festividades para todos se lá estivesse. Pois ela arruinou muito bem o banquete, assim como causou muito mais problemas do que se tivesse sido convidada, simplesmente aproveitando a vaidade das outras três. Páris queria a esposa mais linda, e sua própria ganância com relação ao assunto tornou o problema exponencialmente pior. Por fim, as rejeitadas Hera e Atena eram ciumentas, e também se envolveram na guerra.

 

Atalanta

Como seu pai queria somente filhos homens, Atalanta foi abandonada após o nascimento e criada por uma ursa e, depois de ser recolhida e criada por caçadores, ganhou habilidades na caça. Protegida que era por Ártemis, logo se demonstrou mais capacitada do que os que a treinaram e rapidamente tornou-se famosa em toda a Grécia, também como sendo uma corredora muito rápida. 

Atalanta não queria se casar, depois que uma profecia foi feita onde ela encontraria seu fim caso o fizesse. Porém, pressionada por seu pai, ela prometeu se unir ao primeiro pretendente que pudesse ultrapassá-la em uma corrida, confiante de que tal feito não ocorreria e não querendo desistir da liberdade que vivia na selvagem floresta. 

Hipomene, que vinha sendo juiz nas corridas anteriores, se apaixonou por ela e rezou por ajuda a Afrodite, que lhe deu três maçãs de ouro e disse-lhe que, durante a prova, jogasse uma das maçãs na frente dela toda vez que passasse por ele. Assim, ela pararia para pegar o misterioso fruto, deslumbrada com sua beleza, o que daria oportunidade a ele para assumir a frente, tanto pela distração de Atalanta como pela sua lentidão devido ao peso extra que estaria carregando com as maçãs.

Desta maneira, Hipomene a derrotou, mas apenas por um único passo. Depois de se casar, Atalanta fez com que ele se transformasse em um leão para que pudesse estar ao seu lado durante as caçadas. Em uma versão menos romântica, Hipomene se esqueceu de glorificar Afrodite em troca de sua ajuda, a qual, em virtude disso, induziu ambos a violar santuários. Como castigo, Zeus transformou o casal em leões.

Neste caso, as maçãs simbolizam egoísmo e distração. Atalanta, embora ligada à sua liberdade como uma caçadora virgem, não conseguiu evitar priorizar o fruto dourado quando foram jogados no caminho. A ganância foi a falha de Atalanta, uma vez que depois de pegar as maçãs não conseguiu descartá-las, o que diminuiu sua velocidade, custando-lhe a corrida. Tendo em conta a última versão, na qual Hipomene negligencia prestar tributo a Afrodite, as maçãs recebem o simbolismo de objetos de ganância e egoísmo, já que o desejo dele por Atalanta fez com que invocasse Afrodite, sua única esperança de obter sua noiva. Os deuses gregos nunca foram conhecidos por fazer qualquer coisa sem receber algo em troca, mas Hipomene, obviamente, esqueceu disso quando atingiu seu objetivo, e sofreu as conseqüências.

 

O simbolismo de todas essas maçãs está associado um pouco às tendências humanas negativas. A tarefa inútil de Hércules buscando pegar as maçãs douradas do Jardim das Hespérides é semelhante à de Atalanta, que não pode resistir a perseguir as maçãs postas em seu caminho. Da mesma forma, o egoísmo de Hipomene em esquecer sua promessa de Afrodite por Atalanta é semelhante à vaidade exibida por Hera, Atena e Afrodite sobre a Maçã da Discórdia. Uma luxúria para o impossível ou transitório (imortalidade e beleza) também é um elemento comum do simbolismo do fruto. 

O fato de que todas as maçãs mitológicas são douradas dá-lhes um valor material porque o ouro é um metal precioso, o que amarra os personagens novamente à ganância. São todos frutos desejáveis, mas que não devem ser procurados, isto é, muito parecido com as maçãs que crescem na Árvore do Conhecimento no Jardim do Éden. 

É interessante considerar, porém, que nenhuma dessas frutas em questão talvez tenha sido necessariamente uma maçã.

Posté par Elise Dawson

 

 

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Commentaires (7)

 

Entre os celtas antigos a macieira era tida como um tesouro, e havia o costume de decorarem seus quartos com flores de maçã como sinal de fertilidade. Também era um simbólico da presença do amor, mesmo muito depois da hora da paixão. Acreditavam que comer a fruta poderia levar a outros mundos.
As maçãs eram muito populares entre eles devido à sua capacidade de conservação durante um longo período de tempo, quando armazenadas em um local fresco e seco.

Posté par Felipe Cavalcanti, 12 juin 2004 à 17:43 | Répondre

 

A maçã, dourada ou não, aparece nas tradições e mitos de muitas culturas diferentes em todo o mundo, mas é mais referenciada como símbolo cultural nas regiões mais ao norte da Europa, onde a migração histórica da fruta fez seu caminho através dos tempos e das terras, como a estrada da seda.

Acredita-se que sua origem tenha sido no coração da Eurásia, tendo feito sua migração a oeste, para grande parte da Europa, e depois para o Novo Mundo. Neste contexto, encontrou espaço na mitologia grega e nórdica, em contos de fadas e no folclore de vários países, bem como no Jardim do Éden dentro da crença judaico-cristã.

Posté par Erminio Petinatti, 12 juin 2004 à 18:57 | Répondre

 

As maçãs também aparecem em muitas culturas, mitos e tradições como um fruto proibido ou perigoso.

No Livro do Gênesis, o fruto proibido não está claramente identificado, mas a tradição popular cristã diz que Adão e Eva comeram uma maçã da árvore no Jardim do Éden. Talvez a origem disto tenha a ver com pintores renascentistas que regularmente adicionavam alguns elementos da mitologia clássica em cenas bíblicas. Assim, parece que houve influência das maçãs douradas do Jardim Hespérides na idealização da maçã do Éden, então tornou-se um símbolo de imortalidade, conhecimento, tentação e pecado.

Em particular, o conceito de maçã como um sinal do pecado é exaustivamente encontrado em pinturas e esculturas da queda do Éden.

Posté par Alice Michelli, 12 juin 2004 à 19:34 | Répondre

Em latim, as palavras maçã ("malum") e mal ("malum") são idênticas, o que pode ter influenciado para que a tornassem o "fruto proibido" na Bíblia.
A garganta masculina humana tem o que se chama de pomo-de-adão, cuja existência seria explicada por um pedaço da fruta proibida que ficou preso na garganta de Adão.
A maçã, quando na mão de Adão, simboliza a tentação e o pecado, mas quando na de Cristo, é um símbolo da vida, da redenção do pecado original. Este paradoxo reflete a evolução deste símbolo no cristianismo.

Posté par Vanessa Emerich, 13 juin 2004 à 21:46 | Répondre

 

Estes frutos mechem com a cabeça humana sob vários aspectos, e têm aparecido em diversas ocasiões na história e da cultura humana como, por exemplo, no conto da Branca de Neve, dos irmãos Grimm, onde é o principal elemento de ligação entre a personagem principal e a madrasta má.

Na estória de Robin Hood, este dá uma flechada em uma maçã colocada sobre a cabeça de um amigo. Algo semelhante aconteceu com Guilherme Tell e seu filho.

Isaac Newton teria chegado à lei da gravidade quando uma maçã, por acaso, caiu em sua cabeça, enquanto embaixo da árvore meditava.

Não podemos nos esquecer da empresa Apple, de Steve Jobs, que tem seu símbolo como uma maçã mordida.

Posté par Ricardo Krauser, 12 juin 2004 à 20:59 | Répondre

 

Na mitologia nórdica, a representação da maçã encontra muitos paralelos com os mitos gregos, principalmente a crença de que a fruta oferece juventude e imortalidade a quem a comer, mas também no fato dos deuses nórdicos manterem as maçãs em um jardim protegido, onde era uma grande fonte de inveja aos mortais.

A deusa nórdica da primavera, Iduna, esposa do deus da sabedoria Bragi, era a guardiã do pomar sagrado das maçãs. Ela era responsável pela imortalidade dos deuses, lhes fornecendo uma maçã por dia para manter a força e a juventude, vinda de seu cofre de madeira de freixo.

No entanto, a associação da maçã com a fertilidade na mitologia nórdica também se baseia em semelhanças com outras culturas.

Posté par Natália Volpi, 12 juin 2004 à 22:04 | Répondre

 

Na lenda do Rei Arthur, a maçã deu seu nome à mágica ilha de Avalon, cujo nome vem, de fato, da palavra galesa “afal”, que significa maçã. Foi nesta ilha que a espada Excalibur foi forjada e dada a Arthur, e também o lugar onde este morreu após sua lesão na batalha com Mordred.
Nesta lenda, a maçã está associada a poderosas forças de criação, morte e renascimento.

Posté par Saul Lerner, 13 juin 2004 à 20:30 | Répondre

 

 

9 mai 2004

Estudando em casa.

 

O "homeschooling" (termo comumente usado na América do Norte), também conhecido como "home education" (no Reino Unido, em outros lugares na Europa e em muitos países da Commonwealth), é a educação das crianças dentro de suas casas, ao invés de confiá-las às escolas privadas ou públicas, geralmente realizada por um pai ou tutor, ou até mesmo por um professor diplomado contratado, com o qual se estabelece um ensino individual. A maioria das famílias adeptas deste sistema optaram por ele depois que a escolaridade formal foi tentada e percebida como não funcionando sob algum ou vários aspectos, então mudaram para formas menos formais de transmitir educação, fora dela.

Antes da introdução das leis obrigatórias de freqüência escolar, a maior parte do ensino infantil era transmitido pela família ou pela comunidade. Em vários países, a instrução em casa, no sentido moderno, é considerada uma alternativa legal para a experiência em escolas. Em outros, o "homeschooling" é considerado ilegal ou é restrito a condições específicas. 

Dentre os motivos que levam ao ensino doméstico, os mais freqüentes são o baixo nível técnico das escolas, questões religiosas, e discordâncias filosóficas e ideológicas das mais variadas como sobre a regulação governamental das opções privadas. Argumentam, por exemplo, que os agregados familiares proporcionam um ambiente melhor para as crianças aprenderem ou que os sistemas formais são incapazes ou não estão dispostos a satisfazer as necessidades delas. Para muitos, a insatisfação com o clima predominante nas escolas públicas (drogas, insegurança e pressão adversa do ambiente) foi a razão que os fez elaborar um programa próprio de educação domiciliar. Para outros, foi a superioridade acadêmica do ensino doméstico, o desejo de se transmitir livremente valores religiosos, e a necessidade de se construir laços familiares mais robustos, o que os impulsionou.

Alegam também que esta modalidade de ensino permite focar e individualizar as necessidades do aluno, ao invés da massificação, oferecendo flexibilidade na aprendizagem. Afinal, colocar 20 ou 30 alunos em uma sala de aula com um professor não é educar, pois este modelo está mais para linhas de produção do que para a educação. Além disso, o "homeschooling" aumenta a sociabilidade com pessoas de idade mista, seja na comunidade ou através de familiares e amigos, e proporciona um ambiente de aprendizagem mais seguro.

Um número cada vez maior de pais com crianças portadoras de algum tipo de deficiência sentem que têm de educá-las em casa porque as especialidades de aprendizagem não estão sendo apoiadas pelo sistema público. Já a Minority Homeschoolers of Texas é uma organização que promove o ensino domiciliar entre as minorias étnicas, como os hispânicos, judeus, afro-americanos, asiáticos, indígenas, e os anglos que adotaram indivíduos pertencentes a uma dessas minorias.

Como fundamentos contra a educação doméstica temos que ela isola as crianças, que estas são geralmente ensinadas por alguém que não está devidamente treinado para tal, e que pode limitar a realização instrutiva. Enfim, que o "home education" não é capaz de proporcionar ao aluno uma experiência educacional abrangente.

Com relação a esta idéia de que o "homeschooling" faz com que as crianças fiquem hibernando em uma casa, na verdade, no tempo fora dos horários de concentração e aplicação nos estudos, elas vivem atividades absolutamente normais. Provavelmente, as que foram instruídas domiciliarmente terão e desfrutarão bem menos chances de momentos ociosos e de divagação, rabiscos em cadeiras e cadernos, e conversas paralelas e fúteis com vizinhos, do que se estivessem na aula convencional. Logo, haverá um aproveitamento estudantil acentuadamente maior do que na escola formal. Em estudos realizados por Larry Shyers, da Universidade da Florida, com a finalidade de averiguar a noção de que indivíduos que ficam em casa apresentam um desenvolvimento social mais atrasado, não se encontrou qualquer diferença significativa entre crianças misturadas dos dois tipos de ensinos, quando interagindo entre si e brincando, em termos de assertividade, que foi medida por exames que avaliavam a evolução social de cada uma. Ao contrário, foi demonstrado que as educadas em casa por seus pais apresentavam menos problemas comportamentais.

É interessante lembrar que os pais educadores domiciliares são, em geral, mais instruídos do que os outros pais, com grande porcentagem sendo diplomada, conquanto suas rendas sejam praticamente as mesmas.

Um currículo já montado por empresas que têm este sistema de ensino como alvo pode ser comprado pelas famílias para ser seguido. Outros pais podem optar por matricular seus filhos em escolas que oferecem educação à distância. Também existem as instituições voltadas para a instrução on-line, que oferecem currículos na internet.

Conforme as famílias vão ganhando confiança em suas habilidades nesta prática de ensino, passam a optar por uma abordagem menos estruturada, onde algumas procuram tutores que ministram habilidades específicas, como um instrumento musical, uma língua estrangeira, ou uma aula de história do ensino médio. As crianças também participam de cooperativas de aprendizado e de excursões com outras também adeptas do "home education", ou até mesmo fazem determinadas matérias em colégios ou escolas locais.

Cada vez mais famílias nos países desenvolvidos em todo o mundo estão escolhendo educar em casa, apesar ou devido à existência de sistemas de educação abrangentes do governo que assumem a responsabilidade estatal. A Nova Zelândia e a Austrália, em comum com países da Comunidade Européia, Estados Unidos e Canadá, têm legislação que visa garantir que o ensino seja gratuito, disponível e obrigatório para todas as crianças. As escolas do governo são publicamente financiadas, e este financiamento vem inevitavelmente com vários graus de controle do estado. Há também, nestes dois países, instrução privada e de igrejas disponíveis para os pais que queiram uma educação formal fora do sistema governamental. Apesar destas alternativas, os pais estão cada vez mais optando por não confiar a educação dos seus filhos a nenhum dos métodos formais e, em vez disso, escolhem assumir a responsabilidade exclusiva e direta pela mesma. 

A maioria dos estados da Austrália tem legislação que trata do assunto. Dependendo da localidade, os pais podem ser obrigados a notificar o departamento de educação sobre sua intenção de ensinar em casa, registrar-se junto ao organismo competente, ou solicitar permissão para tal. Atualmente, a família só recebe a autorização para educar seus filhos em seus domicílios se estes estão matriculados em uma instituição de ensino à distância, tem um programa monitorado e projetado por professor, ou tem um pai que seja um docente. A permissão deve ser aplicada anualmente.

Caso os pais estiverem retirando seu filho da escola, precisarão informar a mesma. Os que estão matriculadas nela mas não participam são legalmente ausentes e tratados de forma diferente das crianças "homeschoolers". A escola perguntará para qual instituição está sendo transferido, pois precisam transmitir seus arquivos escolares. Tudo vai depender das circunstâncias específicas, do estado em que se vive. 

Ainda conforme a legislação estadual em questão, testes padronizados, limitações etárias, e visitações de aprovação poderão ou não ocorrer. A ajuda curricular é oferecida pelo governo.

No Brasil, a instrução domiciliar é tida como crime. Como minha educação, e a de meus filhos, tem a ver com escolas privadas brasileiras, pelo que vi e testemunhei, a verdade é que ela, e todos os seus componentes e funcionários, não conseguem garantir um ambiente sadio, um aprendizado correto, a integridade e a segurança dos alunos. Fico imaginando como deve ser o ensino público! Para muitos pais, os problemas só começam quando o filho passa a freqüentar escola, e não o inverso.

Acredito que, neste país, o problema da qualidade na convivência escolar e a óbvia interação com elementos vis e desprezíveis é tão grande, ou maior, do que a famosa falta de habilidade na transmissão educativa propriamente dita. O contato escolar faz com que indivíduos separados por abismos morais tenham de conviver em um mesmo espaço, onde, normalmente, aquele que possui notadamente falhas e vícios vai ser um transtorno para quem lhe é diferente, manifestado nas mais diversas maneiras, desde as mais banais até as mais sérias e comprometedoras. Quem tem independência de opinião, e sabemos ser esta a exceção, até que passa pela vida escolar com menos dificuldade, para alívio dos pais. Mas e a imensa maioria ?

Como mero exemplo, dentro do muito que verifiquei e comparei, venho de uma família que não pronuncia palavrões. Foi assim que fui criada, é deste modo que sempre vi os adultos dela se comportando e é sob a mesma ótica que criei meus filhos. Sei lá, meus pais, avós, tios... meus familiares em geral, quando querem se expressar usam outros meios mais argumentativos do que relinchar algum insulto ou termo de baixo calão. Nem achamos inocentemente engraçado soltar estas obscenidades por aí, como muitos. Todavia, no âmbito escolar você vai acabar tendo contato com crianças e adolescentes oriundos de outras criações, com outra espécie de exemplos e de formações morais, portanto, com outro tipo de visão comportamental (ou a completa falta dela).

Algum tempo atrás meu irmão estava falando comigo sobre o tema abordado neste texto. Ele me relembrou que, quando era pequeno, ainda chegou a se deparar com colegas escolares munidos de estilingues se divertindo ao testar a pontaria em pássaros, fato este que nunca despertou sua vontade de tentar o mesmo, sua curiosidade, seu prazer, seu sadismo, ou seja lá o que for. Meu irmão passou por sua infância, espontânea e sinceramente, sem sentir qualquer necessidade de praticar este ato.

Quando eu estava na adolescência, via as pessoas da mesma idade copiosamente puxando o saco de quem era o "pegador da turma" ou o "fortão da sala" (este, geralmente um delinqüente, aquele que um sujeito correto expulsa de seu leque de convivências). Eu não via nelas jogo de cintura para com os dois tipos. Via inversão de valores, nos quais o "pegador" e o "fortão" viravam heróis pois, no fundo, continham o que elas dão importância (se o que tivesse importância fosse a ética ou a honestidade, outros tipos de heróis seriam venerados, mas como a população tem formação moral baixa então engrandece o que é inútil e indecente). Para falar a verdade, a maior parte dos adultos, apesar de terem a forma cronológica de um, enaltecem a mesma coisa! Parece que se esqueceram de amadurecer e praticar, nem que seja fingindo, o que um maior de idade deve. Eu vi inclusive professores cultivando tais valores na relação com os alunos! Pois bem, eu nunca tive esse padrão de conceituação das pessoas, muitíssimo longe disso, mas na escola você entra nesta realidade.

Perceba que vamos considerando vários pontos, e não fica difícil, através deles, compreender a razão do Brasil ser o que é!

Mês passado recebemos a visita do querido Hector, de passagem por Sydney. Ele nos relatou que viu uma arma de fogo pela primeira vez em sua vida com 11 anos de idade, dentro da escola. E que com 13 anos, viu outra, também levada para o meio estudantil!

O ensino particular brasileiro tem um monte de problemas, afinal faz parte desta balburdia maior chamada Brasil, mas o estatal é caótico!!! Certamente, a se julgar pelo que já ouvi falar, é a sala de espera do inferno! Se for descrever o que já me contaram sobre o ambiente educacional público, vou passar por mentirosa. Não é a toa que a sociedade brasileira seja tão despreparada e desonesta. Seus funcionários, do professor ao diretor ou faxineiro, são despreparados, corporativistas, desleais, gatunos, etc. Eles não servem nem para seus próprios filhos, como poderiam cuidar e demonstrar exemplos positivos para os dos outros!!???

A sociedade, dogmática como historicamente é (principalmente a de outrora), tem o péssimo hábito de empregar um nível de excelência ao papel desempenhado pela escola junto à sociedade, às funções exercidas pela suposta figura imponente e sábia do professor, e à construção de um futuro melhor, que não estão ao alcance desse pessoal de carne e osso, em sua maioria, gente que trabalha na educação por necessidade de pagar suas contas e não por vocação, uma turma que está inserida na realidade imoral e corrupta endêmica brasileira. Aliás, se o tal dogma estivesse correto, então descobrimos o motivo da sociedade brasileira definhar em improbidade e irresponsabilidade : os professores que este povo teve eram ruins no desempenho de suas atividades, o que transformou esta população nestes "adultos" de hoje ...

As escolas e seus profissionais mal cumprem o papel da instrução educacional propriamente dito, então como poderíamos acreditar que teriam condições mínimas de agir exemplarmente em outros âmbitos e preparar moralmente os jovens e crianças para se tornarem indivíduos melhores no amanhã!?? O que conheci sobre professores, inclusive no ambiente universitário, é que estão longe de se tornarem pontos de referência para alunos para a vida e de arcar com a pretensiosa responsabilidade de formar o cidadão do futuro. Repito, eles não criam corretamente nem seus filhos!

Agir de maneira correta e digna, fazer a coisa certa, comportar-se de modo maduro e sensato, é um problema em qualquer setor do corpo social brasileiro, independendo do patamar educacional e da faixa etária dos que estão momentaneamente presentes no tal setor ou são componentes fixos dele. Na esfera escolar, idem. (neste último espaço social talvez seja até pior porque, efetivamente, os indivíduos justos e corretos - que invariavelmente perdem em qualquer local que estejam no Brasil - têm menos recursos de experiência de vida para lidar com a presença nociva dos maus elementos, indivíduos estes que, não tenha dúvidas, continuarão nocivos à sociedade quando "adultos")

Conheço pais e mães que não ligam, e que simplesmente "soltam" sua ninhada no mundo. Também conheço outros que demonstram satisfação quando aquilo que chamam de filhos apronta algo de imoral contra colegas ou em desfavor da própria sociedade, mesmo sabendo que estão errados no juízo ou no tipo de ato que praticaram (muito comum no que passou a ser chamado de bullying ou em casos de delinqüência), simplesmente porque venceram, então são "fortes". Ou seja, na concepção deturpada média, estão certos!? (eles não são éticos, equilibrados, honestos, sensatos, inteligentes, nem estavam meramente se defendendo de alguma situação injusta; o que importa é que são "fortes"!?). O fato é que, tanto no primeiro como no segundo caso, vemos implicitamente a opinião e a formação dos procriadores : a preocupação deles é que seus filhos ganhem, e não que façam o certo. A estas famílias fica claro o não cabimento do "homeschooling" para sua prole para que o estrago não aumente, mas, e para os outros pais conscientes e atuantes cujos filhos terão de dividir espaço com os animais produzidos por elas, na escola?

Se você não se esquiva de agir e fazer o certo como pai ou mãe, quer uma convivência sadia para suas crianças, firmada nos valores positivos, onde elas cresçam em ambientes favoráveis, sem adversidades desnecessárias e extremistas de que nível for, entendendo a relação de direitos com deveres, e se tornando adultos completos, íntegros, com mentes sãs e capazes de viver em grupo, a escola brasileira talvez não seja o universo social mais aconselhável. Longe disso.

É fato que filho não nasce com manual de instruções, mas a se julgar pelas famílias que existem, não se dignariam a lê-lo caso houvesse algum. Os pais já não praticam o que receberam de esclarecimentos desde a infância, então por qual o motivo, pelo bem de todos os envolvidos, já não deixam de botar prole neste mundo!!!???

Se afastar da parte podre para que possamos ter uma vida melhor e mais segura, e expulsá-los de nosso meio para que a sociedade como um todo não pereça nem seja danificada, constrangida ou atrapalhada, é a tônica da vida no Brasil. Tudo aquilo que poderia (e deveria) ser coisa da pouca idade, o que supostamente implicaria uma menor consciência sobre os fatos da vida e uma menor responsabilidade para com seus atos, com efeito, se estende para todas as faixas etárias neste país. É claro que se quisermos evitar tantos prejuízos seria mais fácil sair do território brasileiro que modificar a endemia existente nele, mas, ao menos na idade escolar, esta separação didática através do estudo domiciliar poderia ser, pelo menos, possibilitada em lei.

Mas educação em casa deve ser uma escolha, e não uma última opção. Através deste sistema os pais esperam que as diversas necessidades de seus filhos sejam melhor atendidas, ao invés de ter que ficar isolado ou a ele ser negado o pleno acesso ao currículo.

Ao utilizar sabiamente suas liberdades, pais adeptos do "homeschooling" já graduaram vários alunos cultos e bem preparados em outras Nações, sob um ambiente de interferência governamental mínima, e a uma fração do custo de qualquer programa do estado.

Dado o aumento anual consistente nos registros de escolaridade em casa e a redução contínua da realização acadêmica na escolarização formal, podemos assumir que a escolaridade domiciliar só continuará a aumentar.

Posté par Elise Dawson

 

 

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Animais no banco dos réus.

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Combatendo nas guerras dos outros.

 

 

Commentaires (21)

 

Antigamente, as pessoas com acesso à informação eram muitas vezes educadas em casa, pelos próprios pais ou por professores particulares. Seus talentos e capacidades eram desenvolvidos naquilo que tinham de melhor, e as crianças não tinham problemas mentais nem eram avessas à socialidade por estudarem em casa.

Uma pena que o homeschooling não seja aplicado de fato no Brasil. Faria questão de ingressar nesta metodologia. Mas, como o que me é oferecido é o ensino formal, me esforço para acompanhar de perto a aprendizagem do meu filho.

A escola não educa ninguém. Educação é coisa que vem de casa. O Estado quer cidadãos cada vez mais alienados, que não contestem nada e aceitem o que é imposto, e é por isso que não admitem o ensino domiciliar.

Quando as pessoas supõem o isolamento de quem estuda em casa na verdade se esquecem que a missão da escola é ensinar. Lá não é ponto de encontro para bate papos. O fazer amizades faz parte do contexto mas não é o foco principal.

Tudo de bom !

Posté par Letícia Haas, 09 mai 2004 à 18:21 | Répondre

 

A questão não é misantropia. As pessoas não notam que existem outros meios e oportunidades para se fazer amizades. Aliás, eu diria que na escola convencional as crianças vão APENAS para curtir amizade e se entreter socialmente, porque estudar e aprender que é bom, que se trata da própria razão da existência escolar, NADA !
Vi um filme passando em minha frente quando li os relatos seus sobre a imbecilidade no ambiente escolar. Este meio é exatamente isso = se você vem de uma criação familiar decente, vai se deparar com uma podridão enorme que saiu de alguma cova chamada de “família” por aí.
Qualquer tipo de força pode ser perdido caso não seja bem direcionado e não houver um mínimo de condições fáticas para que desenvolva o seu potencial. Um aluno muito capacitado, com um bom ambiente familiar, consegue aprender mesmo com um professor medíocre. Por outro lado, mesmo o melhor docente terá dificuldades com alunos vindos de ambientes deficitários. Portanto, é necessária uma convergência de fatores.

Posté par Amanda Freire, 09 mai 2004 à 19:04 | Répondre

 

O “homeschooling” é legalmente permitido em todos estados dos Estados Unidos, mas as normas e regulamentações são muito mais favoráveis em alguns do que em outros, portanto é importante que os pais se familiarizem com as leis do seu antes de iniciar seu empenho na área.

Por exemplo, o estado de Oklahoma é considerado mais tranqüilo, já que os pais não são obrigados a contatar as autoridades estaduais antes de começarem a educar seus filhos em casa. Já em Massachusetts, o controle é feroz, com a necessidade burocrática de aprovações e avaliações.

Também é fato que um certo número de educadores domésticos já teve de lutar contra acusações falsas de abuso infantil em tribunais, bem como responder por negligência, falta de proteção, abuso psicológico e emocional. Normalmente as acusações, muitas vezes infundadas, são feitas por vizinhos intrometidos que acreditam que as crianças devem receber uma educação convencional, feita em escola.

Posté par Renan Victor Verissimo, 09 mai 2004 à 19:37 | Répondre

 

Certa vez, ainda quando minhas filhas estavam em idade escolar, me chamaram de misantropa quando comecei a expor muitas das questões abordadas nesta página e firmei a necessidade de possibilitarmos o “home education” no Brasil, algo que tive contato quando vivi na Inglaterra. Disseram ainda que as crianças são iguais, que não existe uma que seja melhor do que a outra, e que portanto todas têm de ficar sob mesmas condições !!!!?????

Respondi que a questão não era de misantropia, e que os filhos de alguns, a minoria, são melhores do que os dos outros sim ! E parti para as comparações, inclusive usando exemplos como os que você deu em seu texto. Bem, não preciso dizer que conforme ia discorrendo e os exemplos se encaixando direitinho nas personalidades e atos daqueles filhos, e também em seus pais, estes iam mudando de cor e tendo pitis. Em nenhum momento me chamaram de mentirosa ou desqualificaram minhas argumentações, preferiram usar o termo “arrogante”. Aqueles cujos filhos se enquadraram nas críticas morais e intelectuais que fiz iam afirmando “o que é que tem”, ou “isso é coisa de criança”, ou ainda “mas isso não tem nada de mais”, e foi assim que a conversa seguiu.

Família compromissada e atuante, tem muito o que fazer e o que conferir para que os filhos cresçam saudáveis neste país decadente. Por isso achava, e acho, que estudar em casa é uma excelente alternativa. Aliás, qualquer cidadão que contenha os melhores atributos, que queira ter participação social ampla, também têm muito o que escolher e de quem se afastar. A sociedade brasileira exige isso de quem é bom e quer continuar como tal !

Sobre essa hipotética igualdade entre as crianças, realmente não é bem assim. Elas têm diferenças na capacidade de aprendizado, na independência, no comportamento e na personalidade, fatores que se manifestam de inúmeras formas e em incontáveis circunstâncias, e que favorecem ou não uma aquisição de conhecimento mais efetiva e uma relação mais agradável e saudável com as demais com a quais estejam confinadas nos curraletes de ensino formal. Os padrões, aliados ao despreparo docente, até servem a alguns poucos, mas detonam e atrasam a maioria.

Tenho uma opinião muito semelhante a sua, Elise. Houve uma época em que minha grande preocupação com as escolas era referente à qualidade na transmissão técnica do ensino, muitas décadas atrás. Porém, hoje em dia, não posso virar as costas para o quanto é prejudicial interagir com crianças desregradas, egoístas, imorais e más, fruto que são de famílias semelhantes, e com profissionais escolares possuidores de predicados semelhantes. Antigamente cheguei a achar que temos de nos afastar somente dos adultos indignos e torpes para que não sejamos confundidos com eles ou prejudicados pelos mesmos. Hoje, estendo esta meta salutar indispensável aos alunos em relação aos companheiros de sala que lhes são impostos pelo sistema.

É complicado manter amizade ou dividir espaços com quem é estúpido ou tem péssima estrutura moral, porque a vida vai acabar pondo situações em sua frente nas quais estes elementos idiotas e maus-caracteres vão mostrar o que são. E quando isso acontece, você vai perder !

As pessoas são diferentes sim, inclusive na ética e na sobriedade, desde cedo ! Umas são melhores que outras sim ! E colocar um filho na escola, como você escreveu, ao invés de ser uma solução passa a ser um problema familiar, por conta dos maus elementos que certamente estarão na mesma sala que a criança, ou lecionando, supervisionando e dirigindo ela.

Se todos os colegas e profissionais que nossas crianças e jovens tivessem contato no ambiente de escolaridade formal fossem como, por exemplo, o Rodrigo Guizzardi, não haveria com o que se preocupar. Nosso espaço social se regeneraria, sairíamos da idade da pedra e encontraríamos a verdadeira civilização. Pela primeira vez na história, toda a teoria do como a humanidade deveria manter relações positivas seria concretizada. Mais do que estudar com dedicação, as crianças aprenderiam a identificar e, principalmente, a praticar o sadio e necessário afastamento de pessoas nocivas e de situações desnecessárias. Todavia, voltando para nossa realidade melancólica, a convivência neste meio se dá com boa parte da escória social existente no país.

Posté par Sandra Regina Conti, 09 mai 2004 à 20:02 | Répondre

Tem hora que a gente perde a paciência não é Sandra ? Temos que escolher nossas convivências, e a dos nossos filhos em idade escolar especialmente, SIM ! O nível como os fatos estão se dando impõem esta necessidade !

Como escrevi, e indo direto ao ponto, no Brasil, nem a escola particular se apresenta como um núcleo sólido, eficaz, seguro e sadio de educação. Em se tratando do poder público, NADA, da segurança ao serviço de limpeza de ruas, da saúde à educação, funciona como deveria. O Estado simplesmente NÃO CUMPRE SEU PAPEL ! Com efeito, se prestarmos atenção vamos constatar que uma parte da escória social, que não consegue se firmar em outros lugares pelo enorme despreparo que possui, é absorvida em concursos públicos dos mais diversos níveis e áreas, então já viu né .......

Se o cidadão quer que algo funcione bem, tem de dispensar recursos, tempo e esforços pessoais para consegui-lo.

A interferência do governo, impondo a educação formal (pública ou privada) é uma arbitrariedade ! Torço muito pelo dia em que os pais, através do ensino domiciliar, possam determinar os estudos dos filhos de modo mais efetivo e seguro, atingindo resultados bem mais sadios que o formal.

Se colegas de sala, professores, supervisores e diretores de escolas fossem como o Rodrigo Guizzardi não haveria problemas em deixar nossos filhos perto deles, ao oposto, seria o término das preocupações ! A questão é que não são assim, muito pelo contrário. Por sinal, se a sociedade brasileira fosse formada por componentes como ele, viveríamos em uma Suíça, com todo mundo agindo com discernimento, responsabilidade e honestidade, e nunca baseados em mentiras e frivolidades.

Posté par Elise Dawson, 09 mai 2004 à 22:25 | Répondre

Se todos fossem como o Rô, os suíços gostariam que o país deles fosse como o Brasil.

Posté par Bianca Renault, 11 mai 2004 à 13:17 | Répondre

Muito se fala sobre a criação dos pais, e o papel deles na formação dos filhos.

Em primeiro lugar, é difícil encontrar pais bem constituídos na ética e na índole, e possuidores de condições e atributos que lhes proporcionassem a dádiva de formar um cidadão, então, como passariam para seus filhos o que (supostamente) conhecem da vida e acreditam como sendo o correto ? Só por aí já sabemos que suas crias se assemelharão mais a bestas.

Em segundo lugar, esclarecimento, informação e didática não são suficientes. Pode ter certeza de que estas crianças já receberam materiais instrutivos e elucidativos ou tiveram orientações de algum adulto, determinando para elas o que seja certo e errado na convivência em coletividade, e, a exemplo do que acontece com seus pais, NEM POR ISSO COLOCAM O QUE LHES FOI ENSINADO EM PRÁTICA !

Concordo muito com o que escreveu, se você compartilha espaços ou amizades, as oportunidades para que o mau indivíduo mostre sua safadeza, corrupção ou imbecilidade vão acabar aparecendo. Eles não vão tomar atitudes decentes nestes instantes, pode crer, afinal já não são isso em sua personalidade e os exemplos em suas vidas comprovam isso. Nós é que temos de nos cuidar, porque a escumalha faz mal para nossas vidas e nossos caminhos. Na hora em que o problema surge, e vai acabar surgindo, nós é que teremos de juntar nossos cacos pelos problemas que eles nos causaram. 

Posté par Ana Flávia Valtrich, 10 mai 2004 à 18:13 | Répondre 

E depois é o seguinte Sandra, verdade seja dita, nós e nossos filhos somos melhores mesmo se comparados com esta média. Não estou me referindo à condição financeira, não necessariamente, única coisa em que os pais e seus filhos que existem em nossas comunidades costumam se firmar para apontar uma pretensa superioridade sobre os demais.

Nós não deixamos os fatos na teoria, e PRATICAMOS o certo, o respeito, o valor maduro e útil, a democracia, o probo, o equilíbrio, etc. Nós conceituamos a vida por pontos que esta sociedade abandonou, como a Elise disse. Nós somos mais sóbrios e éticos que esta gente, e nossos filhos vão estabelecer suas atitudes e opiniões sobre valores que os dos outros não estabelecerão - mesmo quando já tenham tido algum tipo de esclarecimento educativo sobre o que é certo ou errado na vida não vão praticá-lo, e ainda vão discriminar quem pratica.

Observe quem são as crianças e adolescentes deles, e constate os futuros adultos em que se transformarão, o tipo de mentalidade e de folha corrida que edificam durante a trajetória inútil que percorrem, e comparem com os poucos bons, que apenas estão neste mundo para estudar, trabalhar, cumprir com suas obrigações, curtir e se divertir sem atingir a ninguém, respeitar o próximo e viver uma vida verdadeiramente decente e frutífera ! A maioria absoluta dos pais não consegue passar conceitos positivos e íntegros para suas crianças e jovens, nós conseguimos !

Não é questão de arrogância. É FATO !!! A interação dos nossos filhos com os demais no meio escolar só irá evidenciar isso !

Veja a cara deste país ! Quantas vezes, ao observar o modo como esse povo despreparado cria sua descendência, já se alarmou com o que ainda vem pela frente ? Temos que buscar algo melhor que o ensino convencional, assim como escolhemos muito bem nossa convivência social. São poucos o que merecem de verdade algo de melhor nesta sociedade, e os bons geralmente têm problemas quando em contato com a maioria que não presta, na escola e na vida como um todo. É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA !!!

Por tudo isso, e pela inaptidão dos “profissionais” da educação formal, por que não estudar em casa ?

Por fim apenas gostaria de dizer o seguinte :- se vivêssemos em uma corpo social só com o Rodrigo e seus pares, e retirássemos todos os que não têm qualquer papel a desempenhar em uma sociedade decente, o que causaria a perda de ¾ da população, viveríamos no paraíso ! E neste caso, de acordo com a estrutura social que teríamos, pra quê legislações, justiça, cadeia, hierarquias, polícias, ...., e ensino domiciliar ? Ora, TUDO FUNCIONARIA BEM, conforme o que está determinado em lei ou de acordo com o escopo inicial a ser cumprido.

Não desejar que nossas crianças se misturem com os animais que os outros criam é IMPERATIVO, principalmente pelo que este mundo está se tornando. Escolher boas amizades e bons ambientes é uma lição básica, que dura para a vida inteira ! As pessoas se procuram ! 

Posté par Helen Siemens, 10 mai 2004 à 20:40 | Répondre 

Exato Helen, veja como os filhos dessa gente “instruída” e “endinheirada” se comporta (isso quando o são mesmo, porque muitos apenas “comem urubu e arrotam peru”) e confirmará que será do mesmo modo, na prática, que os filhos de pedreiros e lavadeiras, aqueles que possuem baixa educação e são pobres. Ou falo mentiras!?
Nós é que precisamos livrar nossos filhos destes males! Os outros, pouco educados, mentirosos e marginalizantes são, de fato, problemas para nossas crianças e, no futuro, o serão também para a sociedade! Basta conferir! É difícil não nos misturarmos com a imensa parte podre desta sociedade, mas temos de nos esforçar. Como você apontou, é questão de sobrevivência sim!
A gente sabe que não basta que você faça a coisa certa para que tudo vá bem. Afinal, os outros em volta também têm de fazer a coisa certa para que você vá bem. Como no Brasil 97% da população não cumpre seu papel e ainda interfere e danifica o que é dos próximos, chegamos à conclusão que escolher amizades é a solução óbvia, na escola e na vida!
É lógico que errar é humano, e que todos erram, mas pelo que se vê por aí e pela experiência que se adquire durante a vida ao lidar com este povo, é que essa massa desprezível e inútil simplesmente não presta!
As coisas não andam indo bem nesta sociedade, na vida como um todo, e nos espaços escolares em específico. É certo que colocarmos como ponto de referência o Rodrigo, inalcançável e impecável que é, chega a ser covardia para com o restante que mal parou de andar em quatro patas. Entretanto, nos inspirarmos em seus atos conscientes e escolhas perfeitas, e zelarmos pela boa convivência e por um ambiente sadio para as crianças e jovens, É VITAL!

Posté par Wilson Stradioto, 12 mai 2004 à 21:14 | Répondre

E quando os marginais por oportunidade que esta gente incompetente e indigna criou provocam alguma situação indecente, violenta, corrompida, ou totalmente descabida aos olhos de um cidadão que têm moral para exigir? Sei lá, quando agridem as pessoas, ateiam fogo em algum lugar, se aproveitam da inferioridade de alguém, destroem bens públicos e particulares, tiram racha nas ruas, importunam outrem simplesmente por atravessarem seus caminhos, ou seja lá o que mais for, e seus pais, para justificar ou proteger o animal que pariram, conforme você escreveu, afirmam simploriamente que é coisa de criança ou de jovem, que não tem nada de mais .....

Assim como nos exemplos de contraste moral relatados pela Elise, qual o motivo de nós, nossos irmãos e primos, filhos e netos, passarem pelas mesmas faixas etárias destes eqüinos sem fazer o que fazem, sem provocar nada parecido ao que provocam, sem se meter em atos de vandalismo e delinqüência como eles? Ora, existem pessoas que são melhores que as outras sim!!! E digo isso na nossa comparação com as famílias que tiveram o disparate de se sentirem aptas para colocar “ninhada” neste mundo, e que não se sentem responsáveis pelos erros que cometem, e com aqueles que tem ao menos a forma de jovens e crianças, problemáticos já na escola e que também o serão na vida futura!

Sabemos que as pessoas se procuram, uma máxima que já se verifica no meio estudantil. Desde cedo, nos primeiros anos escolares, já vemos as crianças preguiçosas, desonestas e delinqüentes se juntando em grandes bandos pela similaridade entre si, algo que prevalece entre os adultos da mesma laia. O que me lembro da época de escola é que a parte podre só procura a pequena parte boa para copiar lições e fazer provas em conjunto, porque os alunos vagabundos só melhoram suas notas encostando nos que sabem que são os mais aplicados, a mesma desonestidade interesseira que manterão quando “crescerem”. A sociedade é moldada pelo e para o mau cidadão, e o ambiente escolar também é assim. A parte boa das crianças, e dos adultos desta sociedade também, é que precisam se cuidar! 

Posté par Bianca Renault, 11 mai 2004 à 13:53 | Répondre 

Sandra,
sempre achei que escola costuma se parecer muito com um zoológico, a se julgar pela quantia de bichos que lá estão enjaulados.
O que conheço destes pais e alunos que gostam muito de boçalmente teorizar os fatos e de valorizar os próximos, normalmente, em valores inúteis e sem sentido, é que ficam hiper sensíveis quando são reprovados ou rejeitados por nós, sobre valores lúcidos e prestáveis. Eles são bons para dar desculpas e transferir responsabilidades a terceiros por seus próprios erros – algo que fazem durante toda a vida porque, pela ignorância, incompetência e improbidade que possuem, assim será sempre. Para trabalhar, estudar, fazer o certo, não se fundar em mentiras, e assumir suas responsabilidade, não são nada !
Esse povo de formação baixa e vil por aí é muito “decidido” e “fortão” na hora de justificar os inúmeros erros, injustiças e imbecilidades que comete por toda a vida, as provocações e invasões de particularidades que promovem contra o próximo, as imposições burras e despreparadas que fazem contra as opiniões e individualidades da vida dos demais. No entanto, ficam dodoizinhos tão facilmente quando saímos de perto deles, nos recusamos a tê-los por perto, os excluímos de nossa vida e de nossas atividades ou emitimos uma opinião contrária às suas atitudes, ou seja, tudo aquilo que fazem com os próximos. Se estamos por cima na vida então, seguramente em algum valor imbecil que só esse lixo enaltece, vão encher o saco, e até choram para ficar perto.
Sempre estudei em escola particular, de concepção religiosa, e digo para você que o ambiente é problemático e ineficaz. Pelo que já me disseram sobre a escola pública, deveria ser fechada imediatamente!!!
Concordo totalmente com suas observações sobre o tipo de convívio e de exemplo que uma criança bem criada vai ter na nociva e promíscua escola formal. Famílias conscientes se preocupam muito com isso.

Posté par Suzana Szafir, 14 mai 2004 à 21:39 | Répondre

 

Eu sou da época em que os vídeo games e, posteriormente, os computadores passaram a fazer parte da vida das pessoas. Naquele momento, era comum psicólogos aparecerem em programas de TV, cuja temática abordava o quanto jovens e crianças estavam abandonando a vida social para ficar atrás de monitores e joysticks. E estes profissionais condenavam com veemência a troca do convívio social pelos games, a falta de contato (e de tato) com outras pessoas em troca do webcam e dos chats, o não completo e sadio desenvolvimento por não se socializar de forma plena, que não era “normal” que um ser humano ficasse tão separado da socialidade, base da humanidade, e por aí vai.

O que sei é que o mundo avançou, os jogos eletrônicos e os computadores se firmaram cada vez mais e venceram a concorrência com a vida social das pessoas, as últimas gerações têm dependido deles como extensões do próprio corpo, e o conceito de “normalidade” hoje já é outro.

Tenho certeza de que se o estudar domesticamente começasse para valer no Brasil, com regulamentação apropriada e pais adeptos preparados, o ensino convencional, particularmente o péssimo público, vai passar por uma pancada. E o tal do isolamento dos que estudam em casa, que é aparente se você for ver (é que no ensino formal a molecada vai para conversar e não para aprender), tido como “anormal”, vai acabar sendo aceito em uma sociedade posterior com mentes mais arejadas.

Aliás os praticantes de homeschooling, segundo as pesquisas, são pessoas mais instruídas do que o restante da população mesmo, como você escreveu.

Posté par Vital Angeloni, 09 mai 2004 à 20:10 | Répondre

 

Elise, concordo em número, gênero e grau com suas críticas feitas à escola brasileira. Exemplos como os que você citou sobre o tipo de situação que as crianças e adolescentes bem formados por seus pais comprometidos, a exceção, passam na relação com as outras lamentavelmente são comuns. É exatamente como você afirmou, o sossego da família termina na hora em que seus filhos entram na vida escolar formal, quanto ao ensino propriamente e, até principalmente, quanto às convivências que lá terão.
Gostaria muito que a possibilidade do “homeschooling” viesse a ser abrigado legalmente no Brasil, para que hoje meus netos pudessem desfrutar de um ambiente mais favorável.
Um dos meus sobrinhos trabalhou muitos anos em Israel, onde o “homeschooling” é legal e exige a aquisição de uma permissão do Ministério da Educação que envolve uma visita domiciliária das autoridades e a descrição dos motivos, rotina e socialização das crianças.
As razões que motivam os pais a ensinar em casa neste país são muito semelhantes às do resto do mundo, com exceção dos motivos religiosos, uma vez que as escolas religiosas são prevalentes.
Até a próxima.

Posté par Katarina Jeffries, 09 mai 2004 à 21:52 | Répondre

 

Acho que quando os pais têm condições de educar suas crianças em casa devem ter o direito de fazê-lo.

A escola não é esse reduto impoluto de educação apropriada e de socialização positiva, como os dogmáticos costumam falar. A sociedade tem este péssimo hábito de creditar excelência a certos setores, apenas por serem estes setores, como com o serviço militar e a carreira militar, a suposta melhora moral ao se atingir a faculdade ou fazer catecismo, e tantos outros. Suas palavras e os exemplos de idiotices mencionados no âmbito estudantil representam muito mais a realidade dos fatos que qualquer dogma imposto.

A escola deu o histórico escolar para meus filhos. Eu e meu marido lhes demos educação.

Especificamente com relação à socialização na escola, tem muito mais negatividade do que coisas aproveitáveis. Digo que o ambiente nela é de pura corrupção e mau-caratismo, a se julgar pelo tipo de genética e de formação moral que os pais, medianamente, oferecem aos filhos quando tiveram a petulância de acreditar que teriam condições de colocá-los neste mundo. Os pais verdadeiramente comprometidos têm infinitos motivos para se preocupar com o tipo de convivência e de influência que seus filhos terão no colégio. No âmbito do caráter, os alunos mais desaprendem do que aprendem neste ambiente.

Por enquanto, acho que estudar em casa é uma opção a ser considerada. Pelo andar da carruagem social, daqui alguns anos direi que é a única opção saudável.

Posté par Silvia Franco, 10 mai 2004 à 15:19 | Répondre

 

Eu conheci famílias que educavam em casa quando morei nos Estados Unidos. Eram jovens inteligentes, sociáveis e normais, com moralidade até maior do que outros tantos que vi.

Quando meu filho vinha da escola chateado, às vezes machucado, e demonstrando incompetência e incompreensão educacional, eu ia até a escola, conversava com a diretora, com o conselho tutelar, com a professora, e nada. Fora dela o garoto sempre participou de acampamentos, festas de aniversário, vai na casa de amigos selecionados, como deve ser, e volta feliz pra casa. Portanto não me venham com essa história da importância de se socializar através da vida escolar, inclusive pela razão de que, na escola, as “amizades” são de certo modo impostas na composição de uma sala e no intervalo com as turmas dos outros anos, enquanto na vida você escolhe com quem quer ter amizade.

O ensino estatal produz analfabetos funcionais e muitas dificuldades e traumas que só pais e mães envolvidos com o desenvolvimento de seus filhos são capazes de entender. E nem pense em processar o Estado porque vai prevalecer a tese de que, a exemplo das demais necessidades sociais, suas responsabilidades com o ensino público são apenas programáticas.

Então que deixem que os que queiram ingressar no ensino domiciliar o façam. Tenho certeza de que muitos pais fariam melhor do que o Estado garante. Todo serviço público não presta! Se você quer que uma coisa funcione bem, terá de botar a mão no bolso e providenciar aquilo de forma privada.

Assino todas as críticas que você dirigiu ao ensino brasileiro. Me senti representada em suas palavras.

Posté par Marcela Uemura, 10 mai 2004 à 21:33 | Répondre

 

A cultura dos países mais desenvolvidos é muito diferente da brasileira, em quase todos os aspectos. Nós não levamos muito a sério nada que não nos dê alguma vantagem, e este povo já está moldado segundo os desejos do Estado. Mudar é algo difícil, tira as pessoas e instituições da zona do conforto. Uma coisa é certa, os professores encarregados “do futuro do Brasil”, que já não se preocupam nem com o rumo de seus filhos, quanto mais com o dos filhos dos outros, teriam de arrumar outra função social caso o “home education” surgisse no Brasil - e que isso não envolva cuidar de alguém, por favor !

A idéia do ensino em casa é ótima !

Posté par Adam Turner, 11 mai 2004 à 22:00 | Répondre

 

O âmbito escolar é exatamente como você descreveu, se não for pior no caso do serviço estatal. E todo mundo é ruim, os professores, os alunos, os pais dos alunos ... realmente é difícil encontrar alguém que faça a coisa certa! Aí ninguém entende quando o caos se instala nesta sociedade ...

Quem é do ramo da educação vislumbra todos os dias o quanto a terceirização educacional está prejudicando a formação das crianças. Muitas delas são abandonadas nas escolas pelos seus estúpidos responsáveis, que acham que o dever de educar é da escola. Muitos profissionais da educação, não menos estúpidos, colocam a si próprios e à instituição de ensino à qual estão ligados num patamar de perfeição e de importância social que nunca possuíram, nem em sonho.

Os professores dificilmente educam, apenas doutrinam. E olhe lá ...

Não se trata de dar às crianças o ensino técnico curricular, mas de educar para a vida. Assim, creio na importância da verdadeira educação de casa, e sou favorável à possibilidade legal deste sistema.

Posté par Luiz Moreira Salles, 12 mai 2004 à 21:09 | Répondre

 

Fui professora por muitos anos e percebi que a escola é apenas um instrumento do governo, e que, entre seus objetivos, não há a formação crítica do cidadão. O tipo de indivíduo que faz concurso público e vai trabalhar na estrutura educacional pública é incompetente, de moral e mente fracas, e desonesto. Inclusive, educadores eficientes e qualificados são repudiados pelos outros porque a competência que possuem deixa evidente a incompetência dos demais, além de representarem um perigo para a manutenção do sistema.

Existem pais, tão inaptos como os funcionários estatais do ensino, com predicados semelhantes aos mesmos, que entendem a escola como depósito de crianças.

A realidade da educação é tal, e do próprio país como um todo, que a parcela abnegada da equipe escolar se sente impotente, a pequena parte de pais verdadeiramente compromissados não vê saída, e por fim os próprios alunos não vêem a educação formal como meio de mudança.

Gostaria muito que esse país realmente fosse justo, de modo que pudéssemos escolher, sem a interferência estatal, os rumos de nossa vida.

Posté par Milena Carrion, 14 mai 2004 à 18:46 | Répondre

 

As crianças saem da escola sem saber nada de importante. Pelo contrário, talvez tenham aprendido coisas erradas com a péssima convivência com as outras ou mesmo com os professores, isso quando não traumatizados com agressões e abusos. Cansei de ver colegas começarem com maconha e outras drogas em ambiente escolar ou com convivências iniciadas nele. Quando tinha 14 anos um moleque apareceu com um revolver do pai lá onde eu estudava.
A sociedade, por comodismo, similaridade intelectual, medo ou preguiça, prefere continuar mandando sua “ninhada”, como você bem escreveu, para aquelas jaulas anti-sociais controladas pelo estado, popularmente conhecidas como escolas. Conhecendo o tipo de criação que receberam, de princípios inadequados e com valores distorcidos, até que merecem mesmo aquilo.
E o sistema se perpetua assim, no âmbito escolar e na sociedade como um todo.

Posté par Vanessa Araujo de Alcântara, 15 mai 2004 à 12:46 | Répondre

 

Parabéns pelo texto. Muito esclarecedor.

Apenas quero lembrar que no “homescooling” americano as crianças fazem prova em casa, na educação a distância brasileira a prova é presencial, mas pode ter direito à consulta porque isso depende da instituição. No primeiro, as empresas buscam ajudar a pessoa que estuda em casa.

Tomara que dê certo o estabelecimento deste sistema de ensino no Brasil. A educação formal, a pública principalmente, embora não escuse a privada (estudei nas duas), é calamitosa, indecente e nociva, traz mais problemas que soluções se estamos visando a formação do cidadão do amanhã. Quem dá uma criação correta aos filhos, e nós sabemos que estes são poucos, vai fazê-los encontrar tudo o que não deveriam caso os ponham no ambiente escolar convencional, desde os exemplos que você citou, que já são lamentáveis por si só, como tantos outros.

Posté par Rubens Feffer, 15 mai 2004 à 20:27 | Répondre

 

Elise, achei a idéia muita boa!

Os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem, os pais fingem que está tudo bem, e o Estado, que aprova automaticamente os alunos alfabetizados de modo incompleto, finge cumprir seu papel. E nem sempre as amizades e conceitos que você vê e ouve na escola são bons. Talvez nada seja benéfico! Escola também é lugar de drogas, violência, vulgaridades, desrespeito, muita coisa errada sendo falada e feita, “bullying”... você citou experiências de estupidez humana que também tive o nojo de observar, nos mesmos moldes. Creio que no “homeschooling” não haveria oportunidade para este lixo ideológico aparecer.

Cada aluno e cada família têm seus objetivos e suas necessidades, assim, o que por ventura é bom para alguns nem sempre será o melhor para outros. E não acho que a escola seja o único lugar para se fazer amizades e trocar idéias com outras pessoas de mesma faixa etária, o que acontece é que é o meio mais fácil, já que todo dia muitos se reúnem em um mesmo local para as aulas.

Só sei que existem pessoas realmente cansadas desta farsa toda, e resolvem tomar atitudes que vão contra o que a maioria cega e surda “julga” que é certo.

Posté par Victoria Marchi, 17 mai 2004 à 19:50 | Répondre

 

 

14 avril 2004

Uma das criaturas mais belas.

 

As primeiras referências ao unicórnio emergem em tábuas de pedra e selos da civilização do Vale do Indo, por volta de 2500 aC. Embora algumas dessas imagens possam ter sido de perfis de touros ou antílopes, revelando apenas um chifre, outras não combinam bem com qualquer espécie conhecida, sugerindo que o povo do Indo pode ter sido o primeiro a imaginar este animal mitológico.

No século V aC, um médico e historiador grego chamado Ctesias empreendeu uma viagem pela Pérsia e, ao longo do caminho, pegou relatos de viajantes persas e indianos sobre seus animais nativos, espalhando-os pela Grécia quando retornou. A primeira descrição de um unicórnio é encontrada em seu livro, "Indika". Os historiadores naturais, incluindo Aristóteles e Plínio, o Velho, pegaram a idéia e incluíam também teorias sobre esta criatura em seus livros, dando crédito à fábula recém-nascida.

Os romanos herdaram os unicórnios dos gregos e os dispersaram por toda a Europa, onde floresceram em bestiários, pinturas, tapeçarias e heráldica. O cristianismo ajudou a alimentar a popularidade pelo nome deixado na Bíblia e comparando-o ao Cristo, simbolizando o mistério da sua encarnação bem como o amor puro e a fidelidade matrimonial.

Entendemos os unicórnios como criaturas lendárias com corpos perolados e longos chifres em espiral se projetando de suas testas. Mas a história, desde a antiguidade, revela uma variedade deles em formas e tamanhos.

Os japoneses imaginavam um unicórnio muito antes da beleza branca e luminosa do mundo ocidental existir. Este ser, chamado de kirin, encantador por sua caridade, generosidade e grande respeito à vida, tem o corpo de um cervo e as magníficas escalas do arco-íris de um dragão, além de um chifre longo brotando do centro de sua testa. É tão leve que nenhuma grama era esmagada sob seus cascos.

O kirin é baseado no qilin (uma entidade da mitologia chinesa), termo este freqüentemente traduzido como "unicórnio" para o ocidente já que, às vezes, pode ser representado como tendo um único chifre, embora isso seja enganador, pois o qilin geralmente aparece como um animal híbrido com dois chifres e mais assemelhado a uma quimera. Os chineses têm uma palavra em particular para designar unicórnios, e não seria simplesmente "qilin". Várias de suas diferentes entidades míticas podem ser retratadas com um único chifre, e um qilin em específico, quando retratado com apenas um, seria então chamado de "qilin de um chifre" em chinês. Mas foi por causa das semelhanças caprichosas, míticas, sobrenaturais, místicas e religiosas na antiguidade com os unicórnios ocidentais que o governo chinês cunhou, em diversas oportunidades, moedas em prata e ouro retratando o qilin e o unicórnio ocidental juntos.

Os unicórnios não são encontrados na mitologia grega, mas sim nas narrativas da história natural, pois os escritores gregos ligados à área estavam convencidos da realidade deles e que seriam encontrados na Índia, um reino distante e fabuloso para eles. A partir de Ctesias, foi descrito como uma criatura com um corpo de burro branco neve, uma cabeça vermelha escura, cascos fofos e um chifre com cerca de 0,60 cm. de comprimento que era branco na base, preto no meio e vermelho brilhante na ponta.

Durante a Idade Média, pequenos unicórnios semelhantes a cabras tornaram-se populares em pinturas e tapeçarias. Eram geralmente de cor branca ou creme, com crinas e caudas sedosas como as de um cavalo, cascos trançados, e um tufo de barba debaixo dos queixos. Seus chifres permaneceram longos e perigosos.

No século XIII, Marco Polo identificou erroneamente um rinoceronte como sendo um unicórnio, informando ainda que não eram tão encantadores quanto o folclore os havia feito. Narrou que eram grandes e pesadas bestas com cabelos grosseiros, a cabeça parecida com a de um javali, um grande chifre preto no meio da testa, e que gostavam de se revirar na lama e na imundície. Por algum tempo, historiadores naturais aceitaram sua descrição, mesmo sendo decepcionante.

Uma série de outros traços foi adicionada para esculpir a fábula no decorrer dos anos : pés de elefante, caudas de leão ou de javali, chifres ramificados, etc. Ainda assim, no século XVIII, a imagem do unicórnio foi cimentada na forma majestosa que conhecemos hoje.

Mas mesmo na sua forma menos encantadora, a de cabra, os unicórnios sempre são tidos como animais poderosos, podendo superar qualquer predador. Um chute de um casco pode quebrar ossos, e um impulso de seu belo chifre pode destruir qualquer órgão interno.

De acordo com a lenda, muitos caçadores optaram por persegui-lo por conta de seus chifres, através dos quais poderia ser feito uma substância mágica chamada "alicorn", que teria propriedades curativas fantásticas e foi vendido como tal até 1741. Este material poderia neutralizar qualquer veneno, curar as febres contagiosas mais perigosas, incluindo a praga, e purificar a água. Durante a Renascença, os reis pagaram alto pelo que acreditavam ser alicorn, e os boticários reais colocaram-nos como pó ou esculpidos em copos.

Em 1638, o médico dinamarquês Ole Worm determinou que as supostas alicorns eram de presas de narvais (uma baleia dentada de tamanho médio, com uma única presa extremamente longa, que se projeta a partir do lado esquerdo da mandíbula superior), ou mesmo de chifres de vários animais como antílopes, orices, elandes e rinocerontes. Os copos feitos de alicorn para reis e dados como presente, na verdade, eram geralmente de marfim ou de marfim de morsa.

Enfim, até o século XVIII, a Europa viu um comércio próspero de falsos "chifres de unicórnio", que eram moídos em um pó medicinal, esculpidos em cetros ou copos para os ricos, e até mesmo usado para construir o trono dinamarquês. 

Estas criaturas podem parecer algo que as pessoas logo pensariam em transformar em bichos de estimação, todavia são selvagens no coração. Altamente independentes, podem facilmente escapar dos seres humanos, e considerando sua beleza deslumbrante, conseguem incrivelmente misturar-se ao meio ambiente. Quando são vistos, fogem, e no caso raro de serem encurralados, lutarão com fervor pela liberdade.

Ainda assim, esses seres elevados têm na inocência sua fraqueza. De coração nobre e puro, estão constantemente procurando por companheiros e amigos humanos cujo caráter é tão impecável quanto o deles. Uma donzela doce e inocente pode quase sempre atrair um unicórnio para fora de seu esconderijo, e se ele gostar muito dela, poderá até se deitar para cochilar com a cabeça em seu colo. Uma maneira usada por caçadores escondidos para abatê-lo seria usar uma donzela como isca.

Muitas tentativas foram feitas para evocar evidências de que os unicórnios realmente existiram, através dos tempos. Seja pela pouca especialização científica, para atrair a atenção e vender souvenirs e curas miraculosas, ou simplesmente deliciar o mundo dos que acreditam, todos deixaram suas marcas.

Em 1635, um prefeito alemão projetou um estratagema que atrairia turistas para sua pequena cidade. Ele selecionou os ossos pré-históricos de uma escavação de cavernas em curso e as juntou para parecer um esqueleto de unicórnio. O resultado ficou tão bem feito que muitos céticos científicos até mudaram-se para o campo dos "crentes", então todos ficaram desapontados quando a ossada foi revelada como simulada. Em anos posteriores, mais esqueletos falsos seriam "desenterrados", mas nenhum deles conseguiu ganhar tanta reputação como o primeiro.

Quando os restos fossilizados já não conseguiam mais excitar uma multidão, alguns entusiastas começaram a procurar maneiras de produzir unicórnios reais e vivos. Em 1933, um cientista da Universidade de Maryland conseguiu fundir cirurgicamente os chifres de um bezerro de um dia de idade, de modo que cresciam em um chifre único e longo, no centro de sua testa. O ocultista estadunidense Oberon Zell-Ravenheart co-fundou a "Ecosophical Research Association" (Associação de Pesquisa Ecosófica) em 1977, uma organização que explora a verdade por trás dos mitos. Este grupo ficou conhecido pelos "unicórnios vivos" que criaram por uma pequena cirurgia nos chifres de cabras. Um dos seus "unicórnios", de nome Lancelot, foi vendido e excursionou com o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus. Lancelot era uma cabra branca de pelagem vistosa e encaracolada, e um único chifre no centro de sua testa, tendo atraído uma enorme audiência para o circo e recebido aprovação depois de examinada, com raios-x, por um grupo de cientistas incrédulos.

A maioria dos estudiosos acredita que o unicórnio de Ctesias, o primeiro a se apresentar à civilização ocidental, era apenas uma descrição confusa de um rinoceronte indiano. Como já escrevi, durante suas viagens ele encontrou muitos indianos e reuniu descrições de muitos animais exóticos, então pode ter juntado o poderoso rinoceronte de um único chifre com uma criatura mais graciosa, como um tipo de boi ou antílope. O folclore ocidental se encarregou, com o passar dos tempos, de polir o unicórnio em algo cada vez mais belo, até que ele fosse irreconhecível como um rinoceronte.

Ademais, exploradores e pastores podem ter encontrado touros, caprinos, orices, antílopes ou elandes com um dos chifres gravemente danificado, até mesmo quebrado, de modo que pareciam ter um único. Os distúrbios genéticos, que são surpreendentemente comuns em algumas populações, também podem ter produzido indivíduos que nasceram com um único chifre fundido.

Mas é fato que este ser fantástico tem sido representado por muitos artistas há vários séculos. Duas das mais famosas representações são séries de tapeçarias : "Dame à la licorne" (Museu de Cluny, Paris) e "The Hunt of the Unicorn" (The Cloisters, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque). Manuel Mujica Lainez publicou em 1965 o romance "El Unicornio", que recria um mundo medieval mágico do tempo das Cruzadas, cujo protagonista é a fada Melusina, que por uma maldição se transforma a cada sábado em uma cobra com asas de morcego. É também o caso do mais famoso álbum do cantor cubano Silvio Rodríguez : "Unicornio", ou um livro de poesia de Carlos Alva : "Unicornio".

Posté par Elise Dawson

 

 

Veja também :

A grande inundação.

Mitologia aborígene.

Uma antiga religião persa.

Captura de embarcações.

Para reparar a honra ofendida.

 

 

Commentaires (7)

 

A descrição de Ctesias é similar em muitas fontes, mas, pelo que sei, houve pelo menos uma variação nos registros históricos. Plínio, o Velho, em sua obra “História Natural”, do século I dC, um vasto compêndio das ciências antigas distribuído em 37 volumes, afirmou que tinham pés como os de um elefante, uma cauda como a de um javali e um chifre completamente preto com três metros de comprimento.

No entanto todos, inclusive Plínio, concordam que seria impossível capturar um vivo.

Posté par Fábio Carminatti, 14 avril 2004 à 17:30 | Répondre

 

O Kirin é uma criatura mitológica chinesa muito apreciada e querida, com natureza comparada aos unicórnios dos europeus, mas com atributos físicos um pouco diferentes pois sua pele é feita de escamas, tem cauda peluda (às vezes descrita como a de uma raposa), e uma pelagem volumosa nas patas, queixo e no pescoço. Os machos possuem normalmente um chifre, com alguns deles podendo desenvolver mais. Dizem que fala facilmente o idioma humano, podendo usar telepatia para conferir se estão lhe dizendo a verdade ou não.

Este ser nunca irá tirar a vida de um inocente, ao contrário, o protege de qualquer ameaça, se necessário cuspindo fogo, entre outras habilidades que são contadas. Ele tem uma enorme compaixão pelos puros de coração, não tolerando quem abuse deles, e só é visto em regiões que são governadas por pessoas benéficas ou virtuosas e por quem tem respeito à vida como ele. Vê-lo significa um bom presságio, mas matá-lo ou ver seu cadáver é péssimo.

Posté par Natália Volpi, 11 avril 2004 à 19:11 | Répondre

 

Ótimo texto!
No Gêneses está escrito que Deus deu a Adão a tarefa de nomear tudo o que o cercava, e em algumas traduções, o unicórnio foi o primeiro animal. Quando Adão e Eva deixaram o paraíso, a criatura foi com eles, tornando-se assim um símbolo de castidade e pureza. No Antigo Testamento ainda existem sete referências a esta criatura, embora haja discussão sobre isso, além do Talmude, que também menciona o ser.
Na Idade Média, para a igreja tornou-se o sinal de Cristo, com seu chifre simbolizando a unidade entre Jesus e Deus. O fato de aparecer na Bíblia significa que um verdadeiro cristão não poderia duvidar de sua existência, da unidade em questão.

Posté par Lívia Bettenay, 11 avril 2004 à 20:35 | Répondre

 

Um comerciante de Alexandria que viveu no século VI, Cosmas Indicopleustes, fez uma viagem à Índia e, posteriormente, escreveu obras de cosmografia. Ele dá uma descrição de um unicórnio baseado em quatro figuras de bronze no palácio do rei da Etiópia, e afirmou que é impossível capturar esta besta feroz viva, e que toda a sua força está no seu chifre. Disse ainda que quando ela se encontra perseguida ou em perigo de captura, se lança de um precipício e gira tão apropriadamente ao cair que recebe todo o choque no chifre, e assim escapa em segurança.

Posté par Miguel Gerdau, 11 avril 2004 à 20:43 | Répondre

 

Realmente diziam que venenos postos em um copo esculpido do chifre perderiam o efeito nocivo. E se a pessoa já ingeriu veneno, e está usando o chifre para curar-se, ao menos o segurando, o mesmo aparentemente induz o vômito restaurador. Também já li alguma coisa sobre beber do copo esculpido e ficar imune ao fogo.
Caçar um unicórnio seria muito difícil e apenas resultaria em morte ou graves ferimentos aos homens. Lendas afirmam que a única maneira de capturá-lo seria cercá-lo e matá-lo, ou seja, nunca poderia ser preso vivo. Um dos meios seria se aproveitar dos momentos em que esteja junto a seus potros, porque nunca os abandonaria, então poderia ser atingido à distância, por dardos e flechas.

Posté par Gabriela Lizarelli, 11 avril 2004 à 21:26 | Répondre

 

Elise, como você mencionou, o chifre do unicórnio tem virtudes mágicas, e decanta águas poluídas, cura doenças, detecta e destrói o veneno, e só pode ser tocado por uma virgem. No British Museum de Londres, há um chifre que dizem ser de um unicórnio, e que os cientistas não obtiveram permissão para estudá-lo.
Por seu chifre original no meio de sua testa, simboliza a flecha espiritual, a espada divina do discernimento, a revelação da inserção do espírito na natureza, mas também uma ponte entre os mundos.
Nele estão reunidas as pontas das polaridades sexuais, e ele as transcende. Disso surgiu a idéia de pureza e virgindade. O unicórnio sempre evoca a idéia de uma sublimação milagrosa da vida carnal e da força surreal que flui de todas as coisas puras.

Posté par Thiago Winzer, 12 avril 2004 à 19:08 | Répondre

 

Os unicórnios aparecem muito na heráldica, normalmente representados como um cavalo com cascos e barba de cabra, cauda de leão e um chifre espiral na testa.

Seja como símbolo da encarnação ou das terríveis paixões animais de natureza selvagem, teve sua imagem popularizada a partir do século XV. Por vezes, aparecem com coleiras ou presos, o que indica que foram domesticados ou controlados, mas são mais mostrados com colar ou corrente quebrados, mostrando que se libertaram.

No brasão de armas do Reino Unido há um unicórnio ao lado de um leão, e no da Escócia dois deles estão presentes.

Posté par Lais Dias Vitti, 12 avril 2004 à 21:40 | Répondre

 

 

20 mars 2004

Vale ou não vale?

 

Eu e meu irmão não somos exatamente entusiastas de futebol. Sempre o acompanhamos apenas de vez em quando, em grandes jogos de finais, e nunca escolhemos um clube para torcer e seguir. Nossa predileção, instigada desde cedo por nossos pais e um tio, foi a esgrima, a natação e o alpinismo. Depois que saímos do Brasil, meu irmão acabou tendo contato com o rugby, pelo qual desenvolveu muito apreço. É um esporte duro, de muito contato físico, mas que traz uma máxima esquecida no futebol = quem ganha é o time melhor, que venceu jogando o esporte e dentro das regras, sem ludibriação de arbitragem, sem fingimentos e encenações para cavar exclusões de atletas adversários ou penalidades. Quem venceu, o fez com méritos, com justiça esportiva! Ele vai aos jogos sempre que possível.

Quando pequenos e adolescentes, tivemos muito contato com nossos primos. Com os mesmos, recebemos verdadeiras aulas sobre a história do futebol brasileiro já que ambos eram vidrados nele e torcedores fanáticos do Fluminense FC. Dentre o muito que escutei, do qual parte me motivou a aprofundar meus conhecimentos sobre alguns fatos históricos, determinados episódios parecem um tanto confusos ou mesmo injustos, frutos que são de uma falta de compreensão deliberada ou de um corporativismo corrupto. No fundo, chego à conclusão de que, como a sociedade brasileira é caótica, tudo que a mesma produz ou se envolve, nos mais diversos níveis sociais, se torna tão confuso e desonesto quanto ela, o mesmo valendo para o futebol.

Depois da rememoração de certos fatos através de meu irmão, resolvi apontar abaixo alguns casos que, no meu entendimento, e no dele também, mereceriam revisão, no mínimo. Acho ser sempre conveniente ressaltar que não estou perseguindo este ou aquele clube, até pelo motivo de não torcer por nenhum. Fique à vontade para dar sua opinião sobre o que exponho.

 

Os três Botafogos

O Botafogo de Futebol e Regatas foi fundado no dia 8 de dezembro de 1942, resultado da fusão de outras duas agremiações, o Club de Regatas Botafogo (de 1º de julho de 1894) e o Botafogo Football Club (12 de agosto de 1904). Aliás a união destes se deu por ocasião de uma tragédia ocorrida em uma partida de basquetebol entre ambos no Campeonato Carioca de 1942, no dia 11 de junho, quando o atleta Armando Albano (Botafogo Football Club), que havia chegado atrasado para a partida, sofreu um infarto fulminante no intervalo. O pessoal do outro Botafogo decidiu parar o jogo abdicando da vitória. O falecimento do atleta causou grande comoção e foi o pretexto necessário para que os presidentes dos dois Botafogos se unissem a fim de providenciar a fusão, efetivada seis meses depois.

Bom, quando se calcula a quantia de títulos estaduais para o Botafogo FR, todos os meios de comunicação e entidades oficiais creditam a ele as vitórias de 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934 e 1935, que na verdade foram conquistas do anterior Botafogo Football Club, tecnicamente extinto a partir do instante em que se fundiu com o Club de Regatas Botafogo, em 1942. Assim, a lista de campeões cariocas deveria apresentar o Botafogo FR somando 9 títulos e o Botafogo Football Club ficando com 8. No entanto, ao atual Botafogo FR são afirmados 17 campeonatos conquistados.

O caso do Botafogo FR não é de mera troca de nome, como aconteceu com o Palestra Itália paulista que se tornou o SE Palmeiras ou com o Palestra Itália mineiro que passou a ser o Cruzeiro EC (por um curto espaço de tempo foi Palestra Mineiro e depois Ypiranga, antes de adotar este nome), onde existe uma continuidade. Quando falamos em fusão, técnica e juridicamente, estamos falando da absoluta extinção daqueles clubes anteriores para que se juntem formando uma sociedade totalmente nova. O clube que surge passa a contar sua existência precisamente do momento da fusão ocorrida.

Vamos discorrer sobre o Paraná Clube, que surgiu da fusão entre o Colorado Esporte Clube e o Esporte Clube Pinheiros, em 19 de dezembro de 1989. O Colorado, que por sinal também veio de uma fusão ocorrida entre 3 associações campeãs estaduais em 29 de junho de 1971, venceu o Campeonato Paranaense de 1980, enquanto o Pinheiros foi campeão em 1984 e 1987. Quando se observa o ranking de campeões paranaenses, os títulos obtidos por ambos não são somados ao atual Paraná Clube, o qual aparece apenas com 6 conquistas. Percebam a perfeição do exemplo paralelo, bem como o encaixe, ao que se deu com o Botafogo FR.

A exemplo do Paraná Clube, também temos a história do Corinthian-Casuals Football Club, que se originou em 1939 da fusão entre o famoso Corinthian Football Club (aquele que excursionou pelo Brasil em 1910, servindo de inspiração para o nome do SC Corinthians Paulista), fundado em 16 de dezembro de 1882, com o Casuals Football Club, de 1883.

Já encontramos botafoguenses dizendo que uma grande prova de que o Botafogo de hoje é a mera continuidade dos anteriores estaria no fato das taças conquistadas pelos mesmos estarem reunidas na sala de troféus do atual, juntas às vitórias do clube que surgiu a partir de 1942. Ora, os triunfos do Colorado EC e do EC Pinheiros também estão na sala de vitórias do Paraná Clube, assim como as glórias do Corinthian FC e do Casuals FC estão em poder do contemporâneo Corinthian-Casuals FC. O patrimônio foi agrupado quando da fusão, portanto a história, materializada em troféus e medalhas, também está reunida num mesmo local, o novo clube formado da união dos anteriores. E afinal, copas e condecorações deveriam ficar com quem, se as agremiações que as conquistaram se extinguiram?

 

Da Floresta para o Morumbi?

Num contexto diferente do Botafogo FR, onde houve uma fusão, mas semelhante ao mesmo no sentido de somar para si títulos que, na verdade, de um ponto de vista técnico, não lhe pertencem, está o São Paulo FC com sua suposta conquista de 1931.

O Club Athletico Paulistano, fundado em 29 de dezembro de 1900 e vencedor de 11 títulos paulistas, era fiel às raízes amadoras do futebol e, diante da iminência do profissionalismo, havia fundado em 1926 uma associação paralela de nome Liga dos Amadores de Futebol (LAF) que durou até 1929, quando o clube decidiu encerrar suas atividades no futebol e fechou o seu departamento do mesmo, pois o rumo profissionalizante era irreversível.

A Associação Atlética das Palmeiras, de 9 de novembro de 1902, foi campeã paulista em 1909, 1910 e 1915, utilizava a Chácara da Floresta para fazer suas partidas, e tinha um pensamento semelhante ao do CA Paulistano, o acompanhando na criação da LAF. Com o final desta Liga, a AA das Palmeiras ainda tentou se adaptar ao profissionalismo, no entanto, decadente e endividada, se afasta definitivamente do futebol e se extingue como clube no início de 1930.

Uma parte dos dirigentes e jogadores ligados ao futebol do CA Paulistano, com uma visão diferente da cúpula do clube sobre o ideal amador e o encerramento das atividades futebolísticas, se juntaram a também diretores e atletas da AA das Palmeiras, os quais desejavam continuar nas disputas do esporte bretão e dispunham de algum patrimônio disponível restante do clube extinto, para fundarem em 25 de janeiro de 1930 o São Paulo Futebol Clube, que ficou conhecido pelo apelido de São Paulo da Floresta porque usava o Estádio da Floresta, antigo local das disputas da AA das Palmeiras.

Alguns anos depois, uma desestabilização política e financeira atingiu o São Paulo da Floresta por conta da compra de uma sede luxuosa que não conseguiu pagar. Dirigentes descontentes com as dívidas e com o andamento futebolístico decidiram pela fusão com o Clube de Regatas Tietê e o encerramento das atividades do departamento de futebol do clube, o que levou uma parte contrária a isso a ingressar na justiça para que a opinião dos sócios fosse ouvida quanto ao assunto, obtendo ganho de causa. Porém, o estatuto determinava que somente os sócio-fundadores poderiam opinar em assembléia. Como a maioria destes era ligada à diretoria, a fusão foi aprovada em 14 de maio de 1935, onde o departamento de futebol foi encerrado, a parte administrativa e patrimonial do São Paulo da Floresta foi incorporada ao CR Tietê, o qual quitaria as dívidas do clube extinto. Parte dos jogadores e dirigentes do clube, contrários a tudo, acabaram inclusive formando o Independente Esporte Clube, para que continuassem na prática do futebol. Esta agremiação chegou a disputar 2 partidas pelo campeonato da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) mas retirou-se logo em seguida. Este Independente FC teve vida curta (criado em 25 de março de 1935, foi extinto em 16 de dezembro de 1935).

Após a fusão com o CR Tietê, outras associações foram formadas por associados dissidentes do São Paulo da Floresta, como o Clube Atlético Estudante Paulista, que inclusive disputou a "liga paralela" do Paulista em 1935 e a liga principal em anos seguintes. Merece maior destaque o Clube Atlético São Paulo, criado em 4 de junho de 1935 também por ex-sócios que estavam inconformados com o destino de extinção do antigo clube. Este segundo, diferentemente do CA Estudante Paulista, não chegou a participar do campeonato de 1935.

Em 16 de dezembro de 1935, o pessoal do recém-fundado CA São Paulo resolveu "começar do zero", foi extinto e, com isso, foi oficialmente fundado o atual São Paulo Futebol Clube, que anos mais tarde incorporaria, entre outros clubes, o próprio CA Estudante Paulista.

Ufa! Embora a história da fundação do atual São Paulo Futebol Clube pareça confusa, inclusive entre os são-paulinos, o fato é que a agremiação que conhecemos hoje iniciou sua trajetória em 16 de dezembro de 1935, técnica e juridicamente dizendo, depois da devida extinção do São Paulo da Floresta através de sua fusão com um terceiro clube, o CR Tietê.

Ora, como acontece com o Botafogo FR, embora em um contexto um pouco diferente do que ocorreu com o São Paulo FC (o primeiro é oriundo de uma fusão, que extinguiu duas instituições anteriores; o segundo é fundado meses depois da extinção do São Paulo da Floresta, que foi incorporado a um terceiro), também se torna um erro somar o título paulista de 1931 aos que o atual venceu. Assim como com o clube carioca, no caso do paulista não se deu uma mera mudança de nome em uma linha contínua histórica de existência (repito, o time da Floresta foi extinto, e seu patrimônio e administração foram incorporados pelo CR Tietê) como com o Palestra Itália que passou a ser o SE Palmeiras. Por sinal, os membros do CA São Paulo, responsáveis pela fundação do São Paulo FC vigente, extinguiram o grupo do qual participavam para "começar do zero" com a criação deste que conhecemos, em 16 de dezembro de 1935, ou seja, não dá nem para considerar a data de 4 de junho de 1935 como a da criação da agremiação atual porque houve, tecnicamente, a também extinção do CA São Paulo em ata.

Parece que para alguns são-paulinos anda sendo importante olhar para o passado e "somar" vitórias para ficar bem nos rankings de títulos. Já encontramos torcedores deste clube afirmando categoricamente que o São Paulo FC é a continuidade pura e simples do CA Paulistano, o que não representa a verdade, como vimos na própria explanação da pré-fundação dele. O CA Paulistano não mudou seu nome para São Paulo FC (volto a mencionar a renomeação do Palestra Itália para SE Palmeiras), apenas extinguiu seu departamento de futebol pelos motivos já explicados, e sua existência como clube social ou voltado para outras modalidades esportivas permanece, com sede na rua Honduras nº 1400, Jardim Paulista, até hoje.

 

Só vale se tiver time grande

As federações que organizam o futebol do Rio de Janeiro e a mídia esportiva em geral têm esquecido alguns campeões estaduais. Alguns torcedores com quem argumentamos os fatos chegam a dizer que ambas estão corretas nisso, porque se não tiver time grande envolvido, a competição não vale nada!?

A Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) foi fundada em 1917, fundamentada no ideal amadorístico e elitista da prática do futebol.

O CR Vasco da Gama disputou pela primeira vez a primeira divisão da LMDT em 1923, e foi campeão com um elenco composto por jogadores de várias origens, como negros, mulatos e brancos pobres da classe operária. Este fato incomodou os clubes aristocráticos (América FC, CR Flamengo, Fluminense FC, e Botafogo FC) que saíram desta liga e fundaram uma outra em 1924, a Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA), com algumas regras discriminatórias. O Vasco continuou na LMDT.

No ano de 1924, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) aceitou a filiação da AMEA e desfiliou a LMDT, mas ainda assim tanto o CR Vasco da Gama (pela LMDT) quanto o Fluminense FC (pela AMEA) são reconhecidos pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) como campeões cariocas da temporada. Em 1925 a AMEA revogou algumas cláusulas discriminatórias e o CR Vasco da Gama saiu da LMDT e se filiou a ela.

Agora chegamos ao ponto de nossa discussão. Mesmo com o CR Vasco da Gama tendo saído, a LMDT continuou promovendo campeonatos com os clubes que estavam filiados. Todavia, embora a entidade fosse a mesma desde 1917, a FFERJ ou mesmo a mídia esportiva simplesmente ignoram seus campeões estaduais de 1925 até 1932. O fato da LMDT estar desfiliada da CBD é irrelevante, afinal os campeões da Liga Carioca de Football (LCF) entre 1933 e 1936 são reconhecidos pela FFERJ, muito embora ela também não fosse filiada à CBD.

Eis os demais campeões da LMDT que não constam das listas oficiais de campeões :

1925 – Engenho de Dentro Athletico Clube

1926 – Modesto Football Club

1927 – Modesto Football Club

1928 – Sport Club América (não confundir com o América FC)

1929 – Sport Club América

1930 – Sportivo Santa Cruz

1931 – Oriente Athletico Clube

1932 – Sport Club Boa Vista

A LMDT se dissolveu em 1932, com seus participantes se acomodando nas ligas existentes a partir de 1933 : na AMEA (amadora) ou na LCF (profissional). 

Posté par Elise Dawson

 

 

Veja também :

A democracia dos ditadores.

No topo da ciência.

Uma visão sobre a embriaguez na antiga Inglaterra.

Australianos no conflito global de 1914-18.

Simbolismo mitológico.

 

 

Commentaires (12)

 

É o tal negócio, nenhuma lei é seguida neste país, as pessoas procuram ganhar suas discussões no grito ou na refutação barata e persistente. Embora seja tudo lógico o que você escreveu, acaba afetando certos interesses corporativistas. Se os indivíduos ligados a algum grupo esportivo de hoje vê uma possibilidade de aumentar as glórias de seu clube juntando fatos históricos de associações antigas que se extinguiram por algum motivo, mesmo que a conexão com aquele que ainda existe modernamente seja distante em períodos cronológicos ou em atos jurídicos (extinção, fusão, incorporação por outra instituição ...), vai fazê-lo.

No caso dos campeonatos oficiais cariocas não reconhecidos, certamente a idéia é não banalizar a história do futebol do Rio de Janeiro com a inclusão de campeões de menor expressão. Uma injustiça absoluta, é claro ! A liga vinha fazendo campeonatos oficiais desde 1917 e, mesmo abandonada pelos elitistas, realizou a competição de 1924 só com o Vasco dentre os que poderiam ser considerados clubes maiores ou médios. Quer dizer que depois que o Vasco saiu, outros torneios continuaram a ser realizados pela LMDT até 1932 mas seus campeões não são incluídos no rol dos legítimos campeões do futebol do Rio de Janeiro !?

Coisas da corrupção ideológica deste povo, que quando entra na administração do futebol, faz o mesmo que está acostumado em sua vida particular. Coisas de Brasil ! Curioso a imprensa, que deveria manter sempre seu papel investigativo e contestador, se silenciar sobre este fato histórico.

Posté par Josias Melchert, 20 mars 2004 à 18:21 | Répondre

 

O conteúdo escrito na postagem é eloqüente, lúcido e lógico. Tenho certeza de que deveria ser a determinação prevalecente para os clubes e federações envolvidos, e pela imprensa em geral, e ponto final. É que brasileiro não aceita lideranças nem ordens instituídas, então sempre quer “ensinar o padre a rezar a missa”. Como se não bastasse isso, como ele é sempre corrupto e de ética seletiva, quando toma as rédeas para decidir algo “em nome do que é certo” sempre decide errado ou com corporativismo, e com isso sempre prejudicando alguém como no caso dos campeões da LMDT.

Todavia, em particular, me chama a atenção a situação do Botafogo de Futebol e Regatas. Cá entre nós, se a tese apresentada nesta página fosse seguida, o Botafogo, que dentre os maiores do Brasil está entre os que menos títulos e torcida têm, perderia mais ainda ... iria acabar virando um América !!!

Nos estaduais do Rio ficaria assim então
Botafogo de Futebol e Regatas = 9 vezes
Botafogo Football Club (extinto) = 8 vezes
América Football Club = 7 vezes

Posté par Jairo Chateaubriand, 20 mars 2004 à 19:20 | Répondre

 

Cara Elise, muito interessantes e racionais as colocações feitas por você. Vou tomar a liberdade de mencionar um outro fato histórico, também ocorrido na história do futebol do Estado do Rio. Não sei se você já teve algum conhecimento sobre o Campeonato Fluminense de Futebol, competição que envolvia clubes do antigo Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói, antes da sua fusão com o Estado da Guanabara.

Acontece que até 1960 a capital brasileira era a cidade do Rio, a qual não integrava o Estado do Rio de Janeiro mas compunha o então Distrito Federal. Com a inauguração da nova capital do Brasil, Brasília, o que fez com que o Distrito Federal se transferisse para o leste do Estado de Goiás, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se um novo Estado, chamado Guanabara. Apenas em 1975 os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro se uniram naquilo que se tornou o atual Estado do Rio, cuja capital passou a ser a cidade do Rio de Janeiro. Entretanto as federações de ambos permaneceram separadas até 1978.

A lista de campeões do Rio de Janeiro que habitualmente vemos mostra os vencedores do Distrito Federal (até 1959), da Guanabara (1960-1978) e do atual Estado do Rio (1979 até hoje). Os campeões do antigo Estado do Rio de Janeiro são simplesmente ignorados, embora tenham integrado entidades organizadoras oficiais de uma unidade da Federação, que passou inclusive por uma fase amadora e posterior profissionalização. Aceitem ou não, foram campeões estaduais, e mesmo a unidade federativa à qual estavam associados não existindo mais desde 1975, deveriam constar juntos a todos os demais. Nem a mídia, quando faz revistas, livros ou publicações sobre a história dos campeonatos estaduais brasileiros lista estes campeões.

A primeira federação estadual do antigo Estado do Rio de Janeiro foi a Liga Sportiva Fluminense - LSF. Em 1917 e 1918 uma liga rival, a Associação Fluminense de Desportos Terrestres - AFDT, organizou outro campeonato. Em 1918, a LSF torna-se a representante oficial do Estado do Rio perante a então CBD, vencendo a disputa com a rival AFDT (depois, neste mesmo ano, esta foi extinta), e passa a montar as seleções fluminenses para a disputa do antigo Campeonato Brasileiro de Seleções. Em 1925, o Serrano foi campeão por uma nova liga, a Associação Fluminense de Esportes Atléticos - AFEA. Em 1926, a LSF mudou seu nome para Federação Fluminense de Desportos (FFD), mas não realizou o seu campeonato por estar esvaziada de membros e se extinguiu no mesmo ano, sendo substituída pela outra, AFEA, como a única entidade oficial do Estado perante a CBD. Pelo que pude apurar, o profissionalismo surgiu em 1933, embora nesta época apenas existisse competição por selecionados municipais. Em 1941, quando voltou a disputa por clubes, o campeonato voltou a ser amador (!!!), e ficou assim até 1952, quando o profissionalismo retornou em definitivo.

Os vencedores do velho Estado do Rio de Janeiro foram =
1915 - Ararigboya (Niterói)
1916 - Parnahyba (Niterói) 
1917 - Odeon (Niterói) (pela LSF) 
             Byron (Niterói) (pela AFDT) 
1918 - Nictheroyense (Niterói) (pela LSF) 
             desconhecido (pela AFDT) 
1919 - Fluminense (Niterói) 
1920 - Fluminense (Niterói)
1921 - Barreto (Niterói) 
1922 - Byron (Niterói) 
1923 - Barreto (Niterói) 
1924 - Byron (Niterói) 
1925 - Byron (Niterói) (pela LSF) 
             Serrano (Petrópolis) (pela AFEA) 
1926 - Elite (Niterói)
1927 - Gragoatá (Niterói)
1928-40 - não houve neste período. foi substituído pelo Campeonato Fluminense de Seleções
1941 - Icaraí (Niterói)
1942 - Royal (Barra do Piraí)
1943 - Icaraí (Niterói)
1944 - Petropolitano (Petrópolis)
1945 - Serrano (Petrópolis)
1946-51 - não houve neste período. foi substituído pelo Campeonato Fluminense de Seleções
1952 - Adrianino (Engenheiro Paulo de Frontin)
             Adrianino (Engenheiro Paulo de Frontin) – campeonato extra
1953 - Barra Mansa (Barra Mansa)
             Barra Mansa (Barra Mansa) – supercampeonato
1954 - Coroados (Valença)
             cancelamento do supercampeonato
1955 - Frigorífico (Mendes)
             Goytacaz (Campos) – supercampeonato
1956 – neste ano as finais não foram disputadas. há dúvidas sobre se as equipes finalistas Central, Campos, Serrano e Guarani dividiram o título.
1957 - Adrianino (Engenheiro Paulo de Frontin)
1958 - Manufatora (Niterói)
1959 - Fonseca (Niterói)
1960 - Fonseca (Niterói)
1961 - Rio Branco (Campos)
1962 - Fonseca (Niterói)
1963 - Goytacaz (Campos) 
1964 - Americano (Campos) 
             Eletrovapo (Niterói) – campeonato extra 
1965 - Americano (Campos) 
1966 - Goytacaz (Campos)
1967 - Goytacaz (Campos)
1968 - Americano (Campos)
1969 - Americano (Campos)
1970 - Central (Barra do Piraí)
1971 - Barbará (Barra Mansa)
1972 - Barbará (Barra Mansa)
1973 - desconhecido
1974 - Sapucaia (Campos)
1975 - Americano (Campos) 
1976 - Central (Barra do Piraí)
1977 - Manufatora (Niterói)
1978 - Goytacaz (Campos)

Posté par Vinicius Novak, 20 mars 2004 à 20:10 | Répondre

Excelente lembrança Vinicius! Muito Obrigada! Já tinha ouvido falar neste Campeonato Fluminense de Futebol sim, muito tempo atrás.

Dei uma pesquisada por aí, e vale a pena rememorar que, como as federações dos anteriores estados do Rio de Janeiro e da Guanabara tinham sido fundidas na atual federação estadual do Rio, o campeonato de 1978 foi originalmente concebido como apenas uma fase classificatória para a primeira competição do novo estado, cuja fase final seria disputada de fevereiro a abril de 1979 (Resolução nº 4/78 do CND).

Em 25/01/1979, após o seu término, a disputa foi transformada no último campeonato do antigo estado, a competição de fev-abr/1979 foi transformada no que ficou conhecido como “Campeonato Especial” de 1979, e o primeiro campeonato estadual do (novo) estado do Rio de Janeiro, válido pela temporada de 1979, foi disputado entre maio e setembro deste ano.

Sem dúvidas um erro esta lista não aparecer entre os demais históricos de campeonatos estaduais do país. Certamente tem a ver com os clubes de pouca expressão que dele participavam. Agora, se a imprensa divulga relações de clubes campeões, inclusive no período amador, de estados fraquíssimos no futebol e onde o profissionalismo entrou décadas depois do Campeonato Fluminense como, com o devido respeito, Amapá, Roraima, Tocantins, Rondônia, Acre, ..., qual o motivo de não incluírem a do antigo estado do Rio de Janeiro?

Mais uma vez muito obrigada.

Posté par Elise Dawson, 20 mars 2004 à 21:16 | Répondre

Como você escreveu, o raciocínio que prevalece no Rio é que uma competição só vale mesmo caso tenha participação de times grandes. Pelo que me recordo, quando do período da fusão e pelos anos posteriores, ocorreram muitas atitudes da federação e dos clubes maiores, para impedir ou diminuir a presença ou a participação dos menores no novo estadual.

Mas, mexendo ou não na relação histórica de campeões do Rio que estamos acostumados a ver, é lamentável que a lista dos vencedores do Campeonato Fluminense não tenha a divulgação legítima de um estadual, que é o que foi, pela imprensa e pelas entidades organizadoras.

Posté par Vinicius Novak, 20 mars 2004 à 22:31 | Répondre

Vinicius, muito bem lembrado !
Algumas fontes tratam o antigo Campeonato Fluminense como sendo o da cidade de Niterói, argumentando que, em seus primeiros tempos, quase que só existiam clubes da capital na disputa (Niterói), o que se dava também pelo motivo das equipes de outras cidades do estado se afastarem da competição por terem muitas dificuldades financeiras e de transporte para fazerem seus jogos nesta cidade.
Mais aí vem a pergunta :- a imensa maioria dos campeonatos estaduais, na verdade, começaram como campeonatos citadinos, com clubes apenas da capital do estado (normalmente é a localidade mais desenvolvida, onde as novidades chegam primeiro, inclusive a do futebol), então deveríamos desconsiderar a parte destas competições que não tinha a participação de clubes de outros municípios dos estados?
O que é interessante notar também são os termos de identificação. Carioca é o natural da cidade do Rio de Janeiro, e fluminense é o do estado do Rio de Janeiro. Ora, a denominação “Campeonato Carioca de Futebol” tem a ver mesmo é com a área da Guanabara e com a do antigo Distrito Federal. Se estamos nos referindo a “Campeonato Fluminense de Futebol”, então mencionamos os torneios da área cuja antiga capital era Niterói e com as disputas que passaram a ser realizadas a partir de 1979, a partir da fusão.

Posté par Raul Michels, 21 mars 2004 à 21:43 | Répondre

 

Quando o nome, as cores e/ou o uniforme da nova associação coincide(m) com o(s) que a(s) anterior(es) extinta(s) usava(m), a confusão só aumenta. E isso se dá porque os torcedores do clube posterior enxergam uma “seqüência” de existências, uma continuidade ininterrupta de acontecimentos, descartando as extinções que, de fato e de direito, ocorreram. Normalmente, se essa absorção da história das instituições esportivas extintas traz vantagens, na visão dos torcedores das agremiações que restaram das anteriores, como títulos e grandes vitórias e atletas, o bate-boca só se intensifica porque estes desejam ligar a retumbância do passado à agremiação da qual é simpatizante para torná-la maior, no seu entendimento.

Se olharmos por aí e prestarmos a atenção, vamos constatar que é muito comum que as entidades posteriores, principalmente as que se originaram de fusões, façam homenagens aos grupos que encerraram suas atividades para formá-las, utilizando suas cores e nomes ou se inspirando em seus uniformes, até pelo motivo óbvio de que a nova agremiação só existe porque as outras foram finalizadas e também por ser formada justamente por antigos componentes daquelas que se fundiram.

Posté par Gustavo Filippi, 20 mars 2004 à 21:52 | Répondre

Você falou tudo Gustavo. A situação funciona desta forma mesmo.

Quanto ao São Paulo da Floresta, que não surgiu de uma fusão de clubes como muito bem está explanado no texto – o Paulistano fechou seu departamento de futebol e a AA das Palmeiras encerrou totalmente suas atividades – também aconteceu esta homenagem às associações anteriores porque seus fundadores eram gente ligada a elas – diretores e jogadores.

Este clube se tornou tricolor da seguinte forma: o Paulistano é alvirrubro e tem seu uniforme principal quase que totalmente branco, e a AA das Palmeiras era alvinegra com uniforme tradicional branco com uma faixa negra horizontal no meio da camisa. O time da Floresta escolheu um uniforme titular branco (os dois anteriores assim eram) com faixas horizontais no meio da camisa (a AA das Palmeiras tinha uma faixa horizontal) nas cores vermelha (Paulistano) e preta (AA das Palmeiras) separadas por uma faixa estreita branca. O segundo uniforme era de calções brancos e camisas listradas na vertical em vermelho e negro, intercalado com listras brancas mais finas.

A despeito da extinção do São Paulo da Floresta em 1935, incorporado que foi ao Tietê, como os que fundaram o Clube Atlético São Paulo e o atual São Paulo Futebol Clube eram ligados a ele, mantiveram idênticos uniformes nestes dois.

Posté par Matheus Franco, 21 mars 2004 à 12:30 | Répondre

No que diz respeito ao Botafogo, seu time de futebol seguiu com o mesmo uniforme do Botafogo Football Club, inspirado na italiana Juventus (camisa listrada verticalmente em preto e branco e calção branco), enquanto sua equipe de regatas manteve as cores do Club de Regatas Botafogo (uniforme inteirinho preto).
Inicialmente o Botafogo Football Club usava calção branco. Ao aderir ao profissionalismo, em 1934, passou a usá-los na cor preta como é até hoje em dia. Apenas entre 1948 e 1956 voltou a ser branco. 
Foi a partir desta fusão que o distintivo com a estrela solitária foi adotado (esta estrela já aparecia em um dos cantos do emblema do Club de Regatas Botafogo).

Posté par Cristiano Maruyama, 21 mars 2004 à 22:01 | Répondre

Exatamente Cristiano. Vou detalhar a história da estrela e do distintivo que foram base para as identificações do atual Botafogo.

O escudo do Botafogo Football Club era branco no estilo suíço, com o contorno em preto. Ao centro, as iniciais BFC, entrelaçadas em preto. Foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores. Já o Club de Regatas Botafogo não tinha um escudo oficial, porém, havia um escudo usado popularmente que continha uma estrela solitária junta a remos cruzados e o monograma com as iniciais CRB. No uniforme, o clube usava apenas um monograma com a estrela no topo e, em 1919, a estrela se sobrepôs às iniciais, que passaram para dentro dela.

Com o surgimento do Botafogo de Futebol e Regatas, em 1942, manteve-se o formato do escudo do Botafogo Football Club, com a estrela solitária branca do Club de Regatas Botafogo no lugar das letras, em um fundo preto.

Posté par Émerson Kurtz, 23 mars 2004 à 19:57 | Répondre

 

Quando mentiras são contadas muitas vezes, talvez virem verdades ...

O conteúdo do que escreveu está coberto de razão. Quando você tem um final de um clube, por fusão ou encerramento de atividades, esta associação, tecnicamente, deixa de existir. Troféus, conquistas e páginas honradas que tenha conseguido são fatos integrados à sua história, e somente a ela ! Se não fosse assim, os títulos do Pinheiros e do Colorado deveriam então ser somados ao Paraná Clube !

Já que me referi ao futebol paranaense e o Paraná Clube faz parte de suas explicações, vale ressaltar mais fatos históricos que têm a ver com a história deste centro esportivo.

Como você relatou, o Paraná Clube foi formado pela fusão do Colorado com o Pinheiros.

Muito bem, o Colorado Esporte Clube foi fundado em 29 de junho de 1971 através da FUSÃO de outros 3 clubes – o Britânia Sport Club(19 de novembro de 1014) campeão paranaense 7 vezes, o Palestra Itália Futebol Clube(1921) campeão 3 vezes, e o Clube Atlético Ferroviário(30 de janeiro de 1930) vencedor 8 vezes do Paraná. Além disso, o Esporte Clube Pinheiros foi fundado em 12 de agosto de 1971 depois de um plebiscito que determinou a mudança de cores (verde e branco para azul e branco) e de nome do antigo Esporte Clube Água Verde(17 de dezembro de 1914), que foi campeão paranaense 1 vez.

Perceba que, embora o Pinheiros seja a exata continuidade do Água Verde, nos dados oficiais do clube não tomam a data de fundação do mesmo como sendo a sua; optam pela data em que ocorreu a mudança de nome e das cores. Até achei sites onde dão a fundação do Pinheiros como sendo em 1914, quando o Água Verde surgiu, mas na hora em que se confere a relação de todos os campeões paranaenses sempre se observa o Pinheiros com os seus 2 títulos (1984 e 1987) e o Água Verde com o seu único (1967). Nunca somam a vitória de 1967 ao Pinheiros.

Se você fizer uma somatória geral de títulos de todos os que se fundiram ou mudaram de nome ao longo da história para chegarmos hoje à agremiação chamada de Paraná Clube, atingirá o número de 28 conquistas!!! Confira:
8 Clube Atlético Ferroviário
7 Paraná Clube
7 Britânia Sport Club
3 Palestra Itália Futebol Clube
2 Esporte Clube Pinheiros
1 Colorado Esporte Clube
1 Esporte Clube Água Verde

Logo, o Paraná Clube só ficaria atrás do Coritiba!!!

No entanto, quando você observa todas as listas de campeões do Estado do Paraná que aparecem por aí, constatará que a tal soma não é feita, e que cada um aparece com os respectivos títulos, como deve ser porque são clubes independentes um do outro, juridicamente falando.

Posté par Otávio Bertelli, 20 mars 2004 à 21:22 | Répondre

 

Além de não ter havido um linha contínua entre o Club Athletico Paulistano e o São Paulo da Floresta, afinal o anterior encerrou as atividades de seu departamento de futebol, também houve um rompimento ideológico entre as duas agremiações, pois os que fundaram o posterior ingressaram no profissionalismo, o que contrariou os princípios e os valores do C.A.P. e, portanto, sua decisão oficial de não disputar mais competições.

Creio ser bem possível que, pelos anos ou décadas posteriores, o pessoal do Paulistano (ou uma boa parte dele) visse até com antipatia o novo clube, criado por seus antigos companheiros de administração e de convivência associativa. Seria interessante averiguar em documentos, como atas e registros, se o tal descontentamento existia (talvez no não envio de representantes a alguma cerimônia oficial em homenagem ao time da Floresta, a não remessa de cumprimentos pelo título de 1931, etc.). Ora, a aversão que destinavam à iminente entrada do profissionalismo no futebol paulista também deve ter sido dirigida ao São Paulo da Floresta. No ângulo de visão do Alvirrubro, aqueles que se DESLIGARAM dele para fundar a nova associação e ADERIRAM ao esporte profissional provavelmente foram entendidos até como traidores, do clube em si (por terem o abandonado) e da convicção (adentraram na atividade esportiva remunerada).

De fato, de vez em quando encontro são-paulinos que afirmam categoricamente ser o atual Tricolor uma extensão do Paulistano, o qual teria apenas mudado de nome !!!??? Certamente querem acrescentar a reputação e os 11 títulos paulistas do C.A.P. à sua história. Curioso é que ninguém fala que o São Paulo F.C. seria a continuidade da A.A. das Palmeiras, com uma existência bem menor de glórias. Dá para imaginar qual seria o motivo desta diferenciação oportunista ....

Como se já não bastassem as extinções, fusões, refundações, ou seja lá o que mais, que ocorreram na primeira metade dos anos 30, anteriores ao São Paulo atual, o distanciamento entre este e o Paulistano (como já foi com o São Paulo da Floresta) também se dá no campo dos ideais desportivos, seja na aceitação do profissionalismo, seja na popularização do futebol.

O Paulistano não era um clube aberto, assim como vários em sua época. Seus jogadores eram todos sócios e pagavam mensalidades. A vinda da profissionalização futebolística, além de bater de frente com o espírito nobre esportivo no qual acreditavam, induzia a democratização da prática para qualquer um, independentemente de sua origem étnica ou social. E o Alvirrubro não estava gostando disto.

Deve ter havido muita vista grossa com Friedenreich, um mulato, devido sua alta qualidade como atleta. Mesmo assim, este jogador tinha o hábito de alisar muito bem sua cabeleira crespa para parecer “mais branco”. Eu não acho que as pessoas ligadas ao Paulistano ficariam muito felizes ao saber que atletas como Leônidas da Silva, Zizinho, Canhoteiro ou Serginho Chulapa, além de tantos e tantos outros de origem humilde e/ou pele escura, jogaram pelo São Paulo F.C.

Posté par Glauco Fiorio Novelli, 25 mars 2004 à 20:11 | Répondre

 

 

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